Mês: setembro 2018

Festejos Farroupilhas 2018 – Ibaré

Festejos Farroupilhas 2018 – Ibaré

Confira a programação a seguir.

Dia 17/09/2018 – Segunda-Feira

* A partir das 19h30min – Abertura Oficial, com Hino do Rio Grande com Sabrina Garcez Jardim
* Jantar Campeiro Gratuito
* Prêmio para o Gaúcho mais pilchado da Noite

Dia 18/09/2018 – Terça-Feira

* 12h – Concurso de Comida Campeira
* Gincana da Escola Odessa Petrarca
* 19h30min – Escolha das Prendas e Chinocas do PTG Ibareense
* Prêmio para o casal mais pilchado da noite
* Grupo de Dança da Escola Odessa Petrarca
* Jantar Campeiro Gratuito

Dia 19/09/2018 – Quarta-Feira

* Durante todo o dia
* Projeto Meu Bairro Mais Saúde
* 12h – Concurso de Comida Campeira
* Gincana da Escola Odessa Petrarca
* A partir das 19h30min – Concurso de Causo e Concurso de Poesia Adulto e Infantil
* Prêmio para o par infantil mais pilchado da noite
* Show Baile com Paulo Cesar Ramos
* Jantar Campeiro Gratuito

Dia 20/09/2018 – Quinta-feira

* 12h – Concurso de Comida Campeira
* A partir das 19h30 – Concurso de Xote e Vanerão Adulto e Infantil
* Prêmio para o Gaúcho e a Prenda de Mais Idade que estiverem pilchados na festa
* Jantar Campeiro Gratuito

Dia 21/09/2018 – Sexta-feira

* 12h – Concurso de Comida Campeira
* A partir de 19h30min, Concurso de Trova
* Jantar Campeiro Gratuito
* Baile (com Irmãos Camargo e Parceria)

Dia 22/09/2018 – Sábado

* A partir das 10h – Torneio de Vaca Parada, na Praça de Esportes, organizado por Theo de Leon). Prêmio: Troféu.
* 12h – Concurso de Comida Campeira
* 14h30min – Feira Livre no Lonão
* Torneio de Truco (organizado por Stéfany C. Chagas). Prêmio: Troféu
* Torneio de Jogo do Osso (organizado por Junior Chagas). Prêmio: Troféu
* 23h GRANDE BAILE, COM O GRUPO GAITAÇO DA VANERA

Dia 23/09/2018 – Domingo

* 10h, recepção
* Espaço aberto para músicos e trovadores que desejam se apresentar.
* Grupo de Dança da escola Odessa Petrarca
* 14h30min – Desfile Farroupilha com a escolha do Gaúcho e do Guri mais bem pilchado
* 17h30min – Entrega da premiação
* 18h30min – Encerramento das atividades.

OBSERVAÇÕES

* Não serão emprestados pratos e talheres
* Para os jantares serão entregues fichas por ordem de chegada, com o objetivo de melhor atender à comunidade e visitantes.

(Informações replicadas do Blog Panorama Lavrense)

Mulheres na Mineração

Mulheres na Mineração

A luta das mulheres pela equidade de gênero, por condições igualitárias na sociedade, no mercado de trabalho, e na vida de um modo geral, tem ganhado cada vez mais espaço. No mundo todo, há um movimento de fala sobre o tema e sobre tudo que há muitos anos incomoda as mulheres. Porém sabemos que grande parte dos setores de mercado privado formal ainda possui maioria de profissionais homens.

Segundo dados demográficos das empresas, em pesquisa do IBGE (2015), o setor mineral tem quase 90% de profissionais homens. Em todas as áreas, o salário da mulher é menor; em alguns casos, como o da extração de Petróleo e Gás, o rendimento médio mensal chega a ser inferior cerca de 50% quando a profissional é do gênero feminino.

Em 2017, em relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), intitulado “Em busca da igualdade de gênero: uma batalha difícil”, uma das principais conclusões do estudo é que, nos últimos cinco anos, os países progrediram pouco para atingir a igualdade de gênero. Em média, nos países da OCDE, da qual o Brasil faz parte, as mulheres já ultrapassam os homens nos resultados escolares, mas as desigualdades no empreendedorismo, no emprego e na vida pública continuam, e poucas mudanças são percebidas nos últimos anos.

Conversamos com três profissionais que já trabalharam ou ainda estão no setor mineral e é unânime entre elas que as diferenças ainda existem, são visíveis, mas que as mulheres estão conquistando dia após dia seu espaço, com esforço e muita dedicação. A geóloga Cimara Monteiro acredita que essas características têm sido o grande diferencial: “Aquelas que se submetem a esse regime de trabalho sabem que, para serem respeitadas e se destacarem, precisam se esforçar, dedicar-se e serem muito disciplinadas”.

A consultora da área ambiental, Lucélia Carneiro, comenta que a mulher tem provado sua capacidade e condições em atuar nos mesmos limites dos homens e por isso tem aberto esses espaços. “Temos presidentes de empresas, como já tivemos na Anglo América, por exemplo, e temos motoristas de caminhão fora de estrada, coisas que há 15 ou 20 anos era totalmente impensável” observa.

Neste setor a disciplina é fator importante para a valorização do trabalho feminino. Por isso a geóloga Camila Esmeris, Coordenadora de Geologia da LDS Mineração do Brasil, acredita que os gestores muitas vezes preferem trabalhar com as mulheres: “Este caminho foi trilhado com muito esforço desde a década de 1970, com a inserção das mulheres na academia de ciências exatas, enfrentando enormes resistências e discriminação. Mas, com o passar dos anos, e até hoje, nos firmamos na profissão a partir da demonstração de grande competência, capacidade e qualificação profissional”. Ela recorda uma frase de uma professora na graduação: “a mulher tem sempre que provar que é boa em tudo, e duas vezes. As primeiras geólogas abriram as portas a partir de seu exemplo profissional, e nós, que viemos depois, afirmamos e mantemos viva essa característica de competência profissional” conclui Camila.

Para Lucélia Carneiro, a mineração tem um grupo de trabalhadores com idade avançada, já que as pessoas ficam na mineração por muito tempo. “Tenho 20 anos na estrada, e há colegas que têm 40”; e, então, acredita que com a renovação dessas pessoas o ambiente vai se modificando de forma natural. “A tendência é que o setor mineral vá se atualizando, e vá aceitando mais as mudanças” comenta.

Fazer parte de um setor socialmente reconhecido como masculino não é mais entrave para as mulheres, Camila esclarece que “já existe uma preocupação na mineração, principalmente nas grandes mineradoras” com relação à equidade de gêneros, inclusive com aderência de programas como o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça”. Este programa tem por objetivo aprofundar o compromisso com a igualdade racial e de gênero, por meio do desenvolvimento de novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional. Ela acredita que, para que haja este equilíbrio na empresa, é necessária uma postura do gestor da Organização: “seja o gerente, o diretor ou o CEO da Companhia, em conjunto com a reestruturação interna da empresa e com o envolvimento dos setores de RH, administrativos e técnicos capazes de gerar um ambiente favorável à promoção da equidade de gênero e raça, favorecendo, assim, o fortalecimento das relações humanas”.

Lucélia Carneiro acredita que, devido ao fato de as empresas de extração mineral terem sido, historicamente, umas das últimas a se abrirem para o gênero feminino, apareçam mais. “Talvez, também pela atividade que é um pouco mais bruta, o processamento das relações seja difícil nas empresas de ambiente masculino de um modo geral” observa Lucélia.

Sobre o trabalho de campo ser mais “pesado”, Cimara afirma que no geral as mulheres fazem menos atividades de campo e mais atividades de escritório. Talvez, por isso assumam posições de coordenação ou supervisão. “Comigo ocorreu assim, eu ficava chateada por fazer poucos trabalhos de campo, mas por outro lado tive a oportunidade de aprender mais sobre gestão. Sinto que perdi um pouco como pesquisadora em geologia, mas ganhei muito como gestora e aprendi muito sobre técnicas de prospecção”.

Para Camila Esmeris, é fato que algumas tarefas necessitam de apoio masculino para execução: “nossa força física é menor, mas o que devemos discutir é a soma dos fatores “gênero” e não a diferença entre eles”. Além de trabalhar em Lavras do Sul, onde atualmente está estabelecida trabalhando com pesquisa de ouro, Esmeris já trabalhou no Maranhão, no Pará e em Goiás, pesquisando o mesmo mineral, e diz que nestes dez anos em que trabalhou no setor mineral nunca sofreu preconceito por ser mulher. “Em todos estes locais também haviam geólogas atuantes e outras que já haviam passado por lá; vejo que normalmente o pessoal que integra a equipe de geologia é muito unido neste sentido e há bastante respeito profissional. Acho que sofri mais preconceito por ser do RS, gaúcha, do que pelo fato de ser mulher”.

Lucélia concorda, e diz que o fato de ser mulher nunca foi motivo para que se sentisse diminuída. “Mesmo que alguém me olhe e diga que por ser mulher não conseguirei fazer bem feito, o que socialmente “deveria” ser feito por um homem”. No meu trabalho, os aspectos mais significativos não guardam relação com gênero, e hoje é estratégico dentro do contexto da organização. “Não se faz mais nada sem um trabalho de comunicação consistente e um licenciamento ambiental na área de mineração. Então é um trabalho muito dinâmico, com alto grau de incerteza e que é fundamental para o desenvolvimento, tanto de uma empresa júnior, como as que ainda não tem operação, como também, por exemplo, na manutenção da operação de uma empresa de mineração que já tenha sua lavra”.

Cimara hoje em dia trabalha no Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e nesses quatro anos de empresa já foi supervisora, gerente e, atualmente, é coordenadora executiva e atua em atividades burocráticas referentes ao Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa.Ela conta que, quando trabalhava na mineração, era responsável por banco de dados, relatórios de pesquisa mineral e descrição de testemunhos de sondagem. Portanto praticamente não fazia atividades no campo e era mais exigida no escritório.

Em alguns momentos históricos da mineração no Brasil, como na década de 80 em Serra Pelada (PA), a presença de mulheres na mina era quase que em sua totalidade voltada à prostituição, além de algumas esposas que acompanhavam seus maridos mineiros. Talvez por isso a imagem da mulher neste ambiente ainda seja motivo de debate.

O setor de extração mineral mudou e as relações dentro das empresas também. Lucélia acredita que nenhum trabalho no mundo é feito sozinho e que procura aprender com os colegas e ensinar tudo o que sabe. “A relação humana é um ponto importantíssimo do trabaho. A gente convive por muito tempo, tem opiniões divergentes, mas precisamos debater, ajustarmo-nos, e trabalhar em parceria para que o resultado da empresa seja o melhor possível”.

Lucélia conta que já teve algumas situações desagradáveis, mas que não a atingem mais. “Eu tenho muito amor pelo que faço e acredito muito no que eu faço, então acho que isso passa para os meus colegas de forma positiva e toda vez que alguém reconhece o valor de meu trabalho é muito bom” comenta. Para ela o preconceito existe em todos os ambientes de trabalho, e ainda existem muitas barreiras para superar. “Preconceito está no outro, não em mim, então eu não deixo que ele me atinja” conclui.

A geóloga da CPRM, Cimara Monteiro, relata que hoje vê como exceção os casos de preconceito, mas que já passou por situações desagradáveis. “Logo no início da carreira tive minha competência testada, e meu companheiro de estágio, um homem, não. Em outra situação, já em uma posição de coordenação, discuti com um técnico experiente sobre a forma como ele vinha se comportando na empresa, e a discussão desceu a um nível baixíssimo. Pedi imediatamente seu deslocamento”. Mas relata que também conheceu pessoas fantásticas, que a acolheram, respeitaram e ensinaram muito. “Sempre fiquei com o melhor quarto da casa que alugávamos como escritório (na época da mineração). Me sentia muito cuidada. Para mim essa relação sempre foi muito saudável e me deixou com muita saudade”, mas observa que é visível que, para alguns homens, é difícil ser comandado por mulheres ou simplesmente trabalhar com elas, mas é enfática ao dizer que “isso é um problema deles, pois a sociedade está mudando e isso não tem volta. Ou eles se adaptam, ou vão ter problemas”.

Lucélia diz que não vê mais a discriminação explícita, mas sabe que existe de forma velada. “Prefiro focar nas coisas que foram boas, nas vezes que confiaram em mim e que me apresentaram o trabalho e disseram “se vira”. Foi isso que me fez crescer”. Ela acredita que a mineração lapidou inclusive a capacidade de desenvolver o pensamento crítico. “Aprendi a trabalhar em equipe e acho que isso é um diferencial”.

No caso de Camila, ela conta que a empresa onde trabalha é muito diversificada neste sentido, e que muitas meninas ocupam cargos importantes e de confiança. “Trabalhamos em harmonia e existe muito respeito entre todos os colaboradores, da gerência e diretoria da empresa para conosco” comenta. Ela diz que é engraçado o fato de muitas pessoas acharem que mulher que trabalha nas geociências, ou nas ciências exatas em geral, são mulheres feias e desarrumadas. “Já escutei de algumas amigas: ah, você não é uma geóloga normal. As vezes nós mesmos criamos estes esteriótipos e preconceitos, que não foi negativo nesse caso, mas curioso”. Ela acha que teve muita sorte porque nunca sofreu nenhuma discriminação. “Já ouvi relatos de outras colegas de profissão que na entrevista de emprego perguntaram se eram casadas ou tinham filhos, pois optariam por profissionais solteiras. Acho que as mulheres têm esse peso junto com a profissão, não há como negar. Muitas ingressam no mercado de trabalho, mas não conseguem se manter, muitas vezes pela falta de apoio em casa e de incentivo da empresa em investir em medidas alternativas que facilitem a conciliação da vida pessoal e profissional da mulher”.

Para Camila Esmeris, deveríamos mudar o foco da discussão e nos concentrar na igualdade, na qualidade e no somatório das partes e não nas diferenças.

 

Nossos entrevistados:

Camila Esmeris: Geóloga formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, com experiência na área de Geociências, atualmente é Coordenadora de Geologia da LDS Mineração do Brasil, e trabalha em projeto de pesquisa de ouro em Lavras do Sul.

Cimara Monteiro: Bacharel em Geologia pela Universidade de Brasília em 2006, mestre em Prospecção e Geologia Econômica pela mesma universidade em 2009, pesquisando fosforitos neoproterozóicos no Grupo Bambuí em Arraias (TO), Campos Belos (GO). Atualmente integra o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) como pesquisadora em geociências.

Lucélia Carneiro: Formada em Administração com especialização em gestão ambiental, tem mais de 10 anos de experiência em licenciamento ambiental, relação com comunidades e responsabilidade socioambiental.

Águia Fertilizantes patrocina os festejos da Semana Farroupilha em Lavras do Sul

Águia Fertilizantes patrocina os festejos da Semana Farroupilha em Lavras do Sul

Em Porto Alegre, o Piquete Negrinho do Pastoreio também recebeu apoio

De 13 a 20 de setembro o Rio Grande do Sul celebra sua maior festa popular: a Semana Farroupilha. Momento especial de culto às tradições gaúchas, que envolve grande parte da população do Estado, seja fisicamente em locais organizados para festejos, ou participando de iniciativas das escolas, comércio, ou clubes, por exemplo.

Evento tradicional do calendário do Rio Grande do Sul, a Semana Farroupilha relembra os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo principal propor melhores condições econômicas ao Estado. Seu ápice acontece no dia 20 de setembro, onde cavalarianos desfilam em festas organizadas por praticamente todas as cidades do RS.

A Águia Fertilizantes é patrocinadora dos Festejos Farroupilhas de Lavras do Sul porque acredita na importância de apoiar ações, projetos e programas relacionados à cultura das comunidades em que atua.

Em Lavras do Sul a semana inicia oficialmente nesta quinta-feira, dia 13 de setembro, às 17h30, com a chegada dos cavaleiros da Cavalgada da Integração, que trazem a Chama Crioula até o Galpão Crioulo, montado no Espaço de Eventos Rui Elem Teixeira (na Praça das Bandeiras).

Este ano a Águia Fertilizantes também apoia em Porto Alegre o Piquete Negrinho do Pastoreio. Por lá a programação acontece oficialmente desde o dia 07 de setembro, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia).

Festejos Farroupilhas 2018 – Lavras do Sul

Festejos Farroupilhas 2018 – Lavras do Sul

Realização: Associação Tradicionalista José Benito Chiappetta e SECTICCE
Patrocínio: Águia Fertilizantes
Patrocínio (rodeio): Posto Cantarelli e Lavras Supermercado
Apoio das Secretarias Municipais: de Educação; Obras e Transportes; Meio Rural e Fomento Econômico, e Saúde. Brigada Militar


13 de Setembro, (quinta-feira)
8h às 12h – Inscrições para os concursos de violão e gaita piano/ponto, na Secretaria de Turismo
17h30min – Desfile da Chama Crioula – Cavalgada da Integração
Início das Rondas:
18h- PTG Parceiros da Querência / PTG Lenço Amarelo/ PTG Rincão dos Saraiva e PTG Marca de Casco.
18h – Abertura Oficial dos Festejos/ Recebimento da Chama Crioula
18h30min- Apresentação do Grupo Movimento Livre
19h- Apresentação dos Grupos Pepita das Lavras e Tempo Guri
19h30 – Concurso de Violão e Gaita piano/ponto
20h- Jantar Festivo do CTG Marco das águas, no Clube dos Subtenentes e Sargentos
22h – Show com o Grupo Metendo Corda

14 de Setembro (sexta-feira)
8h – Troca dos pavilhões
Rondas: PTG Cia do Laço, PTG Lida Campeira, PTG Coração de Potro e PTG Tapera Velha.
8h às 12h – Inscrições para o concurso de trova, na Secretaria de Turismo
14h- Rodeio, na Associação Tradicionalista José Benito Chiappetta
19h- Apresentação da Invernada Artística pré- mirim e mirim do CTG Marco das Águas
19h30 – Concurso de trova
22h – Show com Marcas do Tempo

15 de setembro (sábado)
8h – Troca dos pavilhões
Rondas: PTG As Pampeanas e PTG Ibareense.
A partir das 8h – Rodeio Municipal, na Sede da Associação
15h- Roda de Mate do CTG Querência das Lavras: Iniciação Tradicionalista, no Clube Comercial
Inscrições Concurso de Tava, das 10h às 11h, na Associação Tradicionalista José Benito Chiappetta
Inscrições Concurso Vaca Parada, das 14h às 16h, na Associação Tradicionalista José Benito Chiappetta
20h- Jantar CTG Querência das Lavras, no Clube Comercial
22h – Show com Renato Dutra

16 de Setembro (domingo)
8h – Troca dos pavilhões
Rondas: CTG Querência das Lavras, PTG Ama Crioula e PTG Querência Xucra.
A partir das 7h – Rodeio Municipal, na Sede da Associação
Inscrições Concurso Comida Campeira, das 8h30min às 10h, na Associação Tradicionalista José Benito Chiappetta
20h- Jantar Festivo do CTG Marco das águas, na AABB.
21h- Música na praça com Impactu’s Sonorizações

17 de Setembro (segunda- feira)
8h – Troca dos Pavilhões
Ronda: PTG Tropilha Aragana, PTG Rincão dos Tordilhos, PTG Quero- Quero e NCCCLS.
8h às 12h – Inscrições para o concurso de intérprete, na Secretaria de Turismo
14h- Visitação das Escolas Estaduais
18h- Apresentação da Invernada Artística Infanto- Juvenil do CTG Querência das Lavras
18h15- Apresentação do Grupo Estrela Guria
18h30min – Concurso de intérprete
22h- Música na praça com Impactu’s Sonorizações

18 de Setembro (terça- feira)
8h – Troca dos Pavilhões
Rondas: PTG Lagoa Negra, PTG Santa Cândida e PTG Lida Bruta.
8h às 12h – Inscrições para o concurso de dança, na Secretaria de Turismo
14h- Visitação das Escolas Estaduais
19h- Apresentação da Companhia de Dança
19h30min- Concurso de dança
22h – Baile por conta da Impactu’s Sonorizações

19 de Setembro (quarta- feira)
8h – Troca dos Pavilhões
Rondas: PTG Marco da Tradição, CTG Marco das Águas e PTG Tropilha das Marcas.
8h às 12h – Inscrições para o concurso de declamação, na Secretaria de Turismo
14h- 1ª Mateadinha Farroupilha, na Praça das Bandeiras (organização SMED)
19h30min– Concurso de Declamação
Apresentação do Grupo de Arte Nativa Herdeiros de Bravos, no intervalo da divulgação dos resultados
20h- Jantar CTG Querência das Lavras, no Clube Comercial
22h – Show com Grupo Os Benites
24h – Baile de Aniversário de 37 anos do PTG Lenço Amarelo, com Grupo Estrada a Fora, nos Cabos e Soldados
20 de Setembro (quinta-feira)
8h – Chama Crioula será levada para a Associação Tradicionalista, depois retorna com a Cavalgada Chama da Integração
15h – Desfile
Após o desfile, encerramento dos Festejos, Show com o Grupo Oh de Casa

GENTE DE LAVRAS – Maria da Graça Pires de Rodrigues

GENTE DE LAVRAS – Maria da Graça Pires de Rodrigues

Quando a gente pensa como é uma casa de avó sempre vem à memória um lugar cheio de pequenos detalhes, de muitas histórias e cuidados, cheiro de bolo recém feito e um carinho único. A casa da Tia Maria, uma pelotense com cidadania lavrense, sempre foi assim, muito antes de se tornar avó da Sofia e do Antônio.

Desde a década de 80 a casa da Maria da Graça Pires de Rodrigues se transformou em ponto de encontro de diversas gerações de estudantes. Primeiro com a turma dos amigos dos filhos, Eduardo e Aline, depois com os alunos das escolas nas quais lecionou e agora também com os amigos dos netos.

A paixão pela história de Lavras do Sul a transformou em uma enciclopédia do município, pois desde participantes de gincanas até escritores de livros recorrem aos seus conhecimentos. Sem vaidade ela fala: “cada um de nós precisa repartir aquilo que tem”. Apesar das inúmeras tentativas de sua irmã para que vá morar em Pelotas, ela acha que ainda tem muito para fazer aqui.

A professora conta que a população está dormindo em cima das memórias da região. Há muito trabalho pela frente para que as pessoas, principalmente as crianças possam ter acesso e conhecer a fundo uma história riquíssima, que certamente é motivo de orgulho para os lavrenses.

Foi no início dos anos 70 que a Maria da Graça, na época estudante do curso de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas, conheceu o José Antônio. Um inusitado atraso de seu primo, que seria seu padrinho numa tradicional festa da Universidade, a fez convidar um “moço bonito” que estava ali pelo salão para que a acompanhasse. “Ele, muito educado, não negou meu pedido”. Na semana seguinte descobriram que eram colegas de sala e em 1974 já estavam casados e se mudando para Lavras do Sul.

Anos antes de sua vinda para a cidade, seu avô havia conhecido o município por meio de um tio que trabalhava como Fiscal da Fazenda. As palavras dele nunca haviam saído de sua cabeça: “Conheci uma cidade que parece um presépio”. Foi amor à primeira vista.

Quando criança o pai tentou muitas vezes fazer com que gostasse das tradições gaúchas, mas somente os anos morando no Segundo Distrito, Ibaré, a aproximaram do campo, da lida e das histórias contadas pelos empregados mais velhos. Logo após o nascimento do primeiro filho, ao vir morar na sede do município, foi convidada para conhecer o grupo do CTG Lanceiros do Batovi e de lá para cá, sua paixão pelo tradicionalismo só cresceu. Já escreveu muitas poesias, letras e textos.

Hoje é uma conhecedora das lendas e hábitos dos gaúchos e costuma ajudar os pretendentes a prendas e peões a estudarem para as provas dos concursos. Um sorriso surge naturalmente quando fala do novo CTG Marco das Águas, e dos novos jovens que estão fazendo parte desse projeto. Ela diz que como professora sempre esteve preocupada em afastar os adolescentes de más energias: “Tenho a impressão que esse tipo de atividade tradicionalista cria uma espécie de halo em volta dos participantes e que eles vivem plenamente esse mundo particular de rodas de chimarrão, de ensaios, apresentações, de jogos de truco e jantas feitas pelos pais dos integrantes, em uma troca de valores muito positiva” conclui.

Uma das principais motivações do esforço em abrir o novo CTG foi devido ao enorme número de artistas que concorrem em concursos pelo Estado afora. Ela conta que eles querem levar o nome da cidade e precisavam de uma instituição na qual estivessem vinculados. O nome é uma homenagem, visto que o município (na região da Meia Lua, divisa com São Gabriel) é o divisor de águas de três Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul: nascentes do Rio Vacacaí da Região Hidrográfica do Guaíba, nascentes do Rio Santa Maria da Região Hidrográfica do Uruguai e nascentes do Rio Camaquã da Região Hidrográfica do Litoral. O Marco Gaúcho das Águas foi construído em 2004 pelo Governo Estadual, idealizado pelo Eng. Zeno Simon que foi um entusiasta e que chamava a atenção para este fato já ser conhecido pelos Jesuítas desde o século XVIII.

No dia a dia sua vida gira em torno de leituras, artesanato em tricô e crochê, aulas particulares de matemática e sua maior paixão: os netos. Ser avó é delicioso. As conversas e interesses são diferentes entre os dois o que enriquece a relação, então comenta que curte cada momento ao lado deles. Ela comenta aos risos que “ser mãe é muito chato, porque temos que cobrar dos filhos, ser avó é divertido porque cobramos dos pais”.

Já se passaram mais de 40 anos desde sua vinda para Lavras do Sul e ela ainda se encanta com o que diz ser o diferencial daqui: “Lavras tem um telurismo único! Essa energia que vem da terra aqui tem de sobra”.

Já se passaram mais de 40 anos desde sua vinda para Lavras do Sul e ela ainda se encanta com o que diz ser o diferencial daqui: “Lavras tem um telurismo único! Essa energia que vem da terra aqui tem de sobra”.