Category: Notícias

Projeto Fosfato Três Estradas patrocina evento exclusivo da Raça Crioula feito somente para as mulheres

Projeto Fosfato Três Estradas patrocina evento exclusivo da Raça Crioula feito somente para as mulheres

Lavras do Sul sedia este ano um evento inédito da raça crioula. O “Mulheres de Ouro”, que acontece de 15 a 17 de novembro no Parque do Sindicato Rural de Lavras do Sul. Trata-se de uma iniciativa do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Lavras e consiste em provas voltadas exclusivamente para ginetes do sexo feminino.

A modalidade, apesar de não oficial, terá seu regulamento baseado no da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). A Águia Fertilizantes, através do Projeto Fosfato Três Estradas, é uma das empresas que patrocinam o evento.

Haverá transmissão pelo site e redes sociais da ABCCC, em parceria com o Canal Campeiro. O evento contará com a presença do renomado fotógrafo Fagner Almeida, do cinegrafista do Freio de Ouro, Tuca Gianoti e também da jornalista Estela Facchin, uma estrela da comunicação no setor.

O evento da raça, voltado “só para elas”, ainda apresentará na noite de sábado, às 20h no Parque do Sindicato, o Show da cantora nativista Shana Müller, uma parceria entre o NCCC e a Prefeitura de Lavras do Sul.

A premiação total do evento é de R$ 13.700,00. Confira a programação:

Sexta-feira (15 de novembro)

17h – Raspadinha (Cavalo Crioulo)

Sábado (16 de novembro)

07h30 – Classificatória de Laço (5 voltas)

14h – Etapas do Freio de Ouro

Após: Doma de Ouro

Domingo (17 de novembro)

07h30 – Paleteadas (Regulamento da Força B)

Após: Final do Laço

Águia Fertilizantes participa da Expolavras 2019

Águia Fertilizantes participa da Expolavras 2019

A Águia Fertilizantes esteve por mais um ano presente na Expolavras. A feira, considerada uma das mais importantes da região sul, para o setor do agronegócio, completou em 2019, 75 edições e aconteceu no Parque do Sindicato Rural de Lavras do Sul.

O estande do Projeto Fosfato Três Estradas recebeu os visitantes da forma que já virou tradição: uma boa conversa e muitas informações sobre o empreendimento.

Na sexta-feira (01) o público pode aproveitar um Happy Hour com voz e violão do músico lavrense Bageh, e no cardápio deste ano as delícias produzidas na Estância Velha pela Dona Regina Carvalho.

Nosso sábado (02) foi dedicado às novas informações sobre o Projeto, já que além da notícia da obtenção da Licença Prévia (LP), este mês a Águia Fertilizantes divulgou também uma novidade na 1ª fase do Projeto. Agora estimam-se que sejam 17 anos de produção de um fertilizante natural de aplicação direta, ambientalmente amigável e acessível a pequenos e grandes agricultores.

O domingo (03) foi dedicado à criançada. Logo no começo da tarde o aluno Samuel de Medeiros Sutero, responsável pelo trabalho vencedor da Feira de Conhecimentos do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão, fez uma apresentação aos visitantes do estande. O estudante criou uma maquete do Projeto Fosfato Três Estradas no mundo virtual do jogo de videogame Minecraft.

Na sequência, pelo terceiro ano consecutivo, a equipe de professoras do grupo Movimento Livre foi responsável pela Contação de Histórias. Em 2019 os pequenos visitantes ouviram uma historinha com o título “O bolo da festa dos animais”. E, literalmente colocaram a mão na massa para fabricarem “cupcakes” personalizados. “A ideia neste ano foi trazer a importância do fosfato na alimentação, e o quanto ele aparece no dia a dia e muitas vezes nem percebemos”, comentou a coordenadora do grupo Marina Tunholi.

Para o Gerente de Geologia do projeto, Lucas Galinari, o estande na Expolavras é sempre um importante espaço de divulgação. “Estivemos nos últimos cinco anos na feira, e é sempre muito proveitoso. Em meados de outubro demos um importante passo para o Projeto – com a obtenção da Licença Prévia – e a Expolavras nos proporcionou, mais uma vez, um importante canal de informação sobre o futuro do empreendimento” destacou Lucas.

Projeto Fosfato Três Estradas promove Roda de Conversa na Expolavras

Projeto Fosfato Três Estradas promove Roda de Conversa na Expolavras

O Projeto Fosfato Três Estradas, realizou na tarde do último sábado, durante a Expolavras 2019, uma Roda de Conversa para falar sobre o empreendimento e principalmente, para apresentar, aos lavrenses e participantes do evento, as mudanças na 1ª fase do projeto que agora prevê 17 anos de produção de um fertilizante natural de aplicação direta, ambientalmente amigável e acessível a pequenos e grandes agricultores.

De acordo com Luiz Clerot, Gerente de Implantação do Projeto, “o empreendimento trará benefícios à cidade de Lavras do Sul, que contará com a unidade de produção no município, ao produtor rural, que contará com um produto de qualidade superior e com custo acessível, e ao meio ambiente que contará com um projeto de mineração de menor impacto ambiental”.

O evento contou com a participação dos engenheiros agrônomos Carlos Renato Barbosa e Bruno Barcellos. Para Carlos Renato são inúmeros os benefícios da utilização desse tipo de produto. “Entre inúmeras vantagens, uma delas é a diminuição dos custos. Já que a interação entre a adubação natural e o controle biológico potencializa a produção”.

Bruno, que é responsável pela Prover, uma empresa de informação produtiva, salientou que antigamente não se tinha esse conhecimento: “tudo o que sabemos agora, através de muitas pesquisas, comprova que esse tipo de adubação soma significativamente e potencializa o trabalho do produtor”.

O Gerente de Geologia do Projeto, Lucas Galinari, destacou a importância destes momentos de esclarecimento à população. “Prezamos muito por essa relação com a comunidade, porque sabemos que manter a transparência sobre o empreendimento é essencial para manter a credibilidade da Águia perante a população local”.

Projeto Fosfato Três Estradas realiza série de atividades na Expolavras 2019

Projeto Fosfato Três Estradas realiza série de atividades na Expolavras 2019

Está chegando a grande feira do agronegócio da região sul! Nos próximos dias, de 31 de outubro a 05 de novembro acontece no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Lavras do Sul a Expolavras 2019.

A Águia Fertilizantes patrocina e participa por mais um ano da feira que está em sua 75ª edição e que oferece ao público visitante diversas oportunidades de negócio, remates, provas campeiras, exposições e atividades culturais para todo tipo de público.

Em 2019 o estande do Projeto Fosfato traz para os visitantes da feira informações e atualizações sobre o empreendimento, através da presença de técnicos e representantes da empresa, além de uma programação recheada de atividades.

Na sexta-feira (01) teremos um Happy Hour para oficialmente abrir as atividades do estande, com música ao vivo e no cardápio uma mesa de café campeiro especialmente preparada pela lavrense Dona Regina.

O sábado (02) será o dia da roda de conversa com os engenheiros agrônomos Carlos Renato Barbosa e Bruno Barcelos e os geólogos José Fanton e Luiz Clerot. Na ocasião os profissionais terão a oportunidade de trazer informações atualizadas sobre o futuro do Projeto Fosfato Três Estradas.

Para fechar nossa programação um domingo (03) dedicado às crianças. Teremos Contação de Histórias, Oficina de Cupcake e apresentação de um trabalho que traz como tema o Projeto e foi feito por um estudante lavrense.

Confira a programação do estande do Projeto Fosfato Três Estradas:

Quinta-feira (31)

15h – Montagem e organização

Sexta-feira (01)

18h – Happy Hour / Café Campeiro da Regina Carvalho / Voz Violão

Sábado (02)

16h – Roda de Conversa sobre o Projeto Fosfato Três Estradas (Restaurante do Parque)

18h – Confraternização dos funcionários e familiares

Domingo (03)

12h – Churrasco para convidados

15h às 17h – Serviço com Carrinho de Pipoca

14h – Apresentação do Trabalho: Conhecendo o Projeto Fosfato Três Estradas através do Minecraft com Samuel de Medeiros Sutero

16h – Contação de histórias e Oficina Infantil com o Grupo Movimento Livre

FEPAM LIBERA A LICENÇA PRÉVIA DO PROJETO FOSFATO TRÊS ESTRADAS

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu nesta quarta-feira a Licença Prévia (LP) para o Projeto Fosfato Três Estradas da Águia Fertilizantes, em Lavras do Sul. O documento atesta a viabilidade do empreendimento que pretende extrair, beneficiar e comercializar o minério de fosfato de forma inovadora, para elaboração de produtos e matéria prima voltados à agricultura e indústrias de fertilizantes.

“A obtenção da LP representa um marco importantíssimo para o Projeto Fosfato Três Estradas, pois reconhece um trabalho técnico muito cuidadoso na avaliação ambiental e socioeconômica, com total transparência em relação à nossa comunidade de Lavras do Sul e municípios vizinhos” comenta o gerente de geologia do Projeto, José Fanton.

Certa de sua responsabilidade, a empresa Águia Fertilizantes atua integralmente de acordo com as normas e legislações ambientais vigentes no país, e envolveu uma série de profissionais na elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA). Ambos foram elaborados pela Golder Associates, uma empresa com experientes e qualificados profissionais que acompanham todos os passos, visando eliminar ou minimizar os impactos ao meio ambiente.

O próximo passo é a obtenção da Licença de Instalação (LI) e para tal estudos detalhados serão realizados Nessa fase o objetivo é garantir que a obra de implantação seja realizada garantindo o cumprimento de todos os requisitos que condicionaram a viabilidade ambiental do empreendimento e que estão definidos na Licença Prévia emitida.

“É importante citar as parcerias com a Prefeitura de Lavras, com a Câmara de Indústria e Comércio (CICS), com os Sindicatos, Legislativo Municipal e principalmente com a população de um modo geral, que de forma maciça se fez presente na Audiência Pública para dizer sim ao Projeto Fosfato Três Estradas”, observa José Fanton.

O fosfato de Lavras do Sul suprirá, de maneira pioneira e inovadora, parte da demanda do Estado do Rio Grande do Sul e todos os lavrenses terão agora um novo horizonte para sonhar.

Dançando a vida: a história de uma instrutora

Dançando a vida: a história de uma instrutora

Todo profissional possui motivos para se esforçar ao máximo no cumprimento de suas atividades. No caso da técnica em contabilidade Mariana Duarte, 25 anos, é a paixão pela dança que a motiva a sair da cama todos os dias.

Prestes a concluir a formação no magistério, Mari – como é chamada pelos amigos – começou a trabalhar como instrutora de danças muito nova, com apenas 12 anos. “Comecei a dançar em um grupo de CTG aos oito anos, logo que mudamos para Lavras. E então, quando meu instrutor no Lanceiros do Batovi foi embora me passou a tutela do grupo”.

Santa-Mariense de nascimento mas lavrense de coração, a Prenda Adulta do município de Lavras teve que amadurecer muito cedo. “Logo depois que assumi a invernada artística do Lanceiros, perdi minha mãe. Sinto muita saudade, porque éramos muito amigas. Tenho certeza que ela seria minha fiel companheira em tudo o que faço”.

Em 2012, depois de passar por alguns outros grupos, Mariana fundou o Herdeiros de Bravos. “O grupo é a minha vida. Tenho mais ganhos emocionais do que financeiros mas não me vejo sem meus alunos”.

Profissionalmente, no momento Mariana atua como estagiária na Secretaria de Turismo do município, mas dedica – ao lado do amigo Jerônimo – quase 80% do seu dia para a dança.  Eles lideram todos os grupos da invernada artística do recém fundado CTG Marco das Águas, que conta com cerca de 65 alunos. “O CTG tem me trazido uma enorme alegria. Em pouco tempo de trabalho já conquistamos nosso espaço no meio tradicionalista e mostramos que viemos para brilhar, mas sempre com muito esforço e dedicação”.

Mariana, apesar de ainda ser muito jovem e morar com o irmão Matheus na casa da avó, já divide os futuros planos de vida com um companheiro. “Estou com o Nelsinho, entre muitas idas e vindas, há 12 anos e este ano noivamos. Ele é meu grande parceiro, meu companheiro em todas as ideias, mesmo agora, morando em cidades diferentes estamos sempre conectados. Ele é parte essencial no Herdeiros, é ele quem transforma em palavras e músicas as ideias que temos para os grupos”.

Apesar do pouco tempo que resta em seu dia-a-dia, já que além do estágio, do colégio e da instrução aos grupos Mariana também ensaia para participar de concursos de dança, ela ainda acha momentos para se dedicar ao lazer. “Gosto de sair com meus amigos ou aproveitar os momentos de descanso indo pra “fora”, no meio do campo. Mas também adoro assistir filmes baseados em fatos reais e amo ler romances e literatura gaúcha. Porém, atualmente ando fissurada pela história da Alice no País das Maravilhas”.

Dedicada, persistente e inquieta são três palavras que fazem parte do vocabulário dessa “guria” que não espera que as coisas aconteçam ou que caiam em seu colo. “Não tenho nenhum grande arrependimento, sou do tipo que pensa que as coisas acontecem porque tem que acontecer. E eu prefiro fazer as coisas que me dão vontade, do que me arrepender por ter perdido oportunidades. A dança mudou a minha vida, foi minha válvula de escape nos momentos ruins e é sempre minha primeira e melhor opção”.

Começou a 19ª Semana Farroupilha do Ibaré

Começou a 19ª Semana Farroupilha do Ibaré

De 23 a 29 de setembro acontece a 19ª Semana Farroupilha do Ibaré, no 2º Distrito de Lavras do Sul. Tradicionalmente, os festejos da localidade iniciam após o término das comemorações da cidade.

Na noite da última segunda-feira (23) aconteceu a abertura oficial dos festejos e a inauguração da nova quadra coberta da localidade. O evento contou com cerca de 250 pessoas. Em seu discurso de abertura um dos organizadores da comemoração, Antônio Marcos Munhoz Moreira – mais conhecido como Preto do Ibaré – agradeceu a presença do público e afirmou a importância dos patrocinadores: “Sem as colaborações e parcerias a festa não poderia acontecer. Dependemos de cada um que ajuda, seja com dinheiro ou com o trabalho”.

A Banda Marcial do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão e o Coral da Escola Municipal Odessa Petrarca realizaram apresentações e, posteriormente, o público foi convidado a participar do jantar servido gratuitamente a todos os presentes. “Já é uma tradição da nossa festa servir o jantar, este ano teremos também café da manhã e almoço” informou Preto do Ibaré.

Estiveram presentes no evento representantes de piquetes, vereadores do município, secretários municipais, o patrono da festa Sr. Olavo Umpierre, além do vice-prefeito Sérgio dos Santos e do Prefeito Sávio Prestes.

A Águia Fertilizantes é uma das patrocinadoras da festa porque acredita na importância do apoio às ações, projetos e programas relacionados à cultura das comunidades em que atua.

Confira a programação:

24/09 – Terça-feira

19h30min – Escolha das Prendas e Chinocas do PTG Ibareense

  • Grupo de dança
  • Prêmio para o casal mais bem pilchado da noite
  • Jantar Campeiro

25/09 – Quarta-feira

  • Durante o dia, “Meu Bairro Mais Saúde”, da Secretaria de Saúde de Lavras do Sul
  • Gincana da Escola Odessa Petrarca
    12h – Concurso de comida campeira
    19h30min – Concurso de causos e Poesias Adulto e Infantil
  • Apresentações Artísticas;
  • Prêmio para o par infantil mais bem pilchado da noite
  • Jantar campeiro

26/09 – Quinta-feira

  • Durante o dia: Gincana da Escola Odessa Petrarca
  • 19h30min – Concurso Vanerão e Xote Adulto e Infantil
  • Apresentações artísticas
  • Prêmio para Gaúcho e Prenda de mais idade que estiver pilchados na festa
  • Jantar campeiro

27/09 – Sexta-feira
19h30min – Concurso de Trovas

  • Jantar campeiro
  • Baile com Grupo Depois da Lida

28/09 – Sábado
11h – Encontro da Família Camargo
14h30min – Feira Livre
23h – Grande Baile

29/09 – Domingo
10h – Recepção

  • Espaço Artístico: Trovadores, músicos;
  • 14h30min – Desfile Farroupilha, escolha do Gaúcho e Guri mais bem Pilchado;
  • 17h30min – Entrega da Premiação
  • 18h30min – Encerramento das Festividades

OBS: A organização do evento não emprestará talheres e pratos. Para o jantar, serão distribuídas fichas pela ordem de chegada.

A mineração em nosso dia-a-dia

A mineração em nosso dia-a-dia

Ela está nas nossas roupas, nas nossas casas, nos remédios que tomamos e em praticamente todos aparatos eletrônicos que usamos. A mineração, atividade praticada desde o início da civilização e que foi impulsionada a partir da 1ª Revolução Industrial, ganha cada vez mais protagonismo no nosso dia-a-dia.

Seja pela extração de ferro, que no século XIX se tornou indispensável para fabricação de maquinário devido à proliferação das ferrovias, ou mais atualmente pelos elementos necessários para a fabricação de microchips, o uso dos minerais para o crescimento econômico e social do planeta é uma realidade que faz parte do nosso cotidiano.

1 – No computador:

Para a fabricação de um computador, equipamento hoje indispensável em qualquer setor profissional, cerca de 40 minerais são utilizados e cada um deles desempenha um papel importante para o funcionamento do aparelho. Titânio, ferro e cobre, por exemplo, proporcionam sua estrutura. No vidro que cobre a tela temos chumbo, quartzo, galena, cerussite e anglesite. Fora os minerais utilizados para o “cérebro” da máquina: silício, ouro, prata, cobre e estanho.

2 – Na make:

Os lápis, blushes e batons são compostos de uma série de minerais. Na fórmula desses produtos podemos encontrar dióxido de titânio (usado nos protetores solares), a mica (que proporciona o brilho a alguns produtos), o óxido de zinco (antisséptico), e óxido de ferro e cloreto de bismuto, responsáveis por controlar a oleosidade da pele. Na contemporaneidade os avanços tecnológicos permitiram que as pesquisas fossem aprofundadas e cada dia é mais intensa a presença de minerais como a argila, magnésio, malaquitas e até pedras preciosas que trazem novas tonalidades e texturas e ainda prometem tratar a pele.

3 – Na nossa cozinha:

Em um breve passeio pela cozinha de nossas casas é possível ter mais exemplos de como a mineração influencia de maneira direta na vida do ser humano. Abrimos o armário e nos deparamos com o alumínio das panelas, dentro das gavetas encontramos aço inoxidável nos talheres, nos refrigeradores o estanho e o manganês em diversos dos utensílios domésticos. Nos alimentos, como o sal de cozinha, temos o mineral halita, um cloreto de sódio. Além disso, é importante lembrar, não teríamos vegetais e verduras de qualidade e em grandes quantidades não fosse o uso e fertilizantes, compostos de fosfato e potássio.

4 – Na medicina:

O setor da saúde não sobreviveria sem a mineração. Cálcio, enxofre, o flúor (o mesmo da pasta de dentes), boro e bismuto (também presentes em tintas e esmaltes), bromo (que também é usado na fotografia e em inseticidas), magnésio, iodo e mercúrio são apenas alguns dos exemplos de minerais presentes em medicamentos. Isto sem citar todos os que são precisos para a formação de uma estrutura hospitalar: prédio, maquinários, aparelhos e exames laboratoriais.

5 – Nos nossos óculos:

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 35 milhões de pessoas sofrem algum problema de visão no Brasil, o que corresponde a cerca de 19% da população. Uma enorme quantidade desses cidadãos depende dos óculos para enxergar e você sabia que a lente precisa de um composto químico formado por carbono e silício para ser lixada? Ambos encontrados em abundância na crosta terrestre e obtidos através da mineração.

6 – No transporte:

Trens, carros, motocicletas, aviões e até uma simples bicicleta: todos estes meios de transporte, sem exceção, precisam de no mínimo um minério para serem construído – o ferro. Além dele aço, alumínio e sílica são apenas alguns dos exemplos da utilização da mineração no setor. Os tão sonhados carros elétricos também dependem de níquel, cobre, lítio e outros minerais. 

7 – Nas joias:

O Brasil é um dos maiores produtores de pedras preciosas do mundo, com cerca de 90 tipos diferentes. Muitas delas são usadas na fabricação de joias: anéis, colares, brincos e pulseiras.

8 – Na agricultura:

Para que tenhamos uma mesa farta de alimentos vindos de plantações espalhadas pelo mundo, os fertilizantes são extremamente necessários, já que as plantas necessitam de diversos elementos para crescerem saudáveis. Entre os macronutrientes estão o carbono e o fósforo, que junto com o nitrogênio formam o NPK, matéria prima para fertilizantes. 

9 – Na fotografia:

Hoje já nos acostumamos a fotografar diretamente de nossos aparelhos de celular e poucas ainda mantém o hábito de imprimir os retratos tirados em momentos especiais. Mas saiba que para que tenhamos álbuns recheados de boas lembranças utilizamos prata e bromo.

10 – Nos smartphones

É bem provável que você esteja lendo este texto de um aparelho celular. Pois saiba que para sua fabricação são utilizados mais de 10 tipos de minérios. Lítio, tântalo, cobalto, platina e terras raras são apenas alguns dos minerais utilizados para que o planeta se comunique através destes aparelhos. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo(FGV-SP), realizada em 2019, existem hoje no Brasil mais de 230 milhões de celulares ativos.

Fontes: Revista Super Interessante, Serviço Geológico do Brasil – CPRM, Minerais: Sua utilização na nossa vida diária (Unigranrio).

A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

A importância do equilíbrio nutricional para uma boa produtividade dos animais

Assim como nós, humanos, diversos animais necessitam de uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para obter uma vida saudável. Entre as principais substâncias que devem compor este cardápio estão os minerais, elementos inorgânicos essenciais ao crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo. Eles estão envolvidos em praticamente todas as vias metabólicas do organismo de mamíferos, aves e peixes, atuando na estrutura dos órgãos e tecidos e na manutenção dos fluidos corporais, por exemplo.

“Os minerais cumprem diversas funções no metabolismo dos animais, na síntese de aminoácidos, fisiologia reprodutiva, manutenção do equilíbrio ácido-base, manutenção estrutural, ações hormonais, síntese de vitaminas e muito mais”, explica o zootecnista e pós-graduado em nutrição de ruminantes, Edilberto Teixeira Farinha.

É por esta ampla atuação no metabolismo que a suplementação mineral é tão importante, principalmente para setores como a pecuária. Segundo Edilberto “a dieta exclusivamente a pasto não atende a exigência nutricional da maioria dos animais”, uma vez que apresenta deficiências de minerais importantes para seu desenvolvimento.

Entre eles está o fósforo, elemento de maior deficiência nos solos da região da Campanha gaúcha. Para a professora da Medicina Veterinária da Universidade da Região da Campanha, Cléia Siqueira, o fósforo é importantíssimo para a formação óssea, já que representa 90% das substâncias minerais deles. “O fósforo combinado com o cálcio é responsável pela formação dos ossos, mas também é um componente essencial do ATP (trifosfato de adenosina) e do CP (fosfato de creatina), componentes que fornecem energia ao trabalho biológico”.

De acordo com Edilberto, o fósforo cumpre também um importante papel na parte reprodutiva e na lactação dos animais. “Se o animal não está consumindo a quantidade de fósforo necessária por dia, irá começar a tirar das reservas, que normalmente estão nos ossos, o que causará fragilidade, diminuição do ganho de peso, da produção de leite e redução do apetite.” E a professora Cleia complementa: “As bactérias do rúmen necessitam de uma dose diária de fósforo, porque usam componentes minerais para formar aminoácidos microbianos, gorduras e, também formam os sais biliares e o bicabornato de sódio, essenciais para manter o nível máximo de digestabilidade do que consomem”.

Apesar de tão importante, esse mineral se encontra em concentrações reduzidas no pasto, a base da alimentação dos ruminantes. Por isso Edilberto explica que a suplementação de sal mineral é obrigatória o ano todo”.

A professora Cleia ressalta, ainda, que o fósforo não atua somente na formação de ossos e dentes, mas também é um importante componente dos fosfolipídeos da membrana celular que atua no estímulo da produção de hormônios reprodutivos e até do leite. “A deficiência deste mineral causa apatia, falta de energia e prejudica a função reprodutora” complementa.

Edilberto diz que além do cuidado do fornecimento, na quantidade correta de fósforo por dia, é necessário o cuidado no percentual da biodisponibilidade da fonte deste elemento. “Apenas desta forma teremos o maior aproveitamento desse importante nutriente”.

Para solucionar este problema de deficiência nos solos os produtores dependem da indústria de insumos, com destaque para os fertilizantes. Eles são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, principalmente devido ao aumento do preço dos seus componentes.

Atualmente o Rio Grande do Sul, juntamente com Santa Catarina e Paraná, importa 100% da rocha fosfática de países como Marrocos, Argélia e Líbia. O custo deste transporte aumenta significativamente no valor final do produto no porto de Rio Grande, local onde hoje se concentram as principais indústrias de fertilizantes do Estado.

O produtor e/ou criador será o maior beneficiado com a possibilidade de exploração de rocha fosfática que surge na cidade de Lavras do Sul, região da campanha gaúcha. A produção local irá diminuir significativamente o que hoje se paga de transporte e impostos e criará uma cadeia produtiva que irá extrair e posteriormente irá trazer de volta ao solo, através dos fertilizantes, este poderoso e indispensável mineral.

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

GENTE DE LAVRAS: a história de uma turismóloga

Ao subir os degraus da padaria e comércio em funcionamento mais antigo da cidade, a Padaria São José, qualquer lavrense sabe que será impossível sair de lá sem um saquinho de broa de milho, ou comer uma recheada com refri no balcão. Sabe também que será recebido com um largo sorriso.

Essa combinação de simpatia e qualidade é resultado da união do Daniel, neto do fundador da padaria, e sua esposa, a turismóloga Fernanda Teixeira Carvalho, conhecida como Ferê. Ela, que hoje ocupa o balcão de entrada do empreendimento, recebeu-me para um papo no escritório do comércio familiar e, ao som das máquinas do trabalho diário, deixou visível que está exatamente onde gostaria de estar.

“Durante minha adolescência, sempre fui rebelde com relação a estar em Lavras, porque queria muito ter crescido na cidade em que nasci (Porto Alegre). No entanto, quando fui embora daqui, passei a dar mais valor, aliás como acontece com todo mundo que vai embora desta cidade”.

Ferê nasceu na capital gaúcha porque seus pais, os lavrenses Maurício e Glorinha, moravam ali quando casaram. Quando Fernanda tinha quatro anos, a família retornou ao interior, já que o avô paterno necessitava de cuidados.

“Apesar de pouca idade, senti muito a mudança. Mas aos poucos comecei a me envolver com tudo o que a cidade proporcionava. Logo ganhei um irmão, Murilo, e participava de qualquer coisa que surgia. Tentei o balé, fiz curso de pano de prato, de boneca de cera, fiz os primeiros cursos de informática que surgiram e dancei na invernada artística do CTG Lanceiros do Batovi até ele terminar; e depois continuei dançando quando virou a Cia de Danças”.

Sempre muito estudiosa e com poucos vizinhos da sua idade, Fernanda mantinha a vida social dentro da escola. “Morava em uma casa com muitos prédios comerciais em volta, então minhas relações de amizade aconteciam na Escola. Estudei todo o ensino fundamental no Licínio Cardoso e tenho lembranças maravilhosas dessa época”.

No início dos anos 2000, Fernanda finalmente conseguia iniciar seu sonho de morar fora. “Fui para Pelotas fazer cursinho pré-vestibular, já que na época o curso de turismo era o 4º mais concorrido da UFPEL”. Logo viraria universitária, mas o vínculo com Lavras do Sul aflorava cada dia mais. “Fiz minha faculdade e, quando me formei, fui morar em Porto Alegre. Eu estava realizando meu sonho, mas daí a realidade já era outra. Com a dificuldade de conseguir emprego, resolvi continuar minha especialização em Imagem Publicitária, mas morando novamente em Lavras e indo todos os finais de semana para a capital”.

Quando terminou a especialização, começou a trabalhar na Granello Sementes. “Coloquei em prática meu curso de técnico em contabilidade e de lá só sai para trabalhar na Prefeitura”.

Fernanda foi Secretária de Turismo por seis anos, primeiro no governo do ex-prefeito Paulinho Souza, depois mais dois anos com o ex-prefeito Alfredo Borges. “Apesar de ser minha primeira experiência como turismóloga, trabalhava realmente como agente política, e não como agente técnica. Me preparei para ficar somente um mandato e acabei alongando um pouco mais. Lamento que não tenha podido concluir alguns projetos legais em que me envolvi, mas saí porque precisava concluir o mestrado de Patrimônio Cultural pela UFSM.”

O trabalho, intitulado “Rota do Ouro: Um estudo sobre o resgate da memória da mineração em Lavras do Sul através de seu conjunto arquitetônico urbano”, apresenta uma proposta de roteiro turístico na cidade de Lavras do Sul, com a temática da mineração de ouro. “Além da rota, existem ideias que talvez um dia ainda sejam colocadas em prática, como a encenação de algumas lendas. Esta rota, atualmente, ganhou um certo destaque em função do retorno da mineração, e também do projeto de lei que oficializou o título lavrense de Terra do Ouro”.

Fernanda diz que hoje pratica sua paixão pelo turismo atrás do balcão da padaria. “Adoro estar aqui. A minha formação no turismo me faz adorar ter esse contato direto com as pessoas. A comida é também uma experiência cultural; então fico encantada de ver os pais trazerem seus filhos para comer uma recheada no balcão e contarem que, antigamente, também eram trazidos aqui por seus pais. Além disso, as pessoas vem até a padaria questionar sobre quais lugares devem visitar.”

Ao ser questionada sobre a maternidade, minha entrevistada engasgou e com os olhos cheios de lágrimas, disse que seu filho veio como um renovador de energias. “Nunca planejei ser mãe, fomos pegos de surpresa. Eu fiquei enlouquecida, e o Daniel super feliz. Sempre fui muito de trabalho e estudo, muito objetiva; e o José Inácio veio para dar uma quebrada e me colocar neste mundo dos afetos”.

“Não sou muito de ficar pensando no que passou e nem de ficar pensando no futuro; e, apesar de ser bastante objetiva, não gosto de criar expectativas para não me frustrar depois”. Apaixonada por história e leitora voraz, Fernanda brinca que gosta muito de ler sobre o passado coletivo, mas que na vida pessoal vive do presente.