Category: Notícias

Testes agronômicos com Fosfato Natural da Aguia Fertilizantes apresentam excelentes resultados

Testes agronômicos com Fosfato Natural da Aguia Fertilizantes apresentam excelentes resultados

A Aguia segue desenvolvendo pesquisas agronômicas com o Fertilizante Natural extraído em Três Estradas, Lavras do Sul, RS. Os produtos em desenvolvimento, Pampafos e Lavrato, possuem 10% P2O5 e 5% P2O5, respectivamente. Os resultados recentes são de testes realizados com a cultura de arroz na estação agronômica da Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD) em Camaquã – RS, e confirmam o alto desempenho dos fertilizantes naturais. A pesquisa foi planejada e supervisionada pela Integrar – Gestão e Inovação Agropecuária.

Condução da pesquisa: O arroz foi semeado em área plana, em condições semelhantes às realizadas em Capivari do Sul – RS, cujos resultados foram apresentados em maio de 2021, mas com um histórico distinto de fertilização. Desta vez foram analisados sete tratamentos agronômicos com o intuito comparar o desempenho do fosfato natural do Projeto Fosfato Três Estradas com outro fertilizante fosfatado convencional, no caso o Superfosfato Triplo (SFT). A aplicação dos fertilizantes foi realizada a lanço e posteriormente incorporadas ao solo. Foram testadas duas dosagens, 50 kg/ha de P2O5 e 100 kg/ha de P2O5. As unidades experimentais foram equivalentes a parcelas de 4m x 20m, dispostas lado a lado, com quatro repetições, totalizando uma área de 2.240m2

Resultados: Observando os tratamentos que receberam a dosagem de 50 kg/ha de P2O5, a produtividade mais alta foi obtida no tratamento com Pampafos (T2), resultando em de 13,2 t/ha e ultrapassando a produtividade de 12,8 t/ha alcançada com o fertilizante convencional SFT (T4). O tratamento com Lavrato (T3), alcançou uma produtividade de 12,3 t/ha, correspondente a 96% da produtividade com o SFT. Em relação aos tratamentos com dosagem de 100 kg/ha de P2O5, o tratamento com SFT (T7) apresentou a maior produtividade de arroz com 14,9 t/ha, seguido pelos tratamentos T6 e T5, com a aplicação de Lavrato e Pampafos, com produtividades de 13,6 t/ha e 12,9 t/ha, respectivamente.

divulgação Aguia Fertilizantes

Para o diretor executivo, Dr. Fernando Tallarico:

os resultados são extraordinários e mais uma vez demonstram que ambos, Pampafos e Lavrato, são fontes naturais de fosfato altamente eficientes. A eficiência dos fertilizantes torna-se particularmente evidente nos testes em que houve uma substituição total do fosfato de fontes convencionais, que são tratadas quimicamente, por Pampafos e Lavrato que são produtos naturais, isentos de processamento químico”.

No Estado do Rio Grande do Sul a agricultura é a principal atividade econômica, com uma ampla e diversificada produção. Em 2018, as exportações agrícolas do estado foram enviadas para 175 países. O RS é o maior produtor de arroz do Brasil, com aproximadamente 1 milhão de hectares plantados e uma produção anual de cerca de 8,5 milhões de toneladas. O arroz e a soja são as duas principais culturas produzidas extensivamente no estado, juntas ocupam uma área de plantio de aproximadamente 7 milhões de hectares. Esse número gera uma grande demanda por fertilizantes fosfatados, sendo estas duas culturas juntas as responsáveis pela utilização de 80% do fosfato que entra no Rio Grande do Sul.

Em 2019 Aguia iniciou um programa de desenvolvimento agronômico que vem sendo sistematicamente executado através de testes com a aplicação dos produtos Pampafos e Lavrato em diferentes culturas e tipos de solo no RS.


Nota: Pampafos® e Lavrato®  são produtos de fosfato natural em fase de desenvolvimento pela Aguia Fertilizantes S.A.


CONTATOS
Informações, dúvidas ou sugestões entre em contato com a Nano BizTools – Assessoria de Comunicação do Projeto Fosfato Três Estradas

Caco Idiart 
Cel/ Whatsapp:  51 984048364

Daniela Villar
Cel/ Whatsapp: 51 981942546

Em coletiva de imprensa, o diretor da Águia Fertilizantes, Fernando Tallarico, falou sobre o desenvolvimento do Projeto Fosfato Três Estradas (PFTE)

Em coletiva de imprensa, o diretor da Águia Fertilizantes, Fernando Tallarico, falou sobre o desenvolvimento do Projeto Fosfato Três Estradas (PFTE)

Na última quarta-feira, 10 de março, o diretor da Águia Fertilizantes, Fernando Tallarico, conversou com jornalistas sobre o processo de licenciamento, cronograma e as melhorias do PFTS.

Fernando Tallarico, diretor da Águia Fertilizantes, falou sobre a consolidação da empresa no Rio Grande do Sul e o desenvolvimento do Projeto Fosfato Três Estradas. Na entrevista o Tallarico destacou que a crescente demanda de fertilizantes no país despertou o interesse da empresa em pesquisar minerais para atender o setor agrícola. Os fertilizantes são indispensáveis para a agricultura, entre os principais elementos para a produção estão o nitrogênio (produzido pela indústria do petróleo), o potássio e o fosfato (produzidos pela indústria mineral). O Rio Grande do Sul é considerado um dos principais produtores e exportadores de commodities agrícolas do Brasil, desta forma, os fertilizantes estão entre os itens de extrema importância para esse mercado. 

As pesquisas minerais no RS, na cidade de Lavras do Sul, iniciaram há cerca de 11 anos atrás. Naquela época, 50% do minério utilizado na indústria agrícola brasileira era de origem importada, hoje, em 2021, esse número chega a 60%. No Rio Grande do Sul não existe nenhuma opção de fonte de fosfato, o que faz com que esse insumo seja 100% importado. Tallarico destacou que atualmente o fosfato utilizado no estado é importado de países do norte da África, chegam ao RS através do Porto de Rio Grande e passam por processos químicos antes de chegar até os produtores. Desta forma, o fosfato entra em nosso país como um material importado, isento de imposto, não gerando arrecadação de impostos regional. “A riqueza dessa indústria acaba retornando para seus países de origem, principalmente o Marrocos e Argélia, maiores produtores do setor”, destacou o diretor.

O objetivo principal da empresa é a criação de um ciclo de produção e riqueza riograndense, o  diretor afirmou que a Águia Fertilizantes não tem nenhuma perspectiva de exportação do produto. “Não vamos levar o material até o porto, iremos vender a partir do município, assim como é feito com o calcário nas cidades vizinhas.” A extração desse minério irá possibilitar a produção de um fertilizante ambientalmente correto produzido na campanha, muito próximo às regiões agrícolas, o que tornará esse produto ainda mais competitivo devido às condições de logística.  

Trajetória do PFTE

O projeto sofreu diversas melhorias ao longo do tempo. Atualmente a Águia Fertilizantes solicita a Licença de Instalação para a 1 fase do PFTE. Tallarico salientou que essas melhorias só foram possíveis através de tecnologias atualmente disponíveis, isso possibilitou a expansão e melhora da utilização do recurso mineral, considerado um bem de interesse comum e de extrema relevância para a região. Para o diretor, o projeto prevê a geração de riqueza no local de origem do produto, empregando a população da cidade e pagando impostos dentro do município de de Lavras do Sul. A empresa estima um incremento de até 7% na arrecadação do município.

Entenda o processo de licenciamento

  • Licença Prévia (LP): concedida após o órgão avaliador considerar o projeto viável ambientalmente
  • Licença de Instalação (LI): concedida após o órgão avaliador considerar que o detalhamento do projeto está de acordo com suas diretrizes
  • Licença de Operação (LO): concedida após o órgão avaliador verificar se todos os detalhamentos foram cumpridos, apenas a partir deste momento é que o empreendimento pode começar a operar

Melhorias da Fase 1

A primeira fase do Projeto previa 4 anos de extração do minério. Com as melhorias, o período de extração saltou para 18 anos. Outra questão de extrema relevância é que o minério lavrado será totalmente utilizado para produção de Fosfato Natural de Aplicação Direta, sem a utilização de água e sem produção de rejeitos. O beneficiamento do minério não envolverá nenhum tipo de adição química. A empresa acredita que o Fosfato Natural poderá receber uma certificação de produto orgânico. Para Tallarico, pensar em produtos orgânicos é um caminho sem volta e o Fosfato Natural será uma alternativa também para os produtores de orgânicos e agricultura familiar, além da agricultura convencional.

Dentre as modificações da 1 fase PFTE, está prevista a eliminação da barragem de água, a eliminação da barragem de rejeitos, e também a redução de cerca de 86% na área inicialmente projetada, fazendo com que o impacto na superfície se torne muito menor do que era esperado. Essas alterações acabam por tornar o projeto mais simples e de pouco impacto ambiental.

ENGENHARIA

Responsável Técnica: Tânia Walter,  Arquiteta e Urbanista 

Tallarico afirmou ter muito orgulho do trabalho feito pela empresa gaúcha, Grupar Soluções em Eficiência Energética, de Santa Cruz do Sul, responsável pelo desenvolvimento do projeto arquitetônico e de energia fotovoltaica. Segundo o diretor, além do processamento de minério realizado a seco, o projeto conta com um conceito que prevê zerar a emissão de carbono, também a utilização de energia fotovoltaica, 0% de consumo de água, coleta e recirculação de água pluvial. Todas essas iniciativas apontam para uma produção ambientalmente amigável, demonstrando o comprometimento da empresa com as boas práticas ambientais.

O custo de capital estimado de investimento é de 55 milhões de reais, mas, Tallarico afirma que, já foram investidos no estado cerca de outros 60 milhões de reais, valores destinados às etapas de pesquisa e estudos que envolveram a descoberta de depósito mineral. Questionado do porquê a Águia Fertilizantes optou por buscar investidores externos, o diretor contou que a opção de buscar na Austrália,  país de origem dos principais investidores,  existem fundos de investimento específicos para empreendimentos que tenham as características do PFTE e por conta disso, a opção mais lógica foi justamente buscar esses parceiros lá. 

A fase 1 do PFTE prevê a contratação de mão de obra local, serão cerca de 80 vagas. Contudo, o diretor salienta que é  preciso entender que o ganho da sociedade lavrense também ocorre a partir do valor agregado, do que vem em conjunto com estas contratações e a instalação do empreendimento. As estimativas é que hoje para cada 1 emprego gerado, existem cerca de 3 indiretos. Também é importante lembrar que o município será beneficiado com o incremento na arrecadação de impostos e a criação de uma cadeia produtiva local.

Quanto ao cronograma do projeto, Fernando explicou: “Não podemos fazer nada antes da LI (Licença de Instalação). Os relatórios técnicos já foram enviados para apreciação da FEPAM e a Águia Fertilizantes aguarda a obtenção da licença para dar início às obras.” 

Conheça as Fases do PFTE

A coletiva aconteceu de forma remota via plataforma do google meet. A empresa espera realizar, entre os meses de março e abril, uma série de encontros online com a comunidade.
Fique atento às nossas redes!

Águia Fertilizantes reinicia estudos de arqueologia para o  Projeto Fosfato Três Estradas

Águia Fertilizantes reinicia estudos de arqueologia para o Projeto Fosfato Três Estradas

A empresa Águia Fertilizantes, com a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reiniciou neste mês os estudos relacionados à sondagem arqueológica no local onde será instalado o Projeto Fosfato Três Estradas. Verificar a existência de sítios arqueológicos em conformidade com as exigências do IPHAN é um complemento importante ao licenciamento ambiental realizado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).

As investigações de campo procuram qualquer vestígio arqueológico ou de ocupação humana seja ele histórico ou pré-histórico. Conforme relato da equipe de arqueólogos que realiza o estudo “através do formato de lascamento produzido pelo homem é possível identificar se o material é do período pré-histórico ou mais moderno”. Sendo relevante, a equipe faz o registro e detalha para ver a extensão do sítio. Caso haja o impacto direto pela obra, a empresa produz um projeto para realização de resgate preventivo e posterior liberação da área para implantação do projeto.

Espera-se que até o final do mês de março o estudo esteja concluído.

O ano de 2019 foi marcante tanto para o Projeto Fosfato Três Estradas quanto para a Águia Fertilizantes, que passou recentemente por um momento significativo em sua trajetória.

Constituída em 2008, a Águia era administrada, até o ano passado, diretamente pelo Grupo Forbes Manhattan em sua sede no Canadá e filial em Belo Horizonte.

Em junho de 2019 o Grupo Forbes saiu da sociedade, o que consequentemente motivou uma reorganização no quadro da empresa. A empresa se transferiu de Belo Horizonte (MG) para Porto Alegre (RS), aproximando-se definitivamente dos projetos gaúchos. No mês seguinte, a gestão de todos os projetos foi entregue para o time do Brasil, sob coordenação do Diretor Geral, Fernando Tallarico.

Atualmente o Grupo Forbes não tem qualquer participação, direta ou indireta, nas atividades da empresa ou quadro de acionistas da empresa. Como se diz popularmente em Lavras do Sul: agora a Águia está, definitivamente, de botas e bombacha.

2019: O ano em que a Águia Fertilizantes se tornou uma empresa gaúcha

Águia Fertilizantes participa de Dia de Campo em Capivari do Sul

Águia Fertilizantes participa de Dia de Campo em Capivari do Sul

Desenvolvimento de testes do Fosfato das Três Estradas foram apresentados

Aconteceu na quinta-feira (06) o 2º Dia de Campo de Verão Integrar/Agrinova, quando cerca de 300 pessoas estiveram na estação experimental de Capivari do Sul para observar, além de outros experimentos, a aplicação dos fertilizantes naturais de fosfato das Três Estradas.

Os testes estão sendo realizados pela Integrar, empresa de Gestão e Inovação Agropecuária coordenada pelo pesquisador Dr. Felipe Carmona, e têm o objetivo de avaliar a eficiência agronômica do fertilizante proveniente do Projeto Fosfato Três Estradas. “Os experimentos com o fosfato das Três Estradas estão surpreendendo, aparentemente e visualmente as respostas tem sido bastante interessantes” destaca Carmona.

De acordo com o Gerente de Agronomia do Projeto Fosfato Três Estradas, Carlos Renato B. da Silva, o experimento está sendo realizado a campo com o cultivo de soja. “O experimento está sendo feito em um solo de várzea, bem drenado, com baixa fertilidade, em região com boa insolação e com controle de irrigação. A soja está em estágio de floração e já se pode observar parcialmente um bom resultado do uso do fosfato natural” comenta.

Para que um delineamento experimental seja correto, é preciso utilizar uma metodologia científica para avaliar os resultados. Foi pensando neste aspecto que a Estação Experimental de Capivari do Sul foi escolhida. “Faremos testes em rotação de culturas: iniciamos com a soja, no inverno teremos avaliação em pastagem de azevem e aveia e no próximo verão faremos no arroz irrigado. São praticamente 18 meses de aplicação para termos os resultados completos” afirma o agrônomo.

A estação experimental suporta também que testes com outros tipos de solos sejam feitos. “Traremos o solo de outros locais e eles podem realizar avaliações. Porém, também iremos fazer experimentos aqui na região. Lavras do Sul tem uma grande complexidade de solos, por esse motivo, precisaremos de outras verificações”.

De acordo com Carlos Renato, em continuidade serão feitos experimentos na região de entorno do Projeto Fosfato, incluindo áreas demonstrativas com produtores locais.

O bom filho à casa torna

O bom filho à casa torna

Nascida em uma tradicional família lavrense, Alice Fernandes Prestes Araldi, é a caçula de 5 irmãos. Rosane, Herteo (Tinto), Simone, Charles e ela são filhos da Dona Cleone e do Sr. Lauro, e cresceram em uma casa cheia de primos, amigos e amor.

“Como gostaria de ter proporcionado para as minhas filhas a vida que eu tive. Em casa era uma eterna brincadeira. Nossa vizinhança tinha 7 ou 8 famílias com crianças, então ficávamos na rua até tarde aproveitando o verão” comenta Alice.

Apesar da diversão, ela conta que sempre teve pais muito firmes com relação à educação. “Nunca vi meus pais discutirem. Os assuntos deles ficavam entre o casal. Não tínhamos luxo, mas nunca nos faltou nada. Eles interagiam muito com a gente, íamos pescar, passávamos as noites de inverno na beira da lareira jogando carta e fazendo tricô. Todo verão íamos para o Cassino: o pai tinha um primo muito querido que trabalhava no Porto de Rio Grande e era um encontro marcado. A mãe dizia que não era luxo, que levando os filhos à praia mantinha os filhos mais saudáveis e economizava 11 meses de farmácia. No entanto, nossa maior obrigação sempre foi a escola.”

Dona Cleone é professora aposentada, foi diretora de Escola durante toda sua vida profissional. O Sr. Hervandil formou-se em Educação Física, já depois dos filhos um pouco crescidos por estímulo da esposa, e dividia seu tempo entre as aulas e um escritório de despachante. “A mãe era uma mulher à frente do seu tempo, e o exemplo de ambos fez com que os cinco filhos virassem professores. Passei no concurso do magistério municipal e estadual, mas no município, como o ano letivo já havia começado, fui deslocada para trabalhar na Secretaria de Turismo e fiquei por lá uns 3 anos.”

Nessa época Alice fez o Concurso para trabalhar como Extensionista Social Rural da Emater, e brinca que foi um castigo da mãe que ajudou na pontuação para ser aprovada. “Quando eu tinha 14 anos, estava de namorico e minha mãe me pegou. Tomei uma bronca daquelas, tinha que ir e voltar de ônibus do colégio e ela me colocou para fazer um curso de Tecelagem na extinta Fundação Pery Souza. Fiquei todo verão abrindo lã e vendo meus amigos passarem na rua. Mas foram 2 anos de muito aprendizado e que me valeram uma preciosa nota na prova de títulos do concurso”.

No final de 1996, Alice recebeu o telegrama de convocação para assumir na Emater. Ela conta que cogitou não se apresentar quando foi chamada para o trabalho: “A nomeação veio justamente no momento mais triste das nossas vidas. Meus pais estavam se organizando para aproveitar a aposentadoria, mas meu pai adoeceu. Imediatamente decidi que não deixaria meus irmãos e minha mãe sozinhos”.

Ela conta que uma conversa com o pai foi decisiva: “Meu pai disse que eu não poderia deixar passar a oportunidade, porque se não tudo o que ele tinha feito para ver os filhos crescerem e terem independência, não teria valido a pena”.

Alice já era mãe da Anne, que na época tinha 10 anos, e sair em meio ao furacão que estavam vivendo parecia improvável. “O prazo para me apresentar era 17 de fevereiro e ele faleceu no dia 23 de janeiro. No princípio minha filha ficou para cumprir o ano letivo enquanto eu estava em treinamento, mas no começo de 1998 ela foi morar comigo.”

Apesar do medo do desconhecido, já que Alice até então nunca tinha mudado nem de casa, ela assumiu o posto de Torres e de lá para cá já se passaram quase 23 anos. O retorno para Lavras do Sul aconteceu há pouco mais de 2 anos. “Voltar para Lavras foi uma decisão muito pensada. Neste meio tempo que fiquei fora casei com o Fernando, tive outra filha, a Melissa, e morávamos em uma cidade espetacular. Claro que pensamos muito no que poderíamos perder de “acesso”. Nova Petrópolis é uma cidade que está ao lado de Porto Alegre , mas nada como a casa da gente”.

Ela conta que adora a natureza de Lavras do Sul e que o trabalho com a Emater proporciona vivenciar isso muito de perto. “Até me aposentar quero visitar todas as comunidades do município, conhecer cada canto rural daqui. Porque tu chega por exemplo no Rincão do Saraiva e eles tem o sotaque deles, com uma cultura muito própria e, que é diferente da região da Nazária ou do Ibaré”.

Nos momentos de lazer Alice gosta de ir ao paredão, diz que adora a liberdade e o companheirismo das pessoas da cidade, e que dedica uma boa parte da vida a sua espiritualidade. “Minha mãe sempre fez parte dos trabalhos da Igreja Católica, mas eu briguei com a Igreja na época da catequese. Não entendia porque colocavam a culpa toda em uma maçã” ela conta aos risos, e conclui “quando entendi o significado percebi que tinha sido enganada e resolvi procurar outros caminhos, mas quando vi que todos tinham seus problemas optei por voltar as minhas origens religiosas e estudar a fundo tudo o que a Igreja diz, sem pieguices ou hipocrisias. Aquela frase: “esse é o mistério da Vossa fé” me instiga e eu quero saber que mistério é esse”.

A extensionista rural conta que adora essa história religiosa cultural da cidade: “essa ligação de Lavras com Santo Antônio, nossa Igreja Centenária, tudo me encanta. Adoro ir à Missa e minha religiosidade está muito acima dessa lenda do padre que teria amaldiçoado a cidade”.

Há pouco tempo de sua aposentadoria Alice conta que por vezes pensa em seguir trabalhando, mas acha que será um momento maravilhoso para se dedicar ao artesanato e principalmente aos netos. “O João Lucas e o Jeremias são duas crianças espetaculares. Me dedico muito a eles e nos finais de semana pelo menos um dia são meus”.

Já dizia o ditado que “o bom filho à casa torna” e Lavras ganhou de volta uma apaixonada e dedicada profissional.

Assista abaixo a versão em vídeo:

Alice Fernandes Prestes Araldi fala para o Gente de Lavras
Entre bisturis e livros: o lavrense contador de histórias

Entre bisturis e livros: o lavrense contador de histórias

A memória e a vivacidade deste senhor de 76 anos refletem com exatidão a belíssima jornada de vida que teve. Anos de dedicação exclusiva aos estudos, um amor que lhe rendeu filhos e netos e a profissão que definiria sua rotina até os dias de hoje.

Dr. Blau Fabrício de Souza, lavrense e médico cardiologista, me recebeu para uma conversa na sala que leva o nome de seu falecido irmão, Jacques. “Tive uma relação muito boa com meus irmãos. Quando Anita, a primeira esposa do meu pai faleceu, ele se viu sozinho com seis filhos para criar, e começou a contar com a ajuda da Medora. Ela era irmã de Anita, e por isso relutou muito quando viu que a proximidade tinha virado uma relação” comentou Blau. “Minha mãe foi muito importante na vida de nós, filhos legítimos, mas também na vida dos sobrinhos que terminou de criar” completa.

Ao todo foram 10 filhos do Crispim: Hélio, Martha, Vera Maria, Magda Thereza, Maria Rita e Nemo do primeiro casamento; Blau, Jacques, José Antônio e Crispim Filho do segundo.

Apesar da proximidade com os irmãos e pais, a convivência familiar foi interrompida muito cedo, quando Blau, aos 11 anos foi para o internato em Bagé. “Até ir para o Colégio Auxiliadora éramos educados em casa. Foi uma fase importante em que me lembro de muitas coisas agradáveis”. Aos risos, ele conclui: “mas minha memória não me deixa esquecer de uma lembrança ruim: não havia banho quente na escola, então inverno e verão precisávamos encarar a água gelada!”.

Os anos no educandário da cidade vizinha ajudariam a formar um cidadão estudioso ou, como ele mesmo cita na apresentação de um de seus livros, “a cidade de Bagé o prepararia para enfrentar o mundo ou com ele conviver”. Por anos as visitas à família só aconteciam nas férias e foi só após a ida das irmãs para a Rainha da Fronteira (apelido da cidade de Bagé) que Blau voltaria a conviver semanalmente com os pais e irmãos.

“Meu pai não me viu entrar na Universidade, morreu um pouco antes e minha mãe tinha meus irmãos para cuidar. Então coloquei na cabeça que não dependeria dela. Fui para Porto Alegre, estudei, passei em um concurso público e banquei minha estadia na capital para poder cursar a Medicina”.

Foi nesta mesma época que Blau e Flora, sua esposa há mais de 55 anos, se conheceram. Ao lembrar do assunto, o cardiologista não consegue conter o sorriso: “ela teve torcicolo de tanto olhar para cima”. A brincadeira se deve ao fato de que sua futura esposa residia em um apartamento no andar de baixo do seu. “Levamos pouco tempo para casar, e em três anos já tínhamos nosso primeiro filho, Rodrigo. Então quando me formei como médico, já havia formado também uma família. Logo chegaram mais dois filhos, Denise e Diogo. Hoje todos já me deram netos e somos avós coruja de seis netos”.

Em 1965 Blau completou o curso de medicina na UFRGS, logo fez residência em cirurgia cardiovascular no Departamento de Cirurgia da mesma instituição e, em 1972, complementou sua formação fora do país, consquitando o título em Cirurgia Torácica e Cardiovascular na Cleveland Clinic nos Estados Unidos. Sua vida profissional como cirurgião cessou em 2016, no Hospital N. S. da Conceição em Porto Alegre.

“A medicina me ocupou e me deu tanta satisfação que sigo trabalhando em prol da profissão. Por isso tenho ficado em Lavras menos do que gostaria, já que ainda sigo minhas atividades na Academia de Medicina, no Instituto Histórico e no Centro Cultural da Santa Casa, em Porto Alegre”.

Segundo Blau, a relação com Lavras do Sul, entretanto, nunca foi rompida: “Na verdade, nunca sai de Lavras, numa infância que já vai longa, acho que ainda sou o guri da campanha que vinha na cidade só para cortar o cabelo”.

A paixão pela escrita o acompanhou desde a infância. “Sempre gostei de escrever, de fazer redações, mas meu primeiro livro só surgiu com 50 anos”. Blau é autor de sete livros e de centenas de publicações entre revistas, crônicas e contos. Foi seu primeiro livro, “De todo laço”, lançado em 1992, que o tornou reconhecido por todos os lavrenses.

“Em um dia de nevasca em Cleveland me peguei pensando: o que um cara de Lavras está fazendo por aqui? E surgiu a ideia de contar um pouco sobre a história da família. De repente, quando percebi, o livro virou uma referência da história da cidade”.

De lá para cá participou de inúmeros cursos para, segundo ele, melhorar a escrita. E mesmo com a medicina ocupando tanto tempo de sua vida conseguiu tempo para tocar a propriedade rural da família em Lavras do Sul. “Tenho um irmão de criação, o Ary, é ele quem me ajuda na Salamanca (nome da propriedade no interior de Lavras do Sul). E o Diogo, meu filho mais novo, também está sempre por lá”.

Hoje Blau continua vivendo entre Lavras e Porto Alegre, e ainda sobra tempo para o lazer entre os amigos. “Em casa, no meu dia-a-dia, sempre tive uma vida bem ativa. Não posso mais jogar futebol, e eu era um razoável jogador, mas um problema no joelho me impediu de continuar neste esporte” comenta modestamente às gargalhadas e completa “hoje só jogo golfe, mas sou um péssimo jogador. O importante são as conversas e as caminhadas durante as partidas. Saio com os amigos e esta é uma atividade bastante prazerosa”.

Ele conta que se pudesse resumir sua vida em uma música, certamente seria “Gracias a La vida” da cantora argentina Mercedes Sosa. Terminamos nossa conversa com a notícia de um novo livro para comemorar a chegada dos 80 anos. Mais alguém ficou ansioso?

Águia Fertilizantes apresenta Projeto Fosfato para Agência Nacional de Mineração

Águia Fertilizantes apresenta Projeto Fosfato para Agência Nacional de Mineração

A convite da Agência Nacional de Mineração (ANM), em Porto Alegre, a Águia Fertilizantes realizou uma apresentação, na última quinta-feira (05), sobre o Projeto Fosfato Três Estradas. Tratando desde o início da pesquisa até o recente projeto de implantação.

O Diretor da Empresa, Fernando Tallarico, abriu o evento falando sobre o trabalho realizado pela Águia e relatou tudo o que já foi investido no estado do Rio Grande do Sul.

Logo após, o Gerente de Geologia do Projeto, Lucas Galinari, falou sobre a pesquisa efetuada na área e, a forma como tudo transcorreu desde o início.

Na sequência, Luiz Clerot, Gerente de Implantação do Projeto Fosfato Três Estradas, comentou sobre a fase atual – após a obtenção da Licença Prévia (em outubro passado), e detalhou informações sobre o produto a ser explorado e a importãncia e relevância dele para o Estado.

Mineração e o Fechamento de Mina: Dias atuais

Mineração e o Fechamento de Mina: Dias atuais

Muito falamos sobre como irá funcionar o processo da mineração do Fosfato em Lavras do Sul, mas entendemos alguns medos e receios que a população local ainda tem com relação aos impactos que isso irá causar na comunidade após o fechamento do empreendimento.

Os ciclos de mineração que aconteceram na cidade terminaram de maneira abrupta, já que naquela época não estava previsto em lei a obrigatoriedade de um plano para fechamento de mina.

Este planejamento influencia diretamente o modo de vida, a maneira de agir e pensar no mundo social e econômico das comunidades, com reflexos, inclusive, no âmbito da ordem jurídica pós término do projeto. Então, atualmente, o fechamento, é compreendido como um processo que acompanha toda a vida produtiva do empreendimento mineiro.

Durante séculos, as minas simplesmente eram abandonadas. Porém, nas últimas décadas, com o forte movimento ambientalista dos anos 70, que clamava para que as companhias de mineração tivessem responsabilidade com os locais após o término dos projetos, isso mudou.

Naquela época, se a cava final e as barragens fossem cercadas e as aberturas e passagens subterrâneas fossem fechadas, a empresa estava liberada de suas responsabilidades. Restando apenas uma paisagem degradada, o que contribuiu para uma péssima fama das mineradoras com relação ao meio ambiente.

O fechamento de mina é uma etapa que deve conduzir a uma nova forma de uso do solo e de todas as áreas afetadas pela atividade de mineração. Esta etapa deve garantir que os novos usos daquelas áreas, antes ocupadas pelo empreendimento, sejam em primeiro lugar: seguras.

São compreendidas etapas do fechamento da mina o Descomissionamento, que é o conjunto de operações necessárias para garantir uma desativação da mina que possa devolver o local para outros usos pela comunidade; a Reabilitação, onde são reparados quaisquer eventuais impactos sobre o meio ambiente; o Monitoramento e Manutenção onde acontece o acompanhamento dos efeitos posteriores sobre o ambiente, após encerramento da mina, mesmo que tenha sido feita uma reabilitação da área; e por fim o Pós-fechamento que é a liberação da área para outros fins. O fechamento da mina é, portanto, responsável por deixar um legado pós mineração muito importante.

Existem alguns exemplos excelentes de bons planejamentos, um deles é a região do Parque Municipal das Mangabeiras, na cidade de Belo Horizonte (MG), um parque que é considerado a maior área verde da capital mineira e já foi uma mina da qual a antiga empresa de mineração – Ferrobel – extraiu minério de ferro entre as décadas de 1960 e 1970.

Hoje o espaço é habitado por mais de 150 espécies de aves e variedades répteis e anfíbios e 30 tipos de mamíferos, sendo possível avistar micos, gambás, esquilos e quatis. Além da flora variada que reúne bromélias, jequitibá, gabiroba entre outras várias espécies.

Feira retorna ao calendário de eventos após 13 anos

Feira retorna ao calendário de eventos após 13 anos

A Feira Lavrense de Indústria e Comércio (FELAIC) teve sua primeira edição no ano de 1983. Idealizada e organizada pela Prefeitura, na época comandada pelo Prefeito Adão Teixeira da Silveira, permaneceu funcionando por 23 anos.

A FELAIC retorna este ano através de uma parceria entre a Prefeitura de Lavras do Sul e a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) em grande estilo: com direito a shows, desfiles e o antigo concurso que coroa meninas lavrenses como Soberanas do evento.

O Projeto Fosfato Três Estradas, através do Grupo Nossa Terra, é um dos patrocinadores da FELAIC, porque acredita que a cultura, que se alimenta da arte, da literatura, da música, da dança, da culinária e de tantos infinitos particulares do ser humano deve ser zelada para não se perder.

A Feira acontece nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, no Ginásio Municipal Fernando Pellizzer Teixeira com uma vasta programação e a diversidade do comércio local. Excelente momento para aproveitar as promoções e fazer as compras de Natal.