Mês: novembro 2017

O RS e a Rocha Fosfática – Parte II (por C. Renato B. Da Silva)

O RS e a Rocha Fosfática – Parte II (por C. Renato B. Da Silva)

A demanda de fertilizantes no Brasil tem crescido de forma mais intensa que a própria produção de grãos e assemelhados. O Brasil ocupa hoje o 2° lugar no ranking de países exportadores de produtos agropecuários, sendo superado apenas pelo USA, líder inconteste do setor. Na produção e consumo de fertilizantes, ocupamos o 4° lugar, ficando abaixo do USA, União Europeia e China.
Consumimos três vezes menos que o USA e, duas vezes menos que a União Europeia. Há um espaço enorme para a produção de fertilizantes, ainda que seja mantida a área de produção atual. Particularmente nos fertilizantes fosfatados, que são de extrema importância nas adubações de nossas culturas de grãos e pastagens, pois nossos solos agrícolas são caracteristicamente pobres no elemento fósforo, temos possibilidade de crescimento intenso do uso. Sua demanda é crescente. Temos uma dificuldade séria para a produção destes; importamos 65% da rocha fosfática, que atinge a quantidade de 1.700.000 toneladas anuais. Para atender a demanda do RS, SC e PR, que é de 700.000 toneladas anuais, importamos toda esta quantidade. Não produzimos nada desta rocha nestes três Estados.

Ocorrência significativa de rocha fosfática, apenas a partir do Estado de São Paulo. As três grandes fábricas de adubo do RS, situadas na cidade de Rio Grande, importam 100% da matéria-prima (no caso, rocha fosfática) para atender a sua produção. Em termos de balança comercial, precisamos dispender U$126.000.000 anuais, para pagar a rocha fosfática que ali chega, não estando incluso neste valor o custo do frete marítimo, que onera mais ainda os valores dispendidos. Nestes custos estão incluídos os valores pagos para a mão de obra necessária para mineração e beneficiamento inicial, que ficam nos países exportadores.

Há ocorrência de rocha fosfática na nossa região, com reservas avaliadas e ainda acrescidas de novas ocorrências, inclusive de origem sedimentar, são muito benéficas e de real importância econômica e social para o RS, além dos estados vizinhos e dos municípios onde estão inseridas as reservas. A exploração racional, ética e sustentável desta riqueza é imprescindível para o resgate econômico e social de uma região deprimida por cerca de sete décadas.

C. Renato B. Da Silva, Engenheiro Agrônomo, Coordenador da ITEC/UCS. Universidade de Caxias do Sul.

A tecnologia e o Fosfato: A importância desses dois elementos para o futuro do agronegócio

A tecnologia e o Fosfato: A importância desses dois elementos para o futuro do agronegócio

O domingo (5), na  Expolavras no Parque do Sindicato Rural de Lavras do Sul, foi de muito movimento e o público pode curtir uma extensa programação

No estande do Projeto Fosfato Três Estradas a tarde iniciou com o painel do criador de um aplicativo para manejo inteligente na fruticultura, Rafael Irgang. Os participantes interagiram com o painelista que explicou de que forma a tecnologia está ajudando o homem do campo a tirar o melhor da terra.

“É muito importante que vocês que estão aqui, que estão no campo estejam por dentro e saibam o que estamos pensando e o que vem sendo desenvolvido. Essa troca de ideias para nós é uma constante, esse tipo de espaço valoriza o desenvolvimento de tecnologia para o agronegócio” comentou Irgang.

Para Gabriel Corrêa Severo, colaborador do Sicredi Lavras do Sul, a utilização da tecnologia ajuda a minimizar os gastos, “ter amostras de determinados pontos da lavoura acaba fazendo que se plante parelho, importantíssimo ter amostras de alguns pontos, isso ajuda a otimizar os recursos” concluiu.

“A agricultura de precisão vem ganhando espaço no mercado, sendo considerado um sistema com o objetivo de reduzir os custos e aumentar a produtividade por meio das tecnologias” concorda Rafael Irgang.

Na sequência, o engenheiro agrônomo e professor da UCS, o lavrense Carlos Renato Barbosa da Silva, falou sobre a cadeia produtiva do fosfato e sua importância para o bom funcionamento de toda a cadeia alimentar.

“É fundamental o uso de fosfato nas pastagens, porque ele é importantíssimo para o crescimento saudável da planta. Se o fosfato não estiver presente ela não vai crescer” comentou Carlos Renato.

O professor explica que, hoje, o fósforo que vem para a região sul do Brasil é trazido do Marrocos, da Algéria e de diversos outros locais. Para nós que importarmos todo este material temos que gerar uma riqueza aqui, falando em termos de Brasil, para pagar o porto do local de origem, pagar o navio que o traz até o porto de Rio Grande ou de Paranaguá e tudo isso antes de começar a fazer dinheiro com ele. Isso só acontece depois da empresa comprar outro insumo, fazer o adubo, colocar pra venda, o produtor comprar (com capital próprio ou dinheiro financiado), e só então esse fósforo vai se transformar em recurso.  Somente na hora que se vender o produto, ou na hora que se consumir a carne, que se pagar pelo boi, enfim.

“Só em produzirmos aqui já teríamos um ganho de tempo para completar esse ciclo e deixaríamos de pagar boa parte daquele pessoal que está lá fora. Nós temos muita vantagem de produzir essa matéria prima aqui” completa o professor Carlos Renato.

Roda de Conversa debate sobre o papel do Jovem e da Mulher no agronegócio

Roda de Conversa debate sobre o papel do Jovem e da Mulher no agronegócio

Com um público médio de 20 pessoas, o gestor em agronegócio, Roger Ferreira Prestes, falou em uma roda de conversa descontraída sobre a dificuldade de manter o jovem no campo, e quais os caminhos estão surgindo para que este panorama atual possa mudar.

Roger comenta que sofreu deste mal “tive que sair da minha cidade para buscar uma formação e depois para trabalhar”, mas diz que aos poucos vê que há uma tendência de retorno ao interior, “a chegada do projeto Fosfato e de tantas outras coisas que devem chegar com ele são o norte para o jovem poder ficar em casa, ele quer ficar aqui, então abre essa baita porta, no mínimo 50 anos de trabalho”.

Os participantes de forma unânime concordaram que é o momento do jovem lavrense buscar qualificação. “Muita gente fala que vão trazer mão de obra de fora daqui, mas eles têm que pensar que nós temos três ou quatro anos para nos qualificar. Temos que enxergar lá na frente e nos perguntar, onde eu vou me inserir nesse contexto? E ir atrás desse aprendizado” conclui Roger Prestes.

Para a analista de comunicação da Águia Fertilizantes, Warley Ribeiro, não é interessante para a empresa trazer mão de obra de fora do município, “o fato da empresa aproveitar a mão de obra local, além do lado financeiro, que é mais barato, ainda tem um monte de fatores indiretos, como por exemplo, o deatrair uma pessoa com uma cultura diferente para se inserir aqui, e a gente pode  minimizar isso aproveitando a mão de obra local”.

Na sequência aconteceu a roda de conversa com a empreendedora rural, Berenice Brasil de Souza, que fez um relato sobre como iniciou o trabalho a frente da propriedade rural de sua família, assim que ficou viúva, e debateu sobre o papel da mulher no agronegócio.

“A mulher sempre foi do campo, desde o início, faz parte da nossa história a mulher ficar em casa, cuidando dos filhos e ajudando na lavoura enquanto os homens iam trabalhar fora. A mulher do campo sempre foi empreendedora, só que agora estamos oficializando isso” comentou Berenice.

O gerente de relacionamento do Banco do Brasil de Lavras do Sul, Rodrigo Maciel, comentou que vê, cada vez mais, as propriedades diminuindo, principalmente devido à redução das estruturas familiares. “Acho que nós, principalmente aqui da região, precisamos começar a olhar pra fora, ver outros modelos. Hoje a gente ainda faz uma pecuária muito arcaica, no sentido de produtividade. Outros países estão nos ultrapassando porque mesmo com menos área arável, têm maior eficiência na propriedade, com as famílias morando no campo e trabalhando juntos” concluiu Maciel.

A Gestora Ambiental da Águia Fertilizantes, Lucélia Carneiro, concluiu as informações que surgiram no debate e comentou que talvez tenha chegado a hora das pessoas se reapropriarem, voltarem a se sustentar, “a gente sabe onde está o problema, só que a gente ainda não está sabendo reverter e se reapropriar. Por isso a questão da manutenção do jovem em Lavras do Sul é tão importante, porque são eles que vão ter que tocar este movimento” falou Lucélia.

Cardgame Educativo: “Onde está a Mineração?”

Cardgame Educativo: “Onde está a Mineração?”

A Águia Fertilizantes, através do estande do Projeto Fosfato Três Estradas, lançou durante a Expolavras 2017 o cardgame educativo “Onde está a mineração?”. O objetivo principal do jogo criado pela empresa Nano BizTools é informar de onde vem os recursos para produzir os objetos que nos deparamos no dia a dia e na maioria das vezes nem ao menos percebemos a importância da base dessa cadeia produtiva.

As pessoas puderam ter o primeiro contato com o jogo no sábado (4) durante a Expolavras e o sucesso foi tanto que os visitantes puderam brincar também nos dias seguintes.

“Achei muito legal a brincadeira, nunca tinha ouvido falar de alguns daqueles minérios, molibdênio, tungstênio, e agora sei para o que cada um deles serve” comentou Luisa Lopes, 13 anos.

O jogo contém 60 cartas, 30 de objetos e 30 de minérios. A brincadeira aconteceu durante a Feira da seguinte forma: o participante sentava-se junto ao mediador, que lhe apresentava 6 cartas de objetos e ojogador tinha que relacioná-las aos minérios correspondentes. O mediador ajudava com dicas em casos de dúvidas, informando onde é encontrado, como é extraído, quanto gera de riqueza e outros aspectos históricos e curiosos relativos a cada minério. O participante ao final do jogo além de sair informado ainda ganhava um brinde.

Alguns pais e professores também participaram da brincadeira e saíram de lá satisfeitos com o que aprenderam. “Achei o jogo bem interessante, é bom para as crianças saberem de onde vem as coisas do nosso dia a dia, darem valor a cada uma delas e saberem a importância da mineração” comentou Eduardo Sutero.

Contação de histórias e dinâmica anima a tarde da criançada na Expolavras 2017

Contação de histórias e dinâmica anima a tarde da criançada na Expolavras 2017

A Águia Fertiliantes esteve presente na 73ª edição da Expolavras em Lavras do Sul nos dias 02 a 07 de novembro. A Feira que é considerada uma das mais importantes para o agronegócio da Região Sul, é realizada no Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo do Sindicato Rural de Lavras do Sul.

Dentre uma vasta programação organizada pela instituição, este ano o estande do Projeto Fosfato Três Estradas também ofereceu uma série de atividades para os visitantes do Parque.

No sábado (4) a equipe da Escola de Educação Movimento Livre organizou além de uma Contação de Histórias sobre Lavras do Sul, com a Professora Marina Contti Tunholi de Souza, também uma dinâmica com confecção de um mapa lúdico do município.

“Ficamos bem felizes com o funcionamento da Contação de Histórias e da Oficina. A gente não sabia exatamente a idade do público que vinha, mas funcionou exatamente como programamos. Quem participou teve a oportunidade de ouvir um pouco da história de Lavras do Sul e ainda usar todo o material que dispusemos para fazer um trabalho pedagógico de arte, contextualizando e valorizando nosso município” comentou a professora.

Os pequenos puderam levar para suas casas o resultado da dinâmica, que após ser pintado e decorado virou imã de geladeira, enfeite para porta ou chaveiro. “Foi muito legal fazer o mapa de Lavras e também ouvir a história que a tia Marina contou” Murilo Teixeira Martins, 7 anos.

Exposição Letra & Luz foi destaque na Expolavras 2017

Exposição Letra & Luz foi destaque na Expolavras 2017

A Exposição Fotográfica Letra & Luz, apresentada pelo Projeto Fosfato Três Estradas da Águia Fertilizantes esteve aberta para visitação durante a Expolavras 2017, na Sala Jaques, do Parque Olavo de Almeida Macedo, no Sindicato Rural de Lavras do Sul.

Na ocasião, os visitantes da feira puderam prestigiar a mostra que reúne 42 fotografias produto das oficinas ministradas pelo fotógrafo Eduardo Rocha e o escritor (lavrense de coração) Gujo Teixeira, em Lavras do Sul.

As imagens remetem aos expectadores um passeio pela história do passado e do presente de Lavras do Sul. A exposição é composta pelas fotos, mas também por versos e narrativas de cenários e cenas relacionadas ao trabalho do homem no campo.

“Grande iniciativa da Águia Fertilizantes trazer para Lavras esta exposição. Pois tudo é gerado aqui e o Letra & Luz é um evento lavrense. Que bom que os nossos puderam ver a sua terra tão bem fotografada e versada” comenta Gujo Teixeira.

Para Warley Ribeiro, analista de comunicação da Águia Fertilizantes, a Expolavras foi o momento ideal para trazer aos lavrenses o resultado deste trabalho. “Estamos honrados em apresentara exposição Letra & Luz agora aqui em Lavras do Sul, a cidade que inspirou todos esses artistas a fazerem essas imagens e essas palavras lindas, principalmente na ocasião da Expolavras onde o agronegócio se mostra tão forte”.

Exposição fotográfica Letra & Luz presente na ExpoLavras 2017

Exposição fotográfica Letra & Luz presente na ExpoLavras 2017

Na quinta-feira (2 de novembro), primeiro dia da Expolavras 2017, será aberta a Exposição
Fotográfica Letra & Luz com coquetel e show acústico de Roger Prestes. O evento inicia às
17h30min, na Sala Jaques do Parque do Sindicato Rural.
A mostra, que reúne 42 fotografias da região, estará disponível de 02 a 07 de novembro, das
10h às 20h, como programação oficial da Feira, proposta pelo Projeto Fosfato da Águia
Fertilizantes. O trabalho é resultado de oficinas ministradas pelo fotógrafo Eduardo Rocha e o
escritor Gujo Teixeira, em Lavras do Sul, em agosto passado.
A exposição Letra & Luz remete às histórias antiga e atual de Lavras do Sul, reunindo imagens,
versos e narrativas de cenários relacionados ao campo e pode ser definida como uma viagem
para olhares curiosos, que tentam encontrar em cada casa e janela de Lavras do Sul um pouco
da história desta cidade tão importante para o Estado.
“É um trabalho belíssimo realizado por profissionais de Lavras do Sul, que com um olhar
sensível apresentam em imagens a história de uma das cidades mais valorosas do Sul do
Estado, que já viveu momentos de glória e que hoje resgata sua identidade a partir de novas
possibilidades para o desenvolvimento financeiro e social de seus cidadãos”, destaca o
Gerente de Geologia da Águia Fertilizantes, Alfredo Rossetto Nunes.
Durante os seis dias da EXPOLAVRAS todos os visitantes poderão prestigiar gratuitamente a
exposição. A feira acontece de 02 e 07 de novembro no Parque de Exposições do Sindicato
Rural de Lavras do Sul e é considerada uma das mais importantes para o agronegócio na
Região Sul.
Apresentada pelo Projeto Fosfato Três Estradas a exposição esteve entre os dias 12 e 30 de
setembro no Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Fonte: Assessoria Águia Fertilizantes