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A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

Assim como nós, humanos, diversos animais necessitam de uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para obter uma vida saudável. Entre as principais substâncias que devem compor este cardápio estão os minerais, elementos inorgânicos essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo. Eles estão envolvidos em praticamente todas as vias metabólicas do organismo de mamíferos, aves e peixes, atuando na estrutura dos órgãos e tecidos e na manutenção dos fluidos corporais, por exemplo.

“Os minerais cumprem diversas funções no metabolismo dos animais, na síntese de aminoácidos, fisiologia reprodutiva, manutenção do equilíbrio ácido-base, manutenção estrutural, ações hormonais, síntese de vitaminas e muito mais”, explica o zootecnista e pós-graduado em nutrição de ruminantes, Edilberto Teixeira Farinha.

É por esta ampla atuação no metabolismo que a suplementação mineral é tão importante, principalmente para setores como a pecuária. Segundo Edilberto “a dieta exclusivamente a pasto não atende a exigência nutricional da maioria dos animais”, uma vez que apresenta deficiências de minerais importantes para seu desenvolvimento.

Entre eles está o fósforo, elemento de maior deficiência nos solos da região da Campanha gaúcha. Para a professora da Medicina Veterinária da Universidade da Região da Campanha, Cléia Siqueira, o fósforo é importantíssimo para a formação óssea, já que representa 90% das substâncias minerais deles. “O fósforo combinado com o cálcio é responsável pela formação dos ossos, mas também é um componente essencial do ATP (trifosfato de adenosina) e do CP (fosfato de creatina), componentes que fornecem energia ao trabalho biológico”.

De acordo com Edilberto, o fósforo cumpre também um importante papel na parte reprodutiva e na lactação dos animais. “Se o animal não está consumindo a quantidade de fósforo necessária por dia, irá começar a tirar das reservas, que normalmente estão nos ossos, o que causará fragilidade, diminuição do ganho de peso, da produção de leite e redução do apetite.” E a professora Cleia complementa: “As bactérias do rúmen necessitam de uma dose diária de fósforo, porque usam componentes minerais para formar aminoácidos microbianos, gorduras e, também formam os sais biliares e o bicabornato de sódio, essenciais para manter o nível máximo de digestabilidade do que consomem”.

Apesar de tão importante, esse mineral se encontra em concentrações reduzidas no pasto, a base da alimentação dos ruminantes. Por isso Edilberto explica que a suplementação de sal mineral é obrigatória o ano todo”.

A professora Cleia ressalta, ainda, que o fósforo não atua somente na formação de ossos e dentes, mas também é um importante componente dos fosfolipídeos da membrana celular que atua no estímulo da produção de hormônios reprodutivos e até do leite. “A deficiência deste mineral causa apatia, falta de energia e prejudica a função reprodutora” complementa.

Edilberto diz que além do cuidado do fornecimento, na quantidade correta de fósforo por dia, é necessário o cuidado no percentual da biodisponibilidade da fonte deste elemento. “Apenas desta forma teremos o maior aproveitamento desse importante nutriente”.

Para solucionar este problema de deficiência nos solos os produtores dependem da indústria de insumos, com destaque para os fertilizantes. Eles são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, principalmente devido ao aumento do preço dos seus componentes.

Atualmente o Rio Grande do Sul, juntamente com Santa Catarina e Paraná, importa 100% da rocha fosfática de países como Marrocos, Argélia e Líbia. O custo deste transporte aumenta significativamente no valor final do produto no porto de Rio Grande, local onde hoje se concentram as principais indústrias de fertilizantes do Estado.

O produtor e/ou criador será o maior beneficiado com a possibilidade de exploração de rocha fosfática que surge na cidade de Lavras do Sul, região da campanha gaúcha. A produção local irá diminuir significativamente o que hoje se paga de transporte e impostos e criará uma cadeia produtiva que irá extrair e posteriormente irá trazer de volta ao solo, através dos fertilizantes, este poderoso e indispensável mineral.

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

Ao subir os degraus da padaria e comércio em funcionamento mais antigo da cidade, a Padaria São José, qualquer lavrense sabe que será impossível sair de lá sem um saquinho de broa de milho, ou comer uma recheada com refri no balcão. Sabe também que será recebido com um largo sorriso.

Essa combinação de simpatia e qualidade é resultado da união do Daniel, neto do fundador da padaria, e sua esposa, a turismóloga Fernanda Teixeira Carvalho, conhecida como Ferê. Ela, que hoje ocupa o balcão de entrada do empreendimento, recebeu-me para um papo no escritório do comércio familiar e, ao som das máquinas do trabalho diário, deixou visível que está exatamente onde gostaria de estar.

“Durante minha adolescência, sempre fui rebelde com relação a estar em Lavras, porque queria muito ter crescido na cidade em que nasci (Porto Alegre). No entanto, quando fui embora daqui, passei a dar mais valor, aliás como acontece com todo mundo que vai embora desta cidade”.

Ferê nasceu na capital gaúcha porque seus pais, os lavrenses Maurício e Glorinha, moravam ali quando casaram. Quando Fernanda tinha quatro anos, a família retornou ao interior, já que o avô paterno necessitava de cuidados.

“Apesar de pouca idade, senti muito a mudança. Mas aos poucos comecei a me envolver com tudo o que a cidade proporcionava. Logo ganhei um irmão, Murilo, e participava de qualquer coisa que surgia. Tentei o balé, fiz curso de pano de prato, de boneca de cera, fiz os primeiros cursos de informática que surgiram e dancei na invernada artística do CTG Lanceiros do Batovi até ele terminar; e depois continuei dançando quando virou a Cia de Danças”.

Sempre muito estudiosa e com poucos vizinhos da sua idade, Fernanda mantinha a vida social dentro da escola. “Morava em uma casa com muitos prédios comerciais em volta, então minhas relações de amizade aconteciam na Escola. Estudei todo o ensino fundamental no Licínio Cardoso e tenho lembranças maravilhosas dessa época”.

No início dos anos 2000, Fernanda finalmente conseguia iniciar seu sonho de morar fora. “Fui para Pelotas fazer cursinho pré-vestibular, já que na época o curso de turismo era o 4º mais concorrido da UFPEL”. Logo viraria universitária, mas o vínculo com Lavras do Sul aflorava cada dia mais. “Fiz minha faculdade e, quando me formei, fui morar em Porto Alegre. Eu estava realizando meu sonho, mas daí a realidade já era outra. Com a dificuldade de conseguir emprego, resolvi continuar minha especialização em Imagem Publicitária, mas morando novamente em Lavras e indo todos os finais de semana para a capital”.

Quando terminou a especialização, começou a trabalhar na Granello Sementes. “Coloquei em prática meu curso de técnico em contabilidade e de lá só sai para trabalhar na Prefeitura”.

Fernanda foi Secretária de Turismo por seis anos, primeiro no governo do ex-prefeito Paulinho Souza, depois mais dois anos com o ex-prefeito Alfredo Borges. “Apesar de ser minha primeira experiência como turismóloga, trabalhava realmente como agente política, e não como agente técnica. Me preparei para ficar somente um mandato e acabei alongando um pouco mais. Lamento que não tenha podido concluir alguns projetos legais em que me envolvi, mas saí porque precisava concluir o mestrado de Patrimônio Cultural pela UFSM.”

O trabalho, intitulado “Rota do Ouro: Um estudo sobre o resgate da memória da mineração em Lavras do Sul através de seu conjunto arquitetônico urbano”, apresenta uma proposta de roteiro turístico na cidade de Lavras do Sul, com a temática da mineração de ouro. “Além da rota, existem ideias que talvez um dia ainda sejam colocadas em prática, como a encenação de algumas lendas. Esta rota, atualmente, ganhou um certo destaque em função do retorno da mineração, e também do projeto de lei que oficializou o título lavrense de Terra do Ouro”.

Fernanda diz que hoje pratica sua paixão pelo turismo atrás do balcão da padaria. “Adoro estar aqui. A minha formação no turismo me faz adorar ter esse contato direto com as pessoas. A comida é também uma experiência cultural; então fico encantada de ver os pais trazerem seus filhos para comer uma recheada no balcão e contarem que, antigamente, também eram trazidos aqui por seus pais. Além disso, as pessoas vem até a padaria questionar sobre quais lugares devem visitar.”

Ao ser questionada sobre a maternidade, minha entrevistada engasgou e com os olhos cheios de lágrimas, disse que seu filho veio como um renovador de energias. “Nunca planejei ser mãe, fomos pegos de surpresa. Eu fiquei enlouquecida, e o Daniel super feliz. Sempre fui muito de trabalho e estudo, muito objetiva; e o José Inácio veio para dar uma quebrada e me colocar neste mundo dos afetos”.

“Não sou muito de ficar pensando no que passou e nem de ficar pensando no futuro; e, apesar de ser bastante objetiva, não gosto de criar expectativas para não me frustrar depois”. Apaixonada por história e leitora voraz, Fernanda brinca que gosta muito de ler sobre o passado coletivo, mas que na vida pessoal vive do presente.

Trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas é classificado para Feira da Universidade Federal do Pampa

Trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas é classificado para Feira da Universidade Federal do Pampa

O trabalho sobre o Projeto Fosfato Três Estradas, ganhador do 1º lugar na Feira do Conhecimento do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão, foi classificado para a Feira de Ciências da Unipampa 2019 de Caçapava do Sul. O estudante Samuel de Medeiros Sutero, do 7º ano, criou uma maquete da cava do projeto para explicar que tipos de minérios são encontrados no local e de que forma serão explorados.

O evento contará com a participação de 85 trabalhos das cidades de Caçapava, Lavras e São Sepé, divididos entre as modalidades Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial.


A novidade apresentada pelo estudante foi criar o modelo no jogo de
videogame chamado Minecraft. O game apresenta a criação de um mundo através do uso de blocos, além de proporcionar a dinâmica da mineração e coleta de recursos para construção.

Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Durante uma semana a diretoria da Águia Fertilizantes recebeu no Brasil uma comitiva de investidores da Águia Resources. O grupo que veio da Austrália chegou no dia 22 de julho e esteve no país para conhecer de perto os futuros empreendimentos em mineração que a empresa está investindo no Rio Grande do Sul.

Como primeiro compromisso os representantes da Águia Fertilizantes S.A. e da Águia Resources, estiveram reunidos com o governador do Estado, Eduardo Leite, para apresentar o Projeto Fosfato Três Estradas e manifestar a intenção de investir em mais projetos no Rio Grande do Sul. O governador se mostrou bastante entusiasmado com o projeto e os benefícios que este trará para a economia gaúcha.


Além de reuniões internas da equipe, os visitantes estiveram em Rio Grande para conhecer a logística da produção de fertilizantes, produto que futuramente deverá ser comercializado a partir da mineração realizada pela empresa.


Nos últimos dias da viagem pelo Brasil o grupo esteve na região da campanha gaúcha, onde conheceram Caçapava do Sul, local em que a Águia atualmente faz pesquisa e Lavras do Sul, município que aguarda a liberação da Licença Prévia do Projeto Fosfato Três Estradas.


Em ambas as cidades a comitiva teve reuniões com o executivo local. Em Caçapava do Sul com o vice-prefeito Luiz Guglielmin, e em Lavras do Sul com o prefeito Sávio Prestes, ocasiões em que puderam reafirmar as intenções de investir na região.


Encantados com a hospitalidade dos moradores da metade sul, os australianos ficaram impressionados com o potencial mineral da região, e saíram muito otimistas com a possibilidade de trazer ainda mais investimentos para o local.


Fizeram parte da comitiva o diretor técnico da Águia Fertilizantes S.A., Fernando Tallarico, Christiane McGrath, advogada e Presidente do Conselho Administrativo da Águia Resources, Richard McGrath, sócio majoritário da Kemosabe Capital (fundo de investimentos de Sydney) e representante de acionistas da Águia Resources, David Shearwood, engenheiro de minas, diretor e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Jonathan Guinness, geólogo, diretor de contratos e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Peter Curtis, responsável pela relação com os investidores e gerenciamento e captação de fundos e Michael Duligal, químico e analista de negócios.

Governador recebe representantes da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas

Governador recebe representantes da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas

A tarde desta terça-feira (23) foi de boas notícias para Lavras do Sul. Em uma reunião realizada no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite recebeu representantes e diretores da Águia Fertilizantes S.A e da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas e manifestar o interesse do Estado no empreendimento.

De acordo com Leite, a superação da crise nas finanças do Rio Grande do Sul depende de investimentos no setor privado, e por isso o governo deseja estimular projetos como o de mineração de fosfato. O governador ressaltou, entretanto, que é importante estar sempre atento à correta exploração de recursos naturais, mantendo um cuidado constante com o meio ambiente. Após assistir a um vídeo sobre o empreendimento, Leite se disse satisfeito com os detalhes apresentados.

Os secretários de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, e de Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos, acompanharam a reunião, assim como os deputados Luís Augusto Lara, presidente da Assembleia, e Luiz Marenco. De acordo com Lemos, o projeto é prioridade para o Estado.

Ao final do encontro, o diretor técnico da Águia Ferilizantes S.A., Fernando Tallarico, apresentou os representantes da Águia Resources para o governador, que agradeceu a presença do grupo. Estiveram presentes Christiane McGrath, Jonathon Guinness e David Shearwood, membros do Conselho Administrativo da Aguia Resources.

A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

Como em qualquer outro segmento, a agricultura necessita produzir, armazenar e comercializar corretamente para que no final a produção alcance seus objetivos e gere o lucro esperado. Os insumos agrícolas são parte essencial neste planejamento, porque compreendem os mecânicos (equipamentos e máquinas), os biológicos (elementos de origem vegetal ou animal, restos de culturas, estercos, sementes e mudas, microrganismos, algas, etc.) e por fim os minerais ou químicos (fertilizantes, pós de rocha, defensivos agrícolas).

Segundo o Engenheiro Agrônomo Carlos Renato Barbosa da Silva, sem estes insumos não conseguiríamos alimentar a população existente no planeta. “A produção mundial de alimentos só se sustenta com o uso deles, pois aumentam a produtividade das culturas. Sabemos que ainda há muitas pessoas com fome, mas o problema está na má distribuição, na logística e no desperdício” explica.

Um estudo intitulado “Crescimento e produtividade da agricultura brasileira de 1975 a 2016” e publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontou que o produto agropecuário brasileiro cresceu mais de quatro vezes no período pesquisado e que a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 187 milhões de toneladas, enquanto a pecuária aumentou de 1,8 milhão para 7,4 milhões de toneladas. Segundo o autor da pesquisa, José Garcia Gasques, que é coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério, estes resultados elevaram o Brasil ao nível de grande produtores de alimentos e um dos maiores produtores e exportadores de carnes do mundo. “O salto da produção deu-se principalmente pela melhor utilização de insumos, com efeitos diretos sobre a produtividade” comentou.

O papel estratégico dos insumos minerais para fins agrícolas no país também é evidenciado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que afirma que o setor do agronegócio apresentou um salto comercial de US$ 73,1 bilhões ao país em 2016, especialmente em função das características do solo e do elevado percentual da participação do agronegócio na economia brasileira.

Na indústria gaúcha o cenário não é diferente. Desde a década de 60 a agricultura do Rio Grande do Sul tem se desenvolvido de forma significativa e, como os solos tropicais geralmente são solos muito intemperizados e apresentam baixos teores de fósforo e de bases trocáveis, elevada saturação por alumínio, baixos valores de PH e elevada capacidade de fixação de fósforo, é usual a aplicação de fertilizantes fosfatados.

As principais substâncias minerais de interesse como insumos agrícolas no RS são o calcário, para calagem dos solos e o fosfato para fertilizantes. A calagem é uma técnica de correção do solo que segundo estudos pode até mesmo dobrar a produtividade de determinada área, em poucos anos.

Como a oferta interna de fertilizantes não é suficiente para atender a demanda do país, o valor de se produzir insumos no Brasil é alto. Mas para Carlos Renato Barbosa da Silva, este cenário pode mudar em curto prazo, já que surgem novas possibilidades que trazem excelentes perspectivas para a produção. “A ocorrência de rocha fosfática na região da Campanha gaúcha, será muito benéfica e de real importância econômica e social para o RS. Nossos campos nativos estão degradados: pobres e ácidos, o que é consequência de duzentos anos de pecuária mal administrada, já que não repomos o que tiramos do solo.”

O uso da tecnologia para planejar a produção agrícola, reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir os impactos ambientais é destacado por especialistas como um dos pilares da agropecuária do futuro. Em termos de impactos ao meio ambiente, um aspecto importante é o incremento da eficiência energética das etapas e equipamentos utilizados.

O uso deliberado de defensivos agrícolas também é uma preocupação mundial. Para o engenheiro agrônomo “o uso de defensivos agrícolas de modo inadequado é o que mais causa mal ao meio ambiente e a saúde humana, e também no caso do Brasil, uma legislação errada e por vezes mal intencionada”.

Para Carlos Renato há diversas melhorias que podem ser feitas. “Há defensivos seletivos que atacam uma praga e não fazem mal a outra, como os piretroides (composto químico sintético similar às substãncias naturais piretrinas produzidas pelas glores) que não prejudicam as abelhas. Entretanto, os principais problemas são o uso de doses muito altas, repetições desnecessárias e a não observação dos prazos de carência para consumo.”

A preocupação com o meio ambiente é uma pauta muito atual e estudos para uma utilização correta dos insumos já ganhou espaço na agenda dos pesquisadores. É possível realizar a utilização destas ferramentas, que comprovadamente aumentam a lucratividade do produtor, e ainda sim ter o cuidado de reduzir os impactos ambientais.

Mining Tech & Biz Talks

Mining Tech & Biz Talks

O Projeto Fosfato Três Estradas foi um dos temas abordados, na noite de terça-feira (25), durante o Mining Tech & Biz Talks, evento realizado na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre, que debateu temas como o futuro energético do país e as novas tecnologias na mineração. Durante mais de três horas, acadêmicos, empresários e especialistas de diferentes setores conversaram sobre o futuro energético do Rio Grande do Sul e o papel fundamental da mineração para o crescimento econômico do Estado.

Professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o engenheiro Jorge Dariano Gavronski foi um dos palestrantes do evento e destacou o interesse nas jazidas de fosfato do Estado pela alta demanda de fertilizantes para o agronegócio.

“A mineração é o elo inicial de todos os insumos para construção civil, infraestrutura, construção pesada e indústria de transformação. No caso da jazida de Lavras do Sul, esta não apenas reduziria a necessidade do Estado de importar fertilizantes, como abriria a possibilidade de o RS se tornar um exportador”, destacou.

O especialista ressaltou, ainda, que o setor de mineração conta com grandes avanços tecnológicos que garantem uma redução significativa nos impactos ambientais, sendo um dos grandes focos de desenvolvimento, de atração de empregos e investimentos.

 Participando como ouvinte, o prefeito de Lavras do Sul, Sávio Prestes, aproveitou o momento de bate-papo para comentar que, desde eleito, há dois anos, passou a aprender sobre a mineração e a reconhecer o papel fundamental do setor.

“Acompanhando o projeto da Águia Fertilizantes a partir do trabalho de comunicação feito pela empresa Nano BizTools, compreendi que é preciso enxergar este setor como algo fundamental para o desenvolvimento social e econômico, ainda mais em uma cidade como Lavras do Sul, que se originou a partir da mineração. Cimento é feito de mineração, areia é feita de mineração, quem anda de automóvel depende da mineração. Há uma distorção total sobre o tema, que hoje em dia está ideologizado. É preciso cada vez mais levantar a voz e mostrar o real papel da mineração no Brasil e no mundo”, finalizou. 

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Na manhã desta terça-feira, o gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, foi jurado na Mostra Interdisciplinar da Escola Municipal Dr. Crispim Raymundo de Souza. Ao lado da bióloga Marina Cabral e da representante da Associação Universitária Lavrense (ASSUL), Thayza Leivas de Medeiros, avaliou os trabalhos realizados por alunos das turmas de 6° e 7° ano.


Os vencedores foram os seguintes:

  • Sabão caseiro com óleo usado e soda (7°)
  • Permeabilidade do solo (6° ano)

A equipe da Águia Fertilizantes parabeniza os vencedores e os demais participantes.

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

A sede do Projeto Fosfato Três Estradas abriu suas portas, na última sexta-feira, para alunos do penúltimo ano do curso de Geologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Recebidos pelo geólogo Lucas Galinari os estudantes realizaram a visita para entender a geologia e o histórico do projeto. “É importante para a empresa e, particularmente para mim, que já fui aluno, apresentar o Projeto Fosfato. Fico muito feliz em ajudar e apoiar esse tipo de iniciativa, dialogando e realizando discussões técnicas e acadêmicas que enriquecem tanto eles quanto nós” comenta Lucas.

A pesquisa de campo faz parte da disciplina de Geologia Econômica, que sob a coordenação do professor Rodrigo Wink Lopes, estuda o modo de ocorrência em ambientes geológicos propícios para depósitos minerais. “A importância desta visita é o contato do aluno com o lado profissional e prático, uma vez que, durante a graduação, muitos alunos ainda estão escolhendo em que ramo da geologia desejam trabalhar. E também é interessante visualizar e descrever os testemunhos de sondagens realizados pela Águia, além de entender o processo de mineralização do fosfato.”

O gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, salienta: “mais uma vez, nota-se o interesse da comunidade geológica frente à importância da descoberta desse depósito que alia fosfato e carbonato para o uso em fertilizantes e corretivos de solo”.

Para o professor Rodrigo “a saída de campo auxilia o conhecimento teórico que foi discutido em sala de aula, além da importância de se conhecer um empreendimento sério, que faz um trabalho correto e de maneira competente”.

Mineração e a importância do fosfato.

Mineração e a importância do fosfato.

A economia do Brasil sempre teve uma relação estreita com a extração mineral, e no Rio Grande do Sul não foi diferente. Um dos principais exemplos é o surgimento de Lavras do Sul, cidade conhecida por nascer a partir da descoberta de depósitos minerais oriundos de formações ígneas e sedimentares. Foi no final do século XVIII que ricas jazidas de ouro foram identificadas na região, o que fez com que Lavras do Sul recebesse a fama de “Terra do Ouro”. Desde então, ocorreram diversos ciclos de mineração, que durante décadas estiveram focados neste tipo de minério.

O cenário começou a mudar a partir de 2007, quando a antiga crença de que o Estado do RS não tinha vocação geológica para ocorrências de fosfato, foi derrubada após a realização de pesquisas geológicas em Lavras do Sul.

Descobriu-se, através de pesquisa de ouro da Mineração Santa Elina (2008), que na região, além de ocorrer diversas concentrações de minerais do Estado (segundo estudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), a região possui jazidas de fosfato com viabilidade técnica e econômica para extração, comprovada pelo intenso trabalho de pesquisa efetuado pela Águia Fertilizantes nos últimos oito anos.

O fósforo, componente natural de animais e vegetais, é o grande responsável pela geração de energia para produção vegetal, já que é crucial na fotossíntese e para a reprodução, além de participar ativamente do processo de crescimento e sustentação dos vegetais. Em animais ruminantes, este sal é requerido para digestão da celulose e síntese de proteína microbiana, sendo essencial para garantir um bom desenvolvimento corporal e maior ganho de peso. Por isso, junto com o nitrogênio e o potássio, é um dos principais nutrientes encontrados em fertilizantes inorgânicos, insumo insubstituível e cada vez mais necessário na agricultura e na suplementação animal.

Na produção agrícola, os fertilizantes são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, devido principalmente ao grande aumento nos preços de seus principais componentes. Atualmente, o mercado brasileiro possui uma forte dependência externa de fosfato, importando cerca de 59% para atendimento do consumo interno. Deste total, 28% do consumo está na região sul do Brasil, sendo 13% exclusivamente do RS. Dentro deste contexto, o governo do Rio Grande do Sul considera alguns projetos, como o de extração de fosfato em Lavras do Sul, estratégicos para alavancar a geração de emprego e consequentemente a economia.

Reconhecida por ser a única cidade no Estado com remates de gado geral em todos os finais de semana, Lavras do Sul hoje também mostra seu potencial para a agricultura. Isto demonstra a importância da descoberta de uma jazida de fosfato em suas terras, já que segundo estudos, reduzirá em 80% a dependência da matéria prima hoje importada. Um ciclo econômico que beneficiará não só a região, mas todo o Estado do Rio Grande do Sul.