Autor: FOSFATO

Mineração e Construção

Os insumos oriundos da mineração são considerados essenciais principalmente no que diz respeito às obras de emergência e aumento da capacidade em unidades hospitalares. Em debate sobre os impactos da covid-19 o setor mineral demonstra preocupação quanto ao abastecimento neste período em que muitas empresas precisaram parar.

Vários minérios estão presentes nos materiais usados nas estruturas: Calcário, Areia, Argila e Saibro nas paredes, Alumínio nas portas e janelas, Azulejo, Caulim, Ardósia, Granito e Mármore no piso além de Gipsita, Argila e Calcário nos telhados.

A importância da integração entre a cadeia produtiva da mineração e da construção foi destacada por Luiz Eulálio de Moraes Terra, representante da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (ANEPAC). “Uma depende da outra, sendo fundamental a união para minimizar os efeitos negativos desse momento”, disse.

Para o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a mineração é um setor vital para o Brasil. “O País é privilegiado pela quantidade de minerais que fazem parte do nosso patrimônio. Não sabemos quando esse período vai acabar, mas tenho certeza que a mineração é essencial”.

Mineração e sua importância no setor de imunização

De acordo com Akira Homma, pesquisador e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, com exceção da água potável, nenhuma outra variante, nem mesmo os antibióticos, foram capazes de produzir um efeito tão importante na redução da mortalidade e crescimento da população como as vacinas.

Elas agem sobre o sistema imunológico do indivíduo fazendo com que ele desenvolva anticorpos e crie defesas contra diversas doenças e, por isso são consideradas essenciais para a saúde pública.

O momento em que estamos vivendo nos trouxe ainda mais interesse sobre o setor e saber mais sobre ele é essencial para entender sua importância. Você sabe o que são adjuvantes?

Um adjuvante é acrescentado às vacinas para aumentar a resposta de imunização e em alguns casos apenas com o uso deles pode-se garantir a eficácia da vacina. Presente em muitas vacinas como adjuvante, na forma de hidróxido, fosfato ou hidroxifosfato de alumínio, o alumínio é um item importantíssimo para as indústrias da saúde.

O uso da mineração também está presente nas embalagens, tanto de medicamentos quanto das vacinas. O Alumínio, por exemplo, pode ser encontrado na embalagem flexível (chamada de blister) e em embalagens de utensílios esterilizados.

Negar a necessidade da mineração é negar nossos padrões de vida atuais. Não há mais como pensar no mundo sem a utilização dos bens minerais.

Mineração e Indústria Farmacêutica

As terapias medicamentosas evoluiram muito lentamente por séculos, com registros imprecisos e incompletos de onde teriam se originado. Porém os primeiros registros da medicina são do Egito Antigo, com fórmulas e procedimentos cirúrgicos, combinando conhecimentos de remédios e fórmulas tidas como “mágicas”.

Como antigamente, ainda vemos muitos medicamentos de origem botânica, mas é inegável que a indústria farmacêutica está presente na vida de quase a totalidade dos cidadãos do mundo. Em algum momento todos nós já recorremos a caixinha de medicamentos de casa, mas será que alguma vez já paramos para pensar o que está contido em cada cápsula que ingerimos?

Além de possuírem diversas outras aplicações, as substâncias advindas da indústria mineral também estão presentes em boa parte dos medicamentos na indústria farmacêutica, tais como: o Cálcio, o Magnésio, o Sódio, o Fósforo e o Zinco.

A indústria farmacêutica demanda substâncias de elevada pureza e o volume consumido, comparado a outros setores industriais, é relativamente pequeno.

No caso do calcário brasileiro apenas 0,01% é investido em produtos farmacêuticos e veterinários.

A calcita é um carbonato de cálcio (CaCO3) natural que ocorre como principal constituinte do calcário, uma rocha abundante e recorrente na superfície terrestre. O carbonato de cálcio proveniente da calcita é utilizado como fármaco em medicamentos antiácidos, antidiarreicos e suplementos minerais, todos administrados via oral, seja na forma de pó (capsulas), seja como sólidos (comprimidos) ou na forma líquida (xarope).

O medicamento mais comentado nas últimas semanas é a Cloroquina. Ele é usado no tratamento da malária e ocasionalmente no tratamento de amebíase, artrite e lúpus, e está sendo testado de forma experimental no tratamento de infecções pelo novo coronavírus (Covid-19). Em sua química está presente o difosfato, um pó branco, amargo e solúvel em água. A mineração de fosfato envolve a extração de minérios contendo compostos químicos ricos em substâncias com íon fosfato. Estes minérios variam na sua composição, e diferentes variedades de rocha fosfática requerem inúmeras técnicas de mineração.

Em Lavras do Sul a Águia Fertilizantes obteve há poucos meses a Licença Prévia (LP) para explorar Fosfato na região das Três Estradas. O projeto agora está em processo de obtenção da Licença de Instalação (LI).

Serviços essenciais: Mineração

Quando falamos em serviços essenciais logo nos lembramos de saúde, alimentação e saneamento básico (água, luz e esgoto). O que não reparamos é que todos eles dependem de um: a mineração.

Conhecida como a “indústria das indústrias” o setor também está tendo impactos importantes com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) a indústria da mineração segue cumprindo seu papel de produzir minérios essenciais para a sociedade, mesmo neste momento mais sensível causado pela propagação do vírus. Porém, com o avanço da doença no País, as empresas têm reduzido efetivos e sido obrigadas a evitar aglomerações, entre outras medidas para conter o coronavírus entre seus funcionários.

Dados divulgados pelo Ministério da Economia mostram que o Brasil registrou um superávit comercial de US$ 3,096 bilhões em fevereiro, valor melhor do que o esperado. Entre os responsáveis aparece a exportação de cobre. E apesar do Ministério ainda não ter divulgado projeções para 2020 há indicações de piora em relação à 2019, devido principalmente a pandemia do coronavírus.

O Cobre ao lado de outros minerais como Zinco, Ouro, Latão, entre outros, está presente nos componentes de fabricação dos respiradores elétricos e outros equipamentos hospitalares, tão necessários para pacientes infectados pelo Covid-19.

Mineração e Agricultura em tempos de pandemia

A mineração dos agrominerais (NPK) é fundamental para manter ativa toda a cadeia produtiva da agricultura. Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que impactou de maneira geral o mundo, um alerta ascendeu às discussões sobre o tema.

Ainda que não seja diretamente um serviço essencial à vida, a mineração completa as cadeias produtivas que movem todas as demais atividades do país e deve, com a mesma responsabilidade que os outros setores, continuar funcionando com todas as determinações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) as empresas de mineração vem tomando as medidas preventivas como o trabalho em home office para funcionários das áreas administrativas, cuidado redobrado com higiene dos funcionários e uso de EPIs e mantido in loco apenas os empregados que são ligados a operação de extração das substâncias e nestes casos mantendo a distância mínima entre os funcionários.

Em junho de 2019 o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, Esteves Colnagro, afirmou em Seminário sobre remineralizadores de solos que a mineração e a agricultura caminham lado a lado: “A CPRM tem intensificado a prospecção de insumos para fertilizantes agrícolas (fósforo e potássio), como parte de iniciativas que visam reverter a elevada dependência de importações desses insumos”, explicou.

De acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) interromper a produção de um determinado insumo pode quebrar cadeias inteiras de fornecimento e o setor está empenhado em encontrar soluções para manter o abastecimento.

Educação em tempos de pandemia

A quarentena, ou o isolamento, terá consequências em diversos aspectos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) há riscos por exemplo para a aprendizagem, a sociabilidade e a segurança das crianças.

No começo de março a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma contagem global da situação educacional impactada pelo covid-19 e no relatório foram registrados mais de 850 milhões de crianças e jovens alunos, em 102 países, afetados pelo fechamento de escolas.

“As dificuldades aumentarão exponencialmente caso os fechamentos das escolas se prolonguem”, afirmou Stefania Giannini, subdiretora geral de Educação da UNESCO. De acordo com ela as escolas, apesar de estarem longe de serem perfeitas, proporcionam uma função niveladora na sociedade e quando se fecham, as dificuldades se agravam.

Essa é uma das preocupações dos especialistas, já que a educação à distância é uma das medidas que estão sendo adotadas. A pesquisa TIC Domicílios mostra que 30% das casas aqui no Brasil não tem acesso à internet, o que nos indica que os mais vulneráveis terão menos oportunidades de aprendizagem em casa.

O que os dados ainda não mostram, e também deverá se tornar um problema a ser gerenciado, é quantas pessoas sofrerão psicologicamente com esse distanciamento. Para a psicóloga Glaucia Nunes a situação é difícil: “É esperado sentirmos medo, tristeza, stress, angústia e ansiedade. São muitas informações e mudanças para processarmos simultaneamente”.

A profissional orienta que uma forma de amenizar esse período é criando rotinas e horários para não deixar espaço para os sentimentos negativos. “Isso vai nos auxiliar nestas novas rotinas adaptadas à nova realidade temporária, mas relativamente longa, em que entramos”.

Como fica a economia mundial pós pandemia?

Os efeitos econômicos de uma pandemia são diversos e entender isso é importante para se preparar. Não temos ainda como mensurar quais serão os resultados ao final deste momento, mas olhando os números que apresentam os economistas já podemos ter alguma ideia.

Com o surto do novo coronavírus – o covid-19 – e todos os seus impactos a economia do mundo deverá crescer em sua menor taxa desde 2009. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) não se via nada parecido desde a grande crise de 2008.

Em novembro de 2019 as previsões eram de que o crescimento global seria de algo em torno de 2,9% em 2020. Porém, dependendo do tempo de duração do surto especialistas já falam em um crescimento de apenas 1,5% neste ano.

Você já deve ter ouvido falar que a Bolsa de Valores brasileira entrou em circuit breaker nos últimos dias por pelo menos cinco vezes. Este termo inglês é utilizado para dizer que todas as negociações foram paradas após o Ibovespa cair mais de 10%.

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, afirmou esta semana que quase todas as grandes economias do mundo, entrarão, nos próximos meses, em recessão. Ele acredita que o declínio econômico é inevitável por ao menos dois trimestres.

Ainda não dá para mensurar os danos econômicos, mas já sabemos que a economia mundial está comprometida e que os mercados do mundo inteiro estão em crise e registram bilhões de dólares em valores perdidos. Então, de que forma gerenciar esta crise sem que haja danos maiores do que já vemos na saúde das populações?

Acreditamos que a cada nova informação sobre a pandemia, os especialistas terão que rever as definições para o futuro, mensurar quais as medidas mais urgentes e dar suporte para os empreendedores que, de uma forma ou de outra, irão sofrer os impactos desta pandemia.

Perspectivas para o setor da mineração

Perspectivas para o setor da mineração

De acordo com especialistas, o ano de 2020 chegou com uma excelente perspectiva de crescimento econômico para boa parte do país. Em especial para as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul que podem registrar avanços da atividade acima da média nacional contribuindo para impulsionar o PIB brasileiro.

No caso do Sul, o motivo é porque ele continua sendo, ao lado do Centro-Oeste, a região com maior peso no setor do agronegócio, naturalmente beneficiado pelas boas safras de grãos e produção de proteínas. De acordo com o site Valor Econômico a peste suína alavancou o preço da carne brasileira, o que gerou renda para os frigoríficos, refletindo positivamente na economia.

Após um ano impactante para os profissionais da mineração, em razão do rompimento da barragem de Brumadinho em Minas Gerais, o setor busca se reerguer perante a sociedade, demonstrando seu compromisso com o aperfeiçoamento dos processos produtivos, maior transparência e adoção crescente de padrões internacionais de sustentabilidade.

O setor tem boas perspectivas para o Estado do Rio Grande do Sul em 2020. Em especial movimentado pelos projetos que estão em processo de licenciamento ambiental. No final de 2019 a FEPAM emitiu Licença Prévia para o Projeto Fosfato Três Estradas, em Lavras do Sul, que prevê 60 anos de exploração do minério na região da campanha gaúcha. Além dele ainda existem mais 3 projetos em processo de licenciamento no RS.

No início do ano, o governador Eduardo Leite sancionou o novo Código Ambiental do RS. O objetivo é desburocratizar o processo para quem quer empreender no Rio Grande do Sul sem descuidar do meio ambiente, tornando as normas mais claras e ágeis para criar maior competitividade ao Estado.

Na cerimônia de lançamento do novo código Leite disse que a Lei “atualiza e moderniza a legislação ambiental gaúcha dando condições de desenvolvimento com a devida proteção ao meio ambiente, utilizando os recursos naturais de forma responsável com as futuras gerações ao mesmo tempo em que facilita as condições ao empreendedorismo, gerando emprego e renda para todos os gaúchos”.

Devido ao aumento constante da produtividade das lavouras brasileiras o setor de fertilizantes segue em alta. O ano de 2019 fechou com um volume recorde de vendas e o crescimento do setor em quase 2%. O Brasil é o quarto maior mercado mundial de fertilizantes, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. Atualmente o país importa 80% da matéria-prima relativa ao fósforo (P) e ao potássio (K), utilizados para a fabricação de diversas misturas de NPK.

O Projeto Fosfato Três Estradas agora busca a Licença de Implantação (LI). O início da operação está previsto para 2022, atendendo boa parte da demanda do Rio Grande do Sul.

Águia Fertilizantes reinicia estudos de arqueologia para o  Projeto Fosfato Três Estradas

Águia Fertilizantes reinicia estudos de arqueologia para o Projeto Fosfato Três Estradas

A empresa Águia Fertilizantes, com a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reiniciou neste mês os estudos relacionados à sondagem arqueológica no local onde será instalado o Projeto Fosfato Três Estradas. Verificar a existência de sítios arqueológicos em conformidade com as exigências do IPHAN é um complemento importante ao licenciamento ambiental realizado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).

As investigações de campo procuram qualquer vestígio arqueológico ou de ocupação humana seja ele histórico ou pré-histórico. Conforme relato da equipe de arqueólogos que realiza o estudo “através do formato de lascamento produzido pelo homem é possível identificar se o material é do período pré-histórico ou mais moderno”. Sendo relevante, a equipe faz o registro e detalha para ver a extensão do sítio. Caso haja o impacto direto pela obra, a empresa produz um projeto para realização de resgate preventivo e posterior liberação da área para implantação do projeto.

Espera-se que até o final do mês de março o estudo esteja concluído.

O ano de 2019 foi marcante tanto para o Projeto Fosfato Três Estradas quanto para a Águia Fertilizantes, que passou recentemente por um momento significativo em sua trajetória.

Constituída em 2008, a Águia era administrada, até o ano passado, diretamente pelo Grupo Forbes Manhattan em sua sede no Canadá e filial em Belo Horizonte.

Em junho de 2019 o Grupo Forbes saiu da sociedade, o que consequentemente motivou uma reorganização no quadro da empresa. A empresa se transferiu de Belo Horizonte (MG) para Porto Alegre (RS), aproximando-se definitivamente dos projetos gaúchos. No mês seguinte, a gestão de todos os projetos foi entregue para o time do Brasil, sob coordenação do Diretor Geral, Fernando Tallarico.

Atualmente o Grupo Forbes não tem qualquer participação, direta ou indireta, nas atividades da empresa ou quadro de acionistas da empresa. Como se diz popularmente em Lavras do Sul: agora a Águia está, definitivamente, de botas e bombacha.

2019: O ano em que a Águia Fertilizantes se tornou uma empresa gaúcha