Mês: agosto 2019

A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

Assim como nós, humanos, diversos animais necessitam de uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para obter uma vida saudável. Entre as principais substâncias que devem compor este cardápio estão os minerais, elementos inorgânicos essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo. Eles estão envolvidos em praticamente todas as vias metabólicas do organismo de mamíferos, aves e peixes, atuando na estrutura dos órgãos e tecidos e na manutenção dos fluidos corporais, por exemplo.

“Os minerais cumprem diversas funções no metabolismo dos animais, na síntese de aminoácidos, fisiologia reprodutiva, manutenção do equilíbrio ácido-base, manutenção estrutural, ações hormonais, síntese de vitaminas e muito mais”, explica o zootecnista e pós-graduado em nutrição de ruminantes, Edilberto Teixeira Farinha.

É por esta ampla atuação no metabolismo que a suplementação mineral é tão importante, principalmente para setores como a pecuária. Segundo Edilberto “a dieta exclusivamente a pasto não atende a exigência nutricional da maioria dos animais”, uma vez que apresenta deficiências de minerais importantes para seu desenvolvimento.

Entre eles está o fósforo, elemento de maior deficiência nos solos da região da Campanha gaúcha. Para a professora da Medicina Veterinária da Universidade da Região da Campanha, Cléia Siqueira, o fósforo é importantíssimo para a formação óssea, já que representa 90% das substâncias minerais deles. “O fósforo combinado com o cálcio é responsável pela formação dos ossos, mas também é um componente essencial do ATP (trifosfato de adenosina) e do CP (fosfato de creatina), componentes que fornecem energia ao trabalho biológico”.

De acordo com Edilberto, o fósforo cumpre também um importante papel na parte reprodutiva e na lactação dos animais. “Se o animal não está consumindo a quantidade de fósforo necessária por dia, irá começar a tirar das reservas, que normalmente estão nos ossos, o que causará fragilidade, diminuição do ganho de peso, da produção de leite e redução do apetite.” E a professora Cleia complementa: “As bactérias do rúmen necessitam de uma dose diária de fósforo, porque usam componentes minerais para formar aminoácidos microbianos, gorduras e, também formam os sais biliares e o bicabornato de sódio, essenciais para manter o nível máximo de digestabilidade do que consomem”.

Apesar de tão importante, esse mineral se encontra em concentrações reduzidas no pasto, a base da alimentação dos ruminantes. Por isso Edilberto explica que a suplementação de sal mineral é obrigatória o ano todo”.

A professora Cleia ressalta, ainda, que o fósforo não atua somente na formação de ossos e dentes, mas também é um importante componente dos fosfolipídeos da membrana celular que atua no estímulo da produção de hormônios reprodutivos e até do leite. “A deficiência deste mineral causa apatia, falta de energia e prejudica a função reprodutora” complementa.

Edilberto diz que além do cuidado do fornecimento, na quantidade correta de fósforo por dia, é necessário o cuidado no percentual da biodisponibilidade da fonte deste elemento. “Apenas desta forma teremos o maior aproveitamento desse importante nutriente”.

Para solucionar este problema de deficiência nos solos os produtores dependem da indústria de insumos, com destaque para os fertilizantes. Eles são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, principalmente devido ao aumento do preço dos seus componentes.

Atualmente o Rio Grande do Sul, juntamente com Santa Catarina e Paraná, importa 100% da rocha fosfática de países como Marrocos, Argélia e Líbia. O custo deste transporte aumenta significativamente no valor final do produto no porto de Rio Grande, local onde hoje se concentram as principais indústrias de fertilizantes do Estado.

O produtor e/ou criador será o maior beneficiado com a possibilidade de exploração de rocha fosfática que surge na cidade de Lavras do Sul, região da campanha gaúcha. A produção local irá diminuir significativamente o que hoje se paga de transporte e impostos e criará uma cadeia produtiva que irá extrair e posteriormente irá trazer de volta ao solo, através dos fertilizantes, este poderoso e indispensável mineral.

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

Ao subir os degraus da padaria e comércio em funcionamento mais antigo da cidade, a Padaria São José, qualquer lavrense sabe que será impossível sair de lá sem um saquinho de broa de milho, ou comer uma recheada com refri no balcão. Sabe também que será recebido com um largo sorriso.

Essa combinação de simpatia e qualidade é resultado da união do Daniel, neto do fundador da padaria, e sua esposa, a turismóloga Fernanda Teixeira Carvalho, conhecida como Ferê. Ela, que hoje ocupa o balcão de entrada do empreendimento, recebeu-me para um papo no escritório do comércio familiar e, ao som das máquinas do trabalho diário, deixou visível que está exatamente onde gostaria de estar.

“Durante minha adolescência, sempre fui rebelde com relação a estar em Lavras, porque queria muito ter crescido na cidade em que nasci (Porto Alegre). No entanto, quando fui embora daqui, passei a dar mais valor, aliás como acontece com todo mundo que vai embora desta cidade”.

Ferê nasceu na capital gaúcha porque seus pais, os lavrenses Maurício e Glorinha, moravam ali quando casaram. Quando Fernanda tinha quatro anos, a família retornou ao interior, já que o avô paterno necessitava de cuidados.

“Apesar de pouca idade, senti muito a mudança. Mas aos poucos comecei a me envolver com tudo o que a cidade proporcionava. Logo ganhei um irmão, Murilo, e participava de qualquer coisa que surgia. Tentei o balé, fiz curso de pano de prato, de boneca de cera, fiz os primeiros cursos de informática que surgiram e dancei na invernada artística do CTG Lanceiros do Batovi até ele terminar; e depois continuei dançando quando virou a Cia de Danças”.

Sempre muito estudiosa e com poucos vizinhos da sua idade, Fernanda mantinha a vida social dentro da escola. “Morava em uma casa com muitos prédios comerciais em volta, então minhas relações de amizade aconteciam na Escola. Estudei todo o ensino fundamental no Licínio Cardoso e tenho lembranças maravilhosas dessa época”.

No início dos anos 2000, Fernanda finalmente conseguia iniciar seu sonho de morar fora. “Fui para Pelotas fazer cursinho pré-vestibular, já que na época o curso de turismo era o 4º mais concorrido da UFPEL”. Logo viraria universitária, mas o vínculo com Lavras do Sul aflorava cada dia mais. “Fiz minha faculdade e, quando me formei, fui morar em Porto Alegre. Eu estava realizando meu sonho, mas daí a realidade já era outra. Com a dificuldade de conseguir emprego, resolvi continuar minha especialização em Imagem Publicitária, mas morando novamente em Lavras e indo todos os finais de semana para a capital”.

Quando terminou a especialização, começou a trabalhar na Granello Sementes. “Coloquei em prática meu curso de técnico em contabilidade e de lá só sai para trabalhar na Prefeitura”.

Fernanda foi Secretária de Turismo por seis anos, primeiro no governo do ex-prefeito Paulinho Souza, depois mais dois anos com o ex-prefeito Alfredo Borges. “Apesar de ser minha primeira experiência como turismóloga, trabalhava realmente como agente política, e não como agente técnica. Me preparei para ficar somente um mandato e acabei alongando um pouco mais. Lamento que não tenha podido concluir alguns projetos legais em que me envolvi, mas saí porque precisava concluir o mestrado de Patrimônio Cultural pela UFSM.”

O trabalho, intitulado “Rota do Ouro: Um estudo sobre o resgate da memória da mineração em Lavras do Sul através de seu conjunto arquitetônico urbano”, apresenta uma proposta de roteiro turístico na cidade de Lavras do Sul, com a temática da mineração de ouro. “Além da rota, existem ideias que talvez um dia ainda sejam colocadas em prática, como a encenação de algumas lendas. Esta rota, atualmente, ganhou um certo destaque em função do retorno da mineração, e também do projeto de lei que oficializou o título lavrense de Terra do Ouro”.

Fernanda diz que hoje pratica sua paixão pelo turismo atrás do balcão da padaria. “Adoro estar aqui. A minha formação no turismo me faz adorar ter esse contato direto com as pessoas. A comida é também uma experiência cultural; então fico encantada de ver os pais trazerem seus filhos para comer uma recheada no balcão e contarem que, antigamente, também eram trazidos aqui por seus pais. Além disso, as pessoas vem até a padaria questionar sobre quais lugares devem visitar.”

Ao ser questionada sobre a maternidade, minha entrevistada engasgou e com os olhos cheios de lágrimas, disse que seu filho veio como um renovador de energias. “Nunca planejei ser mãe, fomos pegos de surpresa. Eu fiquei enlouquecida, e o Daniel super feliz. Sempre fui muito de trabalho e estudo, muito objetiva; e o José Inácio veio para dar uma quebrada e me colocar neste mundo dos afetos”.

“Não sou muito de ficar pensando no que passou e nem de ficar pensando no futuro; e, apesar de ser bastante objetiva, não gosto de criar expectativas para não me frustrar depois”. Apaixonada por história e leitora voraz, Fernanda brinca que gosta muito de ler sobre o passado coletivo, mas que na vida pessoal vive do presente.

Trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas é classificado para Feira da Universidade Federal do Pampa

Trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas é classificado para Feira da Universidade Federal do Pampa

O trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas, ganhador do 1º lugar na Feira do Conhecimento do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão, foi classificado para a Feira de Ciências da Unipampa 2019 de Caçapava do Sul. O estudante Samuel de Medeiros Sutero, do 7º ano, criou uma maquete da cava do projeto para explicar que tipos de minérios são encontrados no local e de que forma serão explorados.

O evento contará com a participação de 85 trabalhos das cidades de Caçapava, Lavras e São Sepé, divididos entre as modalidades Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial.


A novidade apresentada pelo estudante foi criar o modelo no jogo de
videogame chamado Minecraft. O game apresenta a criação de um mundo através do uso de blocos, além de proporcionar a dinâmica da mineração e coleta de recursos para construção.

Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Durante uma semana a diretoria da Águia Fertilizantes recebeu no Brasil uma comitiva de investidores da Águia Resources. O grupo que veio da Austrália chegou no dia 22 de julho e esteve no país para conhecer de perto os futuros empreendimentos em mineração que a empresa está investindo no Rio Grande do Sul.

Como primeiro compromisso os representantes da Águia Fertilizantes S.A. e da Águia Resources, estiveram reunidos com o governador do Estado, Eduardo Leite, para apresentar o Projeto Fosfato Três Estradas e manifestar a intenção de investir em mais projetos no Rio Grande do Sul. O governador se mostrou bastante entusiasmado com o projeto e os benefícios que este trará para a economia gaúcha.


Além de reuniões internas da equipe, os visitantes estiveram em Rio Grande para conhecer a logística da produção de fertilizantes, produto que futuramente deverá ser comercializado a partir da mineração realizada pela empresa.


Nos últimos dias da viagem pelo Brasil o grupo esteve na região da campanha gaúcha, onde conheceram Caçapava do Sul, local em que a Águia atualmente faz pesquisa e Lavras do Sul, município que aguarda a liberação da Licença Prévia do Projeto Fosfato Três Estradas.


Em ambas as cidades a comitiva teve reuniões com o executivo local. Em Caçapava do Sul com o vice-prefeito Luiz Guglielmin, e em Lavras do Sul com o prefeito Sávio Prestes, ocasiões em que puderam reafirmar as intenções de investir na região.


Encantados com a hospitalidade dos moradores da metade sul, os australianos ficaram impressionados com o potencial mineral da região, e saíram muito otimistas com a possibilidade de trazer ainda mais investimentos para o local.


Fizeram parte da comitiva o diretor técnico da Águia Fertilizantes S.A., Fernando Tallarico, Christiane McGrath, advogada e Presidente do Conselho Administrativo da Águia Resources, Richard McGrath, sócio majoritário da Kemosabe Capital (fundo de investimentos de Sydney) e representante de acionistas da Águia Resources, David Shearwood, engenheiro de minas, diretor e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Jonathan Guinness, geólogo, diretor de contratos e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Peter Curtis, responsável pela relação com os investidores e gerenciamento e captação de fundos e Michael Duligal, químico e analista de negócios.