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Moradores das Três Estradas falam sobre relação com a Águia Fertilizantes

Moradores das Três Estradas falam sobre relação com a Águia Fertilizantes

Estar em harmonia com a comunidade é condição básica para o sucesso de qualquer empreendimento, e a Águia Fertilizantes sabe disso. Estabelecida em Lavras do Sul desde 2011, a empresa vem mantendo um diálogo aberto e transparente com a população local informando sobre o tipo de pesquisa mineral que é feita na região, cumprindo com as normas estabelecidas em lei e recolhendo os impostos pertinentes ao setor da mineração.

Após o lançamento do Projeto Fosfato Três Estradas, em agosto de 2017, que pretende extrair, beneficiar e comercializar o minério de fosfato para produção de matéria prima voltada à indústrias de fertilizantes,  a empresa vem trabalhando para manter a população informada sobre todos os passos do empreendimento por meio de um diálogo aberto e constante com a comunidade local. Muitos já sentem o efeito disso.

Filho da Dona Giselda, uma das moradoras mais antigas de Três Estradas, uma parteira que fez vir ao mundo mais de mil pessoas, o Sr. Wainer da Silva Parodes confirmou a boa relação que tem com os funcionários da Águia Fertilizantes: “Nunca invadiram o que é meu, sempre fui informado como iria funcionar o Projeto e nunca nos negaram qualquer coisa”.

Além dele, centenas de outros moradores das Três Estradas tiveram, em mais de uma ocasião, oportunidade para conhecer os detalhes do Projeto, em rodas de conversa e debates com os responsáveis pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA/RIMA). “Sempre que me pediram disponibilizei o salão daqui da minha propriedade para que eu e nossos vizinhos tivéssemos a oportunidade de ter os esclarecimentos que precisávamos” completa Wainer.

A grande maioria dos moradores que serão atingidos pelo empreendimento já sinalizaram, inclusive, que venderão suas terras caso seja necessário: “Não tive nenhum problema com a empresa, quando eu manifestei alguma contrariedade nós conversamos e houve acerto”, comenta o produtor rural da região Evandro Camera. Ele conta que sempre teve todo tipo de explicação que foi solicitada: “A gente não compreendia tudo, e sempre tiveram paciência para explicar”.

Antônio David Farina, um dos proprietários com os melhores índices de produtividade da região e que está estabelecido em Lavras do Sul há 14 anos, diz que ninguém deseja ter que mudar seus planos, mas entende que um empreendimento desse porte é capaz de trazer benefício para um Estado inteiro, deve receber o aval de todos. “Nunca tive problemas, nem com a Águia e nem com o pessoal que veio fazer os estudos de impacto ambiental. No início não queria que entrassem aqui nos meus campos e sempre fui respeitado. Aos poucos fui recebendo informações e conversando e hoje tenho uma boa relação” comenta.

Para o gerente do Projeto da Águia Fertilizantes, José Fanton, sempre foi interesse da empresa proporcionar aos moradores de Lavras do Sul e de toda a região o máximo de informações. “Procuramos mostrar com transparência o que se prevê com a implantação do empreendimento, suas vantagens e as implicações” comentou. Àqueles que ainda se posicionam contra o projeto, a empresa segue com as portas abertas para um diálogo construtivo.

 Referindo-se aos boatos pejorativos que eventualmente circulam sobre o empreendimento, o produtor rural e morador da região das Três Estradas, Elvis Reni Camargo, destaca que as pessoas não deveriam falar inverdades: “Nunca deixaram uma porteira aberta e tudo o que foi tratado sempre foi cumprido. Andamos lendo algumas coisas e parece que nós também devemos falar, as minhas reivindicações sempre foram atendidas. Meu irmão e minha irmã que não moram aqui na área como eu, estão mais felizes com a possibilidade de negociar seus campos. Para mim foi um pouco mais difícil. Se me perguntar eu não escolheria sair daqui, mas é por um bem maior, então eu não me importo de comprar campo e seguir trabalhando em outro lugar”.

Assessoria de Comunicação Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

Incentivar a economia do Rio Grande do Sul e reduzir a dependência de matéria-prima para as indústrias gaúchas produtoras de fertilizantes são alguns dos principais objetivos do Projeto Fosfato. A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre este empreendimento que prevê um investimento superior aos 100 milhões de dólares na região.

1- A região das Três Estradas não é rica em terras-raras

Terras-raras são um grupo de 17 metais encontrados em diferentes camadas do solo que servem de matéria-prima essencial para itens de alta tecnologia. Conhecido como o “ouro do século XXI”, por sua raridade e alto valor econômico, recebem este nome porque localizá-los com o grau de pureza e concentração necessárias é bastante incomum. A região das Três Estradas, onde irá ocorrer a mineração de Fosfato, não é rica nestes metais e por isso não é economicamente viável a atividade de extração de terras-raras neste local. O Projeto Fosfato Três Estradas, localizado em Lavras do Sul, tem como único objetivo de extrair, beneficiar e comercializar o minério de fosfato e o calcário calcítico, para produção de matéria prima para a indústria de fertilizantes e de corretivo agrícola, respectivamente.

2- O projeto suprirá a demanda de fosfato o Estado por mais de duas décadas

O Brasil responde hoje por 80% do consumo de fosfato da América Latina e importa quase metade da rocha fosfática que necessita. No caso do Rio Grande do Sul, grande consumidor de fertilizantes em razão de sua vocação agrícola, todo o fósforo que alimenta a indústria de fertilizantes é importado de países do norte da África. O Projeto Fosfato tem como objetivo realizar o aproveitamento econômico de uma jazida que poderá suprir, por mais de 20 anos, boa parte da necessidade de fosfato no Estado.

3- A mineração de fosfato não está associada à contaminação radioativa

Quase a totalidade do fosfato produzido no Brasil é proveniente de carbonatitos (rochas que contém mais de 50% de minerais). Apesar de possuírem notável vocação para conterem depósitos de Urânio e Tório (dois materiais radioativos), existem centenas de carbonatitos que não possuem esses elementos. Este é o caso do material encontrado nas Três Estradas. Os resultados das análises radiométricas efetuadas nos testemunhos de sondagem não revelaram nenhum tipo de radiação no carbonatito da região, o que garante que este não é um foco de contaminação radioativa.

4- O projeto terá um impacto positivo na pecuária do Rio Grande do Sul

A mineração de fosfato não irá produzir qualquer efeito ou provocar qualquer contaminação que possa prejudicar a agricultura ou pecurária da região. Pelo contrário! O fosfato é um ingrediente mineral utilizado na produção de rações e suplementos.  A suplementação na alimentação de bovinos, aves e suínos garante melhor desenvolvimento corporal, maior ganho de peso e, consequentemente, maior produtividade. Mais de 80% do fosfato produzido globalmente é aplicado como fertilizante para ajudar na produção de alimentos para a crescente população mundial. Estudos do IFA (The International Fertilizer Industry Association) sobre a demanda mundial de fertilizantes situam o Brasil entre os principais consumidores mundiais. A demanda crescente por alimentos aliada à necessidade de redução do desmatamento exige que as terras produtivas sejam usadas de forma mais eficientes e sustentáveis. Nessa perspectiva, empreendimentos como o Projeto Fosfato são fundamentais para reduzir nossa dependência externa de fertilizantes e enriquecer a pecuária do Estado.

5- As águas no entorno do Projeto Fosfato não terão problemas de eutrofização

A eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas para níveis que afetem a utilização normal e desejável da água. O fator substancial para este aumento é a maior concentração de nutrientes, essencialmente o nitrogênio e o fósforo. O projeto da Águia nas Três Estradas não trará este problema, uma vez que o fósforo que será retirado na região é do tipo P2O5 (complexado com o oxigênio), diferente da forma iônica PO4 que traz o problema da eutrofização para a água.

6- A região minerada é devolvida recuperada ambientalmente para a comunidade

A Águia é uma empresa que se preocupa com o meio ambiente, seguindo rigorosamente as recomendações legais do país. Toda atividade de mineração tem plano de instalação e também plano para fechamento da mina. Passados os anos previstos de atividade, a área será devolvida recuperada do ponto de vista estrutural e ambiental. A maneira como isso ocorrerá dependerá do projeto final das instalações (tamanhos das estruturas, atividades públicas e privadas desenvolvidas no entorno, por exemplo). Além disso, o plano pode ser desenvolvido em conjunto com a comunidade, atendendo demandas da região.

GENTE DE LAVRAS – Prof. Bayard

GENTE DE LAVRAS – Prof. Bayard

“Descendente de um lar modesto, Zeferino da Silva Teixeira, deixou aos seus pósteros o exemplo de uma vida, pois, ele foi, em suma, um bravo lutador, na verdadeira acepção da palavra.”

Em seu livro “Lavras do Sul na Bateia do Tempo”, de 1992, Edilberto Teixeira terminava com a frase acima a nota biográfica sobre Zeferino da Silva Teixeira, figura importante para Lavras do Sul, falecido no final da década de 70. Com certeza, se hoje o livro fosse reeditado, figuraria entre os homenageados deste capítulo, seu filho, um dos cidadãos mais conhecidos e reconhecidos entre os lavrenses: Ítalo Bayard La-Rocca Teixeira.

O professor Bayard, hoje com 81 anos, me recebeu para a entrevista na sua casa, em um escritório onde as paredes ajudam a contar um pouco da história do ex-prefeito mais lembrado pelos lavrenses. Diplomas e certificados que atestam a trajetória vitoriosa, de anos dedicados às salas de aula e à política.

“Eu terminei o curso científico em Porto Alegre, no colégio Júlio de Castilhos e resolvi com meus pais que iria ficar um ano em casa para descansar e depois voltaria para prestar o vestibular. Mas cheguei aqui e me convidaram para lecionar matemática no ginásio da Escola Licínio Cardoso que estava recém iniciando suas atividades.”

Para ser efetivado como professor, Bayard fez o Curso de Suficiência em Matemática na Faculdade de Passo Fundo. “Dessa forma consegui o registro pelo Ministério da Educação, e só parei de lecionar quando me aposentei. Só fiquei sem dar aula nos mandatos como Prefeito.”

Logo que retornou para a cidade, houve um grande evento social, o aniversário de 15 anos da amiga Lígia Bulcão, filha do então prefeito Breno Bulcão. “Na ocasião do baile na casa da Lígia, eu vi a Helena e a tirei para dançar e foi aí que tudo começou. Casamos em 18 de fevereiro de 1961, este ano completamos 58 anos de matrimônio” comenta orgulhoso.

Ele conta sorrindo que da relação nasceram quase que em forma de escadinha Rosa Helena, Rogério, Cristiane, Ricardo, Ronaldo e por último o Rafael. “Não programamos tantos filhos, mas eles foram vindo. Ainda tivemos um depois do Rafael, mas acabou falecendo no parto. Hoje tenho sete filhos, 11 netos e um bisneto”.

Já satisfeito com sua função no meio escolar, uma brincadeira de um amigo o pegou de surpresa: “Logo que voltei pra Lavras encontrei com o Tauro de Bem, meu contemporâneo, e ele me cumprimentou dizendo: Bom dia, Prefeito! Aquilo me surpreendeu, mas ele disse que eu deveria ser candidato. E aí surgiu a ideia, formamos uma turma e concorri à prefeitura em 1972.”

A primeira campanha seu vice, Dadá Budó e ele não obtiveram êxito. “Perdemos a eleição para o Adão Gordo, mas quatro anos depois já viemos embalados. Trocamos o vice da chapa, o Jaudens Machado acrescentou muito na campanha e como eu já estava bastante entrosado com a juventude da cidade por ser professor e por ter liderado uma campanha em prol da construção de uma nova escola, e ele por ser do Ibaré, conseguimos arrecadar muitos votos.”

Acontece que na ocasião os partidos eram apenas dois: Arena e MDB. Cada um deles poderia colocar mais de uma chapa e o somatório das duas consagrava o vitorioso. “Do nosso lado concorria eu e o Dr. Breno, e pelo MDB o meu tio Dante, e o Sr. José Souza. O Tio Dante fez mais votos que eu, mas na soma acabei vencendo e assumi pela primeira vez a prefeitura, aos 39 anos de idade.”

Foi nessa época que o Bayard se consagrou como até hoje é reconhecido: o melhor prefeito que a cidade já teve. “Comandei o primeiro mandato com uma equipe toda nova, o José Adolfo era meu Secretário de Obras, e fizemos uma série de mudanças pela cidade.”

 “Tudo era muito diferente naquela época, o funcionalismo pegava parelho no trabalho. Tínhamos uma turma muito unida pelo crescimento e desenvolvimento da cidade. Certo dia, na falta de um caminhoneiro que adoeceu, o Adolfo e eu fomos cumprir o dia de trabalho no campo.”

O questionei como era a relação da esposa com a política e ele prontamente respondeu: “A Helena assumiu como primeira dama de forma completa. Tomou conta do setor de assistência, era a presidente local da Legião Brasileira de Assistência e trabalhou muito com as mulheres da cidade. Construímos em todos os bairros seus Centros Comunitários e foi feito um trabalho muito importante com as hortas caseiras, os artesanatos. Enfim, ela pegou junto, e ainda cuidava das crianças em casa.”

Em um relatório da administração, produzido para divulgar os feitos daquele primeiro mandato o prefeito escreveu: “Agir com honestidade e dispender o maior esforço possível, foram as únicas promessas de ontem. Seis anos depois, além disso, é reconfortante ter muito mais para mostrar.”

Depois deste vieram mais dois mandatos: um de 1989 a 1992, seu vice era o advogado Dilson Delabary, e por último de 1997 a 2000, com o ex-genro Paulinho como vice. Bayard ainda foi Secretário de Indústria e Comércio na primeira gestão do Paulinho Souza como Prefeito e foi nesta época que resolveu se afastar da política. “Eu saí da política porque me desentendi com um ex-colega. Na época eu era Secretário de Indústria e Comércio e não concordei com algumas coisas que aconteceram. Saí para nunca mais voltar, e não quis mais saber de partido e de política. Faz três eleições que sou isento e não voto mais. Mas leio muito, e meu lazer é acompanhar os noticiários e ver a bagunça que está tudo isso.”

Os números impressionam e não o deixam mentir, mais de 300 obras entre sede e interior foram realizadas durante suas gestões. Foi no seu governo que surgiram as Vilas Dr. Bulcão, Olaria, Militar, Cohab e Promorar e também foi de sua equipe a responsabilidade pela construção de grandes obras como o Ginásio Municipal, a Estação Rodoviária e o Auditório Municipal (que hoje abriga a Rádio Pepita FM), o prédio da Delegacia de Polícia, o CEBEM, o complexo todo da Praia do Paredão, e ainda mais de duas centenas de casas de moradia popular.

Mais caseiro e curtindo a família, ele fica feliz com a relação que manteve com seus conterrâneos durante essas oito décadas da vida. “Sempre fui muito bem recebido por todos os lavrenses, tive poucas inimizades nestes anos como gestor, mas isto é natural no meio político.”

Ele conta que apesar de dois dos filhos terem pensado em seguir seus passos não tiveram sucesso. “Cada um buscou seu rumo, e cada um deles com suas escolhas está feliz, o que me deixa orgulhoso.”

Apesar de estar mais recluso, o ex-prefeito ainda acompanha todos os movimentos sociais e culturais da cidade e vislumbra um futuro promissor para a cidade. “Lavras tem uma agricultura e uma pecuária muito forte, mas infelizmente estes são setores que sozinhos não tem condições de manter a cidade porque geram poucos empregos. Acho que a cidade já está sentindo os efeitos da mineração, lavrenses já foram empregados, o setor imobiliário teve um acréscimo e o comércio está sentindo positivamente esse movimento.”

“Lavras tem tudo para a gente viver bem, mas apesar do medo de algumas mudanças, quero o melhor para minha cidade. Nasci, vivi e trabalhei aqui e acho que cumpri com a minha missão profissional e pessoal e desejo que todos consigam fazer o mesmo.”

FEPAM realiza Audiência Pública para tratar do  Projeto Fosfato Três Estradas

FEPAM realiza Audiência Pública para tratar do Projeto Fosfato Três Estradas

Ocorreu, na noite desta quarta-feira (20), em Lavras do Sul, a Audiência Pública organizada pela FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler) sobre o Projeto Fosfato Três Estradas. O empreendimento da Águia Fertilizantes que prevê extrair, beneficiar e comercializar o minério de Fosfato para produção de matéria prima voltada às indústrias de fertilizantes, de corretivo agrícola e nutrição animal foi amplamente discutido, durante cerca de cinco horas, pelos empreendedores e seus consultores e aproximadamente 1500 pessoas, de acordo com a Brigada Militar de Lavras do Sul. Entre os participantes estiveram presentes moradores das regiões próximas ao local do projeto, membros do poder público e estudiosos da questão ambiental para discutir sobre os benefícios e impactos ambientais e sociais da futura mina.

O gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, iniciou os trabalhos apresentando o empreendimento que representa um novo momento na mineração de Lavras do Sul, cidade que teve sua história iniciada justamente devido ao setor. De acordo com Fanton, o Projeto Fosfato reduzirá em 80% a dependência de matéria prima hoje importada e a previsão é que a mina tenha 50 anos de operação.

A mineração proposta pela Águia Fertilizantes utilizará o método de lavra a céu aberto, desenvolvida em bancadas e o minério extraído em camadas horizontais, havendo formação gradual de degraus ou bancadas, da superfície para as regiões mais profundas da mina. A escolha deste método foi devido ao aproveitamento do minério de fosfato e as melhores práticas operacionais, já que são ambientalmente mais adequadas.

Há um movimento muito forte da mineração em todo o Rio Grande do Sul, e o Projeto Fosfato Três Estradas é um dos futuros empreendimentos minerários em curso e forma hoje parte das estratégias de desenvolvimento do Estado, fazendo parte inclusive do Plano de Mineração do RS, divulgado em dezembro de 2018.

Para os esclarecimentos das questões técnicas, relacionadas ao Estudo de Impacto Ambiental do projeto, Luiz Melges, diretor técnico da Golder Associates, empresa contratada para elaboração do EIA/RIMA, apresentou os principais pontos do estudo e as medidas necessárias para proteção e recuperação ambiental da área afetada.

De acordo com Melges, são 34 programas que compõe as recomendações para definir a viabilidade do empreendimento. “Cada programa desses nessa etapa de Estudo de Impacto Ambiental, para obtenção da Licença Prévia, são resumidos e conceituais. A etapa seguinte é detalhar cada um desses programas e colocá-los em prática, antes mesmo da Licença de Instalação. E para cada um desses impactos existem programas e planos recomendados.”

Na última etapa da Audiência Pública, a comunidade teve a oportunidade de fazer perguntas ao empreendedor e seus consultores, que responderam e explicaram os cerca de 50 inscritos.

Funcionários da Águia Fertilizantes realizam trabalho de limpeza no Camaquã

Funcionários da Águia Fertilizantes realizam trabalho de limpeza no Camaquã

A equipe de trabalho do Projeto Fosfato Três Estradas realizou na última semana um trabalho comunitário de limpeza das margens do Rio Camaquã das Lavras, no trecho de 3 km entre a Praia do Paredão e a Hípica Alexandre Silveira.


Segundo José Adolfo Carvalho, que coordenou o trabalho, foram retiradas mais de 10 toneladas de plástico, ferro e pneus da área do rio que contorna a área urbana da cidade. Certos de sua responsabilidade com o meio ambiente, a Águia Fertilizantes procura sempre realizar e/ou apoiar ações deste tipo.


O Rio Camaquã é um afluente da Lagoa dos Patos e de sua bacia fazem parte 26 municípios gaúchos, é um dos principais da metade sul, com extensão média de 430 km

GENTE DE LAVRAS

GENTE DE LAVRAS

Anita La-Rocca e Gujo Teixeira

De um lado, uma empreendedora que seguiu os passos da família de comerciantes e hoje é uma mulher bem resolvida e de sucesso; de outro, um compositor e poeta, conhecido em todo o Estado por suas composições que brilham nos festivais nativistas há mais de 25 anos.

Em comum o amor por Lavras, um casamento de 15 anos e duas filhas, Guilhermina (14) e Bethânia (11). Anita La-Rocca e Gujo Teixeira são o que se pode chamar de um casal de sucesso. Apesar de áreas distintas, ambos trilham um caminho reconhecido por todos os lavrenses.

Quando iniciamos nossa conversa, Anita já tratou de deixar bem claro: “eu nasci aqui em Lavras, e o Gujo morre de ciúmes que ele não”. Imediatamente o marido rebate: “não nasci, mas tenho título de cidadão lavrense, meus pais são daqui e meus quatro avós também”, tratou de esclarecer.

Anita é formada em Farmácia, cursou sua graduação em Pelotas. “Sempre soube que estava indo com data certa para voltar, me formei para trabalhar na farmácia do pai.” Preto, como é conhecido seu pai, adquiriu o estabelecimento em 1988. “Na época chamamos de Farmácia Principal. E, em 2000, a farmácia que hoje gerencio, passou a ser uma das lojas da rede Agafarma”.

 “Eu tive uma grande realização em poder ficar em Lavras depois da faculdade. Mas sempre disse para o pai que não me acomodaria. Que voltaria, mas que queria continuar podendo fazer cursos, e fazer coisas que pudessem me melhorar como pessoa e trazer crescimento para nosso negócio”.

Gujo é porto-alegrense, fez o curso de técnico agrícola na UFSM e depois Medicina Veterinária na mesma universidade. Veio para Lavras logo após se formar com o intuito de trabalhar para alguém, mas acabou trabalhando em casa. Talvez isto tenha sido ideal para que o processo criativo do poeta fosse tão intenso. Ele possui mais de 400 composições de sua autoria, e seu maior sucesso, Batendo Água, completou 20 anos em 2018. “Esse ambiente que Lavras me proporciona não existe, para mim, em lugar nenhum. A própria cidade é inspiradora e eu preciso disso para criar” comenta o artista.

Ele acredita que o município precise de incentivos na área cultural e que infelizmente tudo esbarre na questão financeira. “Vejo um enorme potencial nos lavrenses. Já fiz várias vezes e gostaria de fazer sempre, algumas oficinas de criação. Tudo o que posso fazer para ajudar eu colaboro, e muitos amigos já vieram para cá por convite meu, mas eles vivem disso, então não posso pedir que venham sempre só pelo amor à arte.”

Ele comenta sobre as gincanas realizadas todos os anos pelo Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão: “Olha o potencial dessa gurizada que aparece nas provas das gincanas. Teríamos que ter gente especializada trabalhando e os estimulando para que não parem, que busquem aprimoramento, mas sabemos que não é fácil”.

Prestes a realizar a 4ª edição do “Letra & Luz” ao lado do fotógrafo Eduardo Rocha, Gujo observa que todas as pessoas que conhecem Lavras se apaixonam. “Lavras oferece algumas coisas que fazem bem às pessoas que a conhecem. Nem sei dizer o que, mas essa terra é diferente”. O workshop é ministrado pelos dois amigos que unem suas experiências e integram seus conhecimentos para ensinar os participantes a verem na imagem a palavra e na letra a luz.

Eles comentam que as filhas veem a luta diária que ambos têm para melhorar e para fazer com que as coisas aconteçam aqui: “Elas são testemunhas da nossa ânsia para que tudo dê certo, para que Lavras evolua” fala Anita e Gujo completa: “é claro que as outras cidades as encantam, é natural que se interessem em lugares que tem mais atrativos do que Lavras, mas elas sabem dar valor ao lugar que “nasceram” (ambas são nascidas em Santa Maria, mas registradas aqui).”

Para o escritor, o futuro que hoje se apresenta para a cidade apesar de animador é ainda um pouco desconhecido. “A gente ainda não sabe exatamente como Lavras vai se transformar, mas conversamos muito com as gurias para elas tenham compreensão.” E Anita conclui: “A gente quer muito que as coisas aconteçam, e acredito que algumas pessoas ainda não tenham se dado conta do potencial que as cidades do interior têm. Eu fiz acontecer as coisas na minha vida, mas sempre quis muito e sempre lutei muito para que meu trabalho seja reconhecido pelo meu esforço. E o exemplo é nosso maior legado para as filhas.”

Há poucos meses Anita ganhou o Prêmio Sérgio Lamb em Farmácia Comunitária, por optar em retirar o tradicional balcão da farmácia e receber seus clientes em mesas onde podem relatar seus problemas e receber a ajuda dos atendentes. Para Gujo o diferencial da esposa é a força de vontade que tem em sempre buscar o melhor para sua clientela: “Ela quis e foi atrás, tinha uma farmácia igual às outras, mas participou de debates, de simpósios e viu que podia melhorar e melhorou”.

Eles comentam que apesar de cada um ter seu ofício existe uma troca natural do casal e Gujo brinca: “Eu me meto no trabalho dela”. Anita diz que acompanha o marido em tudo o que pode, mas que não entende muito e por isso não dá muito “pitaco”.

Além da Farmácia, Anita agora também gerencia o Café Preto Eventos e o Residencial São Miguel Arcanjo. “Eu faço questão que minhas empresas sejam da família, optei desde o começo por ter primos trabalhando comigo, e hoje a Guilhermina começou a trabalhar atendendo na farmácia. Principalmente porque quero que ela se envolva com nossos negócios, que entenda e veja o que podemos proporcionar para ela, mesmo que depois ela escolha outra área.”

Anita comenta que a filha mais velha está em uma idade de muitas mudanças, e ainda não sabe bem o que quer para o futuro. “Ela está indo muito bem na Farmácia, acredito que ela esteja aprendendo muito, mas ainda tem muito a viver”. E Gujo diz que vê em Betânia muito da criatividade própria dos artistas. “A Betânia é muito criativa, ela curte e quer aprender o violão e canta muito bem.”

O que podemos observar é que ambos têm muitas paixões em comum e que Lavras é uma delas. “A gente briga por Lavras” e Gujo completa: “Qualquer um que falar mal de Lavras é meu inimigo, eu tenho um amor inexplicável por essa terra”.

“Tudo o que temos foi Lavras que nos deu. Tanto profissionalmente quanto pessoalmente, tudo o que construímos foi aqui. Então temos uma consideração pela cidade e por esse povo que é total” finaliza Anita.

CARNALAVRAS 2019 foi só sucesso

CARNALAVRAS 2019 foi só sucesso

Este ano até ator Global passou pela Lavrinha

Um dos mais tradicionais carnavais da região da Campanha e maior evento de Lavras do Sul, o CARNALAVRAS 2019 teve novamente o patrocínio da Águia Fertilizantes. Organizado pela Prefeitura de Lavras do Sul, através das Secretarias de Turismo, Obras e Saúde, o evento foi realizado entre os dias 1º e 5 de março de 2019 e retornou este ano para a Praça Licínio Cardoso, em frente à Igreja Matriz Santo Antônio, após dois anos de festejos realizados na Praça das Bandeiras.

O tema proposto este ano envolvia as características mais conhecidas do carnaval da cidade, entre elas a rivalidade entre os dois blocos mais antigos: Grupo dos Relaxados (fundado em 1930) e Vae de Qualquer Jeito (fundado em 1937).

Uma atração inesperada encheu de alegria quem conseguiu tietar de pertinho: O ator Global Marcos Palmeira, que está na região para as gravações da próxima novela das 21h, veio a Lavras do Sul, a convite do amigo Carlos Wagner La-Bella (Waguinho), e curtiu muito três dias do evento.

A participação do artista ainda rendeu um acréscimo nas rixas carnavalescas, já que ele participou ativamente do Bloco Vae de Qualquer Geito. Em sua defesa, os foliões do Grupo dos Relaxados lembraram que o também ator da Rede Globo, Paulo José, além de lavrense é Relaxados.

Dentro da programação o destaque foram os desfiles das entidades carnavalescas, que este ano inovaram trazendo Trios Elétricos e diversas outras novidades aos seus foliões, e os bailes no lonão e no Clube Comercial.

Segundo o Prefeito Sávio Prestes, o número de foliões na “passarela do samba” foi muito acima do esperado. “Acreditamos que por noite mais de 4 mil pessoas tenham transitado pela Praça Licínio Cardoso, provavelmente mais de 15 mil foliões estiveram em Lavras do Sul nos cinco dias de festa.”

“Estamos muito satisfeitos com o resultado do Carnalavras 2019, um evento impecável na questão técnica, sem falhas na segurança, e ainda tivemos a ajuda de São Pedro, já que nem uma gota de chuva caiu para atrapalhar quem gosta de curtir o carnaval” e para concluir o prefeito ressaltou a importância da festa para o município: “Acho que os blocos também estão muito felizes com o resultado. Vejo pelas redes sociais que tanto os locais quanto os turistas estão exaltando a beleza do Carnalavras, além é claro do pessoal do comércio que vendeu muito este ano.”

Águia Fertilizantes apresenta atualizações do Projeto em reunião do Comitê da Bacia do Rio Santa Maria

Águia Fertilizantes apresenta atualizações do Projeto em reunião do Comitê da Bacia do Rio Santa Maria

O Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Santa Maria esteve reunido na Câmara de Vereadores de Lavras do Sul, na última sexta-feira, 22, para tratar dos assuntos mensais da entidade.

Na ocasião Leandro Arruda, biólogo da Golder, empresa responsável pela realização do EIA/RIMA do Projeto Fosfato Três Estradas fez uma explanação com a atualização do projeto.

Leandro apresentou alguns pontos novos do estudo, solicitados pela FEPAM no final de 2018, e respondeu juntamente com o gerente de geologia do Projeto, José Fanton, e Diego Boeira, da Nano BizTools (empresa de comunicação responsável pelo Projeto), alguns questionamentos dos presentes.

O Prefeito Sávio Prestes comentou que o fato da Prefeitura apoiar a vinda dos projetos de mineração vai além do fator econômico. “Hoje precisamos pensar no fator socioeconômico e o problema do desemprego na nossa região é muito grande. Infelizmente a pecuária e a agricultura, que são um orgulho para a metade sul, não suprem esse problema, então temos que ter a preocupação do que fazer pelos nossos filhos e netos.”

O gerente de geologia do Projeto fez uma observação sobre a escolha do local para o projeto: “Estamos naquela região porque é lá que existe o depósito, foi lá que o mineral foi descoberto. E Lavras tem que aproveitar essa oportunidade, já que tem essa vocação e cobrar que seja bem feita essa lavra. O que demonstramos não é um efeito cinematográfico, pelo contrário, todos esses anos de pesquisa e estudos estão sendo feitos com bastante cuidado.”

O Presidente do Comitê, Eldo Costa, reafirmou a importância da participação da Águia Fertilizantes em todas as reuniões ao longo destes dois anos e meio: “Todas as informações que o Comitê pediu nestes últimos anos foram fornecidas pela Águia, inclusive pudemos dar sugestões relacionadas ao nosso tema, a água, e sempre houve uma boa comunicação entre nós.”

O Comitê, estabelecido pela Lei 10.350, de 30 de dezembro de 1994, tem como função discutir e deliberar sobre os assuntos de interesse comum aos diversos usuários de Água, definindo as prioridades de uso e as intervenções necessárias à gestão integrada de uma Bacia Hidrográfica.

Todas as informações relacionadas ao EIA/RIMA constam para download no site do Projeto Fosfato Três Estradas, no endereço: www.projetofosfato.com.br

Parceria entre Águia Fertilizantes e colégio estadual promove revitalização do ambiente escolar

Parceria entre Águia Fertilizantes e colégio estadual promove revitalização do ambiente escolar

Escola Bernardo de Medeiros recebeu investimentos para pintura externa e interna

A Escola Estadual Bernardo de Medeiros, de Lavras do Sul, promoveu uma parceria, por meio do Programa Escola Melhor, com a empresa Águia Fertilizantes. A doação de tintas e mão de obra teve por objetivo viabilizar a pintura externa e de salas e corredores, qualificando o espaço para tornar o ambiente mais agradável para receber os alunos diariamente.

De acordo com a diretora, Maria de Lourdes Moreira Marques, a instituição de ensino, que conta com aproximadamente 100 alunos, contou com a colaboração dos funcionários da empresa para realização do serviço. “Esta parceria torna o espaço das aulas muito mais agradável para os alunos. O repasse que recebemos mensalmente não daria conta de completar tudo o que precisávamos” comentou a diretora.

A Águia Fertilizantes reconhece o importante papel das empresas na formação de uma sociedade mais igualitária e acredita ser imprescindível a colaboração mútua entre entidades.

Gente de Lavras – Sávio Silveira

Gente de Lavras – Sávio Silveira

A aposentadoria não é sinal de parar no tempo, e especialistas afirmam que esse é um momento para cuidar mais de si mesmo. Mas para algumas pessoas a aposentadoria significa realizar sonhos que não puderam ser realizados em outras épocas.

Para Sávio Silveira, lavrense e bancário aposentado, foram dois os motivos para buscar uma formação acadêmica. O primeiro, ter conseguido formar os cinco filhos, e o segundo, uma quase “tradição familiar”: a paixão pelo Direito.

Como bancário, Sávio morou em diversas cidades, mas o sonho de voltar para Lavras do Sul sempre existiu. “O retorno para Lavras já era programado. A nossa ideia, minha e da Tia Dema (Dra. Dema Silveira) minha maior incentivadora – era que eu voltasse para cá assim que terminasse uma especialização, e nós trabalhássemos juntos. Inclusive o logotipo que uso foi ela que escolheu. Mas infelizmente Deus não quis assim. No meio do curso, ela faleceu.”

Então, somente em 2014 este retorno aconteceu. Convidado para ser Assessor Jurídico da Câmara de Vereadores, foi um pulo para começar a aparecer a clientela para o advogado. “Acabei encerrando minha participação na Câmara e abri o escritório. Graças a Deus deu tudo certo, e a gente tem uma atividade bastante intensa.”

Além de Sávio, mais dois advogados compõem o escritório: Maurício Abascal e Manuela Teixeira, ambos jovens advogados, lavrenses e que, segundo ele, foram escolhidos devido a uma grande afinidade. “Eu acho que um dos polos motivadores dessa minha insistência em lutar para que Lavras se desenvolva e surjam mais oportunidades no mercado de trabalho tem muito a ver com essa decepção de não poder ter os filhos aqui ao meu lado. Então, se eu não consegui, quero que o pessoal de Lavras hoje tenha essa oportunidade.”

Além de empreender montando o escritório de advocacia, Sávio atualmente preside a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Lavras do Sul. A CICS iniciou suas atividades em outubro de 2018 e chegou para unir o comércio local. “Lavras precisa ter representatividade, não apenas as formais, como prefeito e vereadores, mas a sociedade civil deve ter alguém que lute por ela; e eu vejo a CICS como um elemento chave para que se tenha essa representatividade.”

Segundo Sávio, atualmente a secretária executiva da instituição notifica de 10 a 12 novas adesões por semana. “Pontuamos três metas principais. A primeira é o plano de saúde para os servidores do comércio local; a segunda, um controle de inadimplência; e a terceira, que acredito significar para este momento a mais importante, é o treinamento pessoal.”

Já está previsto no orçamento municipal para este ano de 2019 uma verba para contratação de cursos para a comunidade. “Fui procurado pelo vereador Eduardo Luongo, que ofereceu a oportunidade de ser colocada no orçamento do município uma verba para treinamento. Já obtivemos uma lista de cursos, quanto custaria, mas ainda não fechamos.”

Sávio analisa que este momento é muito importante para nossa cidade. “Acho que precisamos de uma conscientização bem ampla de que essa é a nossa grande oportunidade.” Ele se mostra bastante entusiasmado com a possibilidade real da chegada de grandes empreendimentos, tanto na mineração, quanto com relação à energia eólica, e pontua a necessidade de todos estarem preparados para não deixar o cavalo passar encilhado sem sabermos montar. “Meu pai faleceu há mais de 30 anos, e eu me lembro de uma conversa dele com um geólogo, garantindo que logo haveria uma empresa estabelecida em Lavras; então entendo o pé atrás das pessoas. Mas estou muito otimista e, junto com muitas outras pessoas, fazendo a minha parte.”