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A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

Como em qualquer outro segmento, a agricultura necessita produzir, armazenar e comercializar corretamente para que no final a produção alcance seus objetivos e gere o lucro esperado. Os insumos agrícolas são parte essencial neste planejamento, porque compreendem os mecânicos (equipamentos e máquinas), os biológicos (elementos de origem vegetal ou animal, restos de culturas, estercos, sementes e mudas, microrganismos, algas, etc.) e por fim os minerais ou químicos (fertilizantes, pós de rocha, defensivos agrícolas).

Segundo o Engenheiro Agrônomo Carlos Renato Barbosa da Silva, sem estes insumos não conseguiríamos alimentar a população existente no planeta. “A produção mundial de alimentos só se sustenta com o uso deles, pois aumentam a produtividade das culturas. Sabemos que ainda há muitas pessoas com fome, mas o problema está na má distribuição, na logística e no desperdício” explica.

Um estudo intitulado “Crescimento e produtividade da agricultura brasileira de 1975 a 2016” e publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontou que o produto agropecuário brasileiro cresceu mais de quatro vezes no período pesquisado e que a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 187 milhões de toneladas, enquanto a pecuária aumentou de 1,8 milhão para 7,4 milhões de toneladas. Segundo o autor da pesquisa, José Garcia Gasques, que é coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério, estes resultados elevaram o Brasil ao nível de grande produtores de alimentos e um dos maiores produtores e exportadores de carnes do mundo. “O salto da produção deu-se principalmente pela melhor utilização de insumos, com efeitos diretos sobre a produtividade” comentou.

O papel estratégico dos insumos minerais para fins agrícolas no país também é evidenciado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que afirma que o setor do agronegócio apresentou um salto comercial de US$ 73,1 bilhões ao país em 2016, especialmente em função das características do solo e do elevado percentual da participação do agronegócio na economia brasileira.

Na indústria gaúcha o cenário não é diferente. Desde a década de 60 a agricultura do Rio Grande do Sul tem se desenvolvido de forma significativa e, como os solos tropicais geralmente são solos muito intemperizados e apresentam baixos teores de fósforo e de bases trocáveis, elevada saturação por alumínio, baixos valores de PH e elevada capacidade de fixação de fósforo, é usual a aplicação de fertilizantes fosfatados.

As principais substâncias minerais de interesse como insumos agrícolas no RS são o calcário, para calagem dos solos e o fosfato para fertilizantes. A calagem é uma técnica de correção do solo que segundo estudos pode até mesmo dobrar a produtividade de determinada área, em poucos anos.

Como a oferta interna de fertilizantes não é suficiente para atender a demanda do país, o valor de se produzir insumos no Brasil é alto. Mas para Carlos Renato Barbosa da Silva, este cenário pode mudar em curto prazo, já que surgem novas possibilidades que trazem excelentes perspectivas para a produção. “A ocorrência de rocha fosfática na região da Campanha gaúcha, será muito benéfica e de real importância econômica e social para o RS. Nossos campos nativos estão degradados: pobres e ácidos, o que é consequência de duzentos anos de pecuária mal administrada, já que não repomos o que tiramos do solo.”

O uso da tecnologia para planejar a produção agrícola, reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir os impactos ambientais é destacado por especialistas como um dos pilares da agropecuária do futuro. Em termos de impactos ao meio ambiente, um aspecto importante é o incremento da eficiência energética das etapas e equipamentos utilizados.

O uso deliberado de defensivos agrícolas também é uma preocupação mundial. Para o engenheiro agrônomo “o uso de defensivos agrícolas de modo inadequado é o que mais causa mal ao meio ambiente e a saúde humana, e também no caso do Brasil, uma legislação errada e por vezes mal intencionada”.

Para Carlos Renato há diversas melhorias que podem ser feitas. “Há defensivos seletivos que atacam uma praga e não fazem mal a outra, como os piretroides (composto químico sintético similar às substãncias naturais piretrinas produzidas pelas glores) que não prejudicam as abelhas. Entretanto, os principais problemas são o uso de doses muito altas, repetições desnecessárias e a não observação dos prazos de carência para consumo.”

A preocupação com o meio ambiente é uma pauta muito atual e estudos para uma utilização correta dos insumos já ganhou espaço na agenda dos pesquisadores. É possível realizar a utilização destas ferramentas, que comprovadamente aumentam a lucratividade do produtor, e ainda sim ter o cuidado de reduzir os impactos ambientais.

Mining Tech & Biz Talks

Mining Tech & Biz Talks

O Projeto Fosfato Três Estradas foi um dos temas abordados, na noite de terça-feira (25), durante o Mining Tech & Biz Talks, evento realizado na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre, que debateu temas como o futuro energético do país e as novas tecnologias na mineração. Durante mais de três horas, acadêmicos, empresários e especialistas de diferentes setores conversaram sobre o futuro energético do Rio Grande do Sul e o papel fundamental da mineração para o crescimento econômico do Estado.

Professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o engenheiro Jorge Dariano Gavronski foi um dos palestrantes do evento e destacou o interesse nas jazidas de fosfato do Estado pela alta demanda de fertilizantes para o agronegócio.

“A mineração é o elo inicial de todos os insumos para construção civil, infraestrutura, construção pesada e indústria de transformação. No caso da jazida de Lavras do Sul, esta não apenas reduziria a necessidade do Estado de importar fertilizantes, como abriria a possibilidade de o RS se tornar um exportador”, destacou.

O especialista ressaltou, ainda, que o setor de mineração conta com grandes avanços tecnológicos que garantem uma redução significativa nos impactos ambientais, sendo um dos grandes focos de desenvolvimento, de atração de empregos e investimentos.

 Participando como ouvinte, o prefeito de Lavras do Sul, Sávio Prestes, aproveitou o momento de bate-papo para comentar que, desde eleito, há dois anos, passou a aprender sobre a mineração e a reconhecer o papel fundamental do setor.

“Acompanhando o projeto da Águia Fertilizantes a partir do trabalho de comunicação feito pela empresa Nano BizTools, compreendi que é preciso enxergar este setor como algo fundamental para o desenvolvimento social e econômico, ainda mais em uma cidade como Lavras do Sul, que se originou a partir da mineração. Cimento é feito de mineração, areia é feita de mineração, quem anda de automóvel depende da mineração. Há uma distorção total sobre o tema, que hoje em dia está ideologizado. É preciso cada vez mais levantar a voz e mostrar o real papel da mineração no Brasil e no mundo”, finalizou. 

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Na manhã desta terça-feira, o gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, foi jurado na Mostra Interdisciplinar da Escola Municipal Dr. Crispim Raymundo de Souza. Ao lado da bióloga Marina Cabral e da representante da Associação Universitária Lavrense (ASSUL), Thayza Leivas de Medeiros, avaliou os trabalhos realizados por alunos das turmas de 6° e 7° ano.


Os vencedores foram os seguintes:

  • Sabão caseiro com óleo usado e soda (7°)
  • Permeabilidade do solo (6° ano)

A equipe da Águia Fertilizantes parabeniza os vencedores e os demais participantes.

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

A sede do Projeto Fosfato Três Estradas abriu suas portas, na última sexta-feira, para alunos do penúltimo ano do curso de Geologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Recebidos pelo geólogo Lucas Galinari os estudantes realizaram a visita para entender a geologia e o histórico do projeto. “É importante para a empresa e, particularmente para mim, que já fui aluno, apresentar o Projeto Fosfato. Fico muito feliz em ajudar e apoiar esse tipo de iniciativa, dialogando e realizando discussões técnicas e acadêmicas que enriquecem tanto eles quanto nós” comenta Lucas.

A pesquisa de campo faz parte da disciplina de Geologia Econômica, que sob a coordenação do professor Rodrigo Wink Lopes, estuda o modo de ocorrência em ambientes geológicos propícios para depósitos minerais. “A importância desta visita é o contato do aluno com o lado profissional e prático, uma vez que, durante a graduação, muitos alunos ainda estão escolhendo em que ramo da geologia desejam trabalhar. E também é interessante visualizar e descrever os testemunhos de sondagens realizados pela Águia, além de entender o processo de mineralização do fosfato.”

O gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, salienta: “mais uma vez, nota-se o interesse da comunidade geológica frente à importância da descoberta desse depósito que alia fosfato e carbonato para o uso em fertilizantes e corretivos de solo”.

Para o professor Rodrigo “a saída de campo auxilia o conhecimento teórico que foi discutido em sala de aula, além da importância de se conhecer um empreendimento sério, que faz um trabalho correto e de maneira competente”.

Mineração e a importância do fosfato.

Mineração e a importância do fosfato.

A economia do Brasil sempre teve uma relação estreita com a extração mineral, e no Rio Grande do Sul não foi diferente. Um dos principais exemplos é o surgimento de Lavras do Sul, cidade conhecida por nascer a partir da descoberta de depósitos minerais oriundos de formações ígneas e sedimentares. Foi no final do século XVIII que ricas jazidas de ouro foram identificadas na região, o que fez com que Lavras do Sul recebesse a fama de “Terra do Ouro”. Desde então, ocorreram diversos ciclos de mineração, que durante décadas estiveram focados neste tipo de minério.

O cenário começou a mudar a partir de 2007, quando a antiga crença de que o Estado do RS não tinha vocação geológica para ocorrências de fosfato, foi derrubada após a realização de pesquisas geológicas em Lavras do Sul.

Descobriu-se, através de pesquisa de ouro da Mineração Santa Elina (2008), que na região, além de ocorrer diversas concentrações de minerais do Estado (segundo estudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), a região possui jazidas de fosfato com viabilidade técnica e econômica para extração, comprovada pelo intenso trabalho de pesquisa efetuado pela Águia Fertilizantes nos últimos oito anos.

O fósforo, componente natural de animais e vegetais, é o grande responsável pela geração de energia para produção vegetal, já que é crucial na fotossíntese e para a reprodução, além de participar ativamente do processo de crescimento e sustentação dos vegetais. Em animais ruminantes, este sal é requerido para digestão da celulose e síntese de proteína microbiana, sendo essencial para garantir um bom desenvolvimento corporal e maior ganho de peso. Por isso, junto com o nitrogênio e o potássio, é um dos principais nutrientes encontrados em fertilizantes inorgânicos, insumo insubstituível e cada vez mais necessário na agricultura e na suplementação animal.

Na produção agrícola, os fertilizantes são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, devido principalmente ao grande aumento nos preços de seus principais componentes. Atualmente, o mercado brasileiro possui uma forte dependência externa de fosfato, importando cerca de 59% para atendimento do consumo interno. Deste total, 28% do consumo está na região sul do Brasil, sendo 13% exclusivamente do RS. Dentro deste contexto, o governo do Rio Grande do Sul considera alguns projetos, como o de extração de fosfato em Lavras do Sul, estratégicos para alavancar a geração de emprego e consequentemente a economia.

Reconhecida por ser a única cidade no Estado com remates de gado geral em todos os finais de semana, Lavras do Sul hoje também mostra seu potencial para a agricultura. Isto demonstra a importância da descoberta de uma jazida de fosfato em suas terras, já que segundo estudos, reduzirá em 80% a dependência da matéria prima hoje importada. Um ciclo econômico que beneficiará não só a região, mas todo o Estado do Rio Grande do Sul.

Águia Fertilizantes recebe visitantes da Universidade Federal do Pará

Águia Fertilizantes recebe visitantes da Universidade Federal do Pará

Interessados em conhecer a história sobre a descoberta da grande jazida de
carbonatito no Rio Grande do Sul, engenheiros, geólogos, agrônomos e professores das Universidades Federal do Pará, Federal Rural da Amazônia e Unilasalle visitaram, na última semana, a sede do Projeto Fosfato Três Estradas.


De acordo com José Fanton, gerente de geologia do Projeto, a iminência da
construção e início da produção de fosfato na cidade de Lavras do Sul gerou a curiosidade dos pesquisadores da área.


“A visita superou as expectativas de conhecimento geológico, e achamos
muito interessante a proposta do projeto” comentou Rubens Müller Kautzmann, engenheiro de minas e professor da Unilasalle.

Quadras e palco: o poder da felicidade

Quadras e palco: o poder da felicidade

Quando me recebeu na sede da Escolinha Movimento Livre, a professora Luciana Pergher disse estar cansada. Em poucos instantes, no entanto, já não existia mais aquele aspecto de quem tem trabalhado arduamente.

Ela deve ter repetido algumas vezes, durante nossa conversa, que “quem corre porque gosta não cansa”. E é nítido: o trabalho de professora desta lavrense de 33 anos foi a realização pessoal de uma menina que, no final dos anos 80, saía de casa com um coque bem puxado, meia-calça, saiote e malha cor-de-rosa. A pequena bailarina da tia Dolores não poderia imaginar que seus sonhos se tornariam realidade exatamente nos palcos.

Luciana faz parte, desde 2016, da Escola Movimento Livre, uma instituição privada que oferece além de reforço escolar, aulas de dança e futebol. Na época, convidada pela proprietária da escola, Marina Tunholi, juntaram uma turma de seis meninas para concorrer no festival lavrense Ourodança. Hoje, passados três anos, a escola já virou uma referência: “Atualmente temos 130 alunos, divididos entre as atividades que ofertamos. A Marina é uma excelente chefe, trouxe toda experiência que possui do setor público e supervisiona-nos, cobra-nos, dando toda a liberdade que um professor sonha em ter”.

Bastam ter dois dedos de prosa para sabermos: tudo o que essa libriana quer é trabalhar. Professora de Educação Física da rede estadual, a “sora Lu”, como os alunos carinhosamente a chamam, dá aulas para turmas do ensino fundamental e médio, em todos os turnos do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão, também desde 2016. Mas não foi fácil chegar até aqui. “Eu me formei em 2007 pela Urcamp em Bagé, passei um ano com um contrato na Prefeitura de Lavras e logo já fui embora para trabalhar em Caçapava. Fiquei longos seis anos esperando para conseguir a remoção de volta à minha terra Natal.”

Apesar de ter se ausentado por esse período, Luciana admite que nunca passou por sua cabeça viver fora de Lavras. “Meu sonho sempre foi vir para cá e quando tive a oportunidade, vim com tudo. Construí minha casa aqui e hoje não me vejo morando em outro lugar.” Com a fala rápida, e um sorriso no rosto, que é uma de suas maiores características, ela conta que, apesar de ter sua casa, não fica um dia sequer sem visitar os pais, Elisa e Ladi. “Eles são minha base, meu suporte. Quero ser para eles o que eles foram para os meus avós. Minha mãe é minha referência como profissional e como pessoa. Virei professora por causa dela.”

Também foi da família que veio a inspiração para a educação física, quando o irmão, Alessandro, cursava esta faculdade. “Ele e a Josi também me deram as duas maiores alegrias da vida. Meus sobrinhos, Isadora e Caetano são tudo para mim. A Isadora convivo diariamente, estamos juntas na escola e também no Movimento Livre. Ela está com 12 anos então além de minha aluna é minha companheira em tudo. O Caetano, por ser menor, ele está com 3 anos, ainda fica menos comigo mas procuro estar todos os finais de semana com ele.”

Luciana conta que ao retornar para Lavras não abria mão de seus sábados entre amigos, ou de um mate no final da tarde. Hoje gerencia a vida de forma que não se afaste dos amigos mas o prazer pelo trabalho toma conta de uma parcela grande do seu tempo. “É muito bom olhar para trás e ver o amadurecimento que tivemos. Pode parecer conversa, mas o financeiro, apesar de importante, não é o que mais me motiva. Meu trabalho me enriquece, me enlouquece e me faz vibrar”.

Luciana conta orgulhosa que tem, junto com os colegas, um cuidado enorme no planejamento. “No início do ano, montamos todo o esquema para as atividades que queremos realizar e nos dedicamos a cada novo aluno que chega. Observamos a particularidade de cada um, preocupamo-nos quando algum falta, procuramos acompanhá-lo nas atividades escolares. Enfim, nossos alunos são como parte da família”.

Essa preocupação faz com que Luciana esteja sempre em busca de aprender algo novo. “A Marina me ensinou muito isso, de não estar parada, de procurar me aprimorar em tudo o que eu quiser melhorar. Me espelho muito nessa vontade que ela tem de crescer. Meu foco no momento é conhecer mais sobre o autismo, porque temos alunos com esse transtorno e quero dar a atenção que eles necessitam”.

Para a professora Lu, criar um vínculo com os membros das famílias de cada aluno é essencial. Atualmente a faixa etária do Movimento Livre vai de dois a 15 anos. “Pegamos muitas faixas de idade, então é importante que os pais estejam envolvidos no processo. Procuramos trazê-los sempre para dentro da escolinha, e os alunos se sentem mais valorizados quando enxergam os pais nas arquibancadas ou plateias assistindo aos feitos deles.”

Apesar de dizer que nunca pensara em trabalhar com dança, ela hoje fica bem confortável no papel de coreógrafa. Já são muitos prêmios ao longo dos últimos anos, e o olho da Luciana brilha ao contar que é empolgante aplicar tudo o que aprendeu teoricamente na Universidade. “Ver o desenvolvimento dessas crianças é uma motivação. Algumas delas chegam aqui pequeninhas, e vamos acompanhando o crescimento. Sempre digo a elas que a palavra de ordem é “empoderamento”. Eu quero que elas acreditem nelas mesmas e que tenham humildade na hora das conquistas, subindo cada degrau de uma vez”.

Questionada sobre a relação da cidade com a dança, Luciana destaca:  “ficou uma lacuna muito grande desde que a nossa geração era criança. A Ane Rose é uma pessoa muito importante para a dança aqui na cidade, porque ela criou um festival e motivou as professoras das escolas a se movimentarem. A partir disso, surgiram muitos grupos.” Para Luciana, a ideia é que os pais não precisem sair daqui em busca de opções para seus filhos. “A cidade passou anos sem muitas opções de atividades. Então hoje queremos contribuir. A gente busca inovar, mas sempre exaltando o trabalho de outros profissionais que estão se dedicando há anos à educação paralela: o Ricardo, com o Independente, a Helena com as línguas, e tantos outros. Queremos agregar; não queremos competir.”

A profissional afirma que visualiza um futuro promissor para a cidade e que acredita que as novas gerações já não precisarão se deslocar daqui para realizarem suas metas. “Essa função da mineração nos trouxe muita esperança, pois sabemos que virão mais pessoas, consequentemente mais renda, e que os cidadãos irão procurar mais atividades. Então vejo o Movimento Livre crescendo nesse ambiente favorável”.

A Luciana é uma mulher formada pelos valores que recebeu na vida. Em praticamente todas as frases que fala, alguém em quem se espelhou, ou alguém que a ajuda, é citado. As companheiras do Movimento Livre, Talita, Cacá e Mariana; o namorado Édipo; as colegas da escola e os amigos pessoais. “Não precisamos ir longe para conseguir a realização que buscamos. Aqui em Lavras, além de tudo, ainda tenho qualidade de vida. Vivi e respirei a escola Dr. Bulcão desde pequena. Trabalhar lá hoje é um sonho concretizado, e o Movimento Livre foi um “up” na minha vida”.

Essa vontade de crescer também explica outra paixão: a política. Luciana é muito ativa como cidadã e é daquelas que não deixa de lutar quando acredita em um ideal. “Faço greve quando necessário; não entendo as pessoas não lutarem por melhores condições de trabalho. É um direito nosso, e vou atrás não só por mim, mas por aqueles que virão depois.”

É possível definir nossa entrevistada em uma única palavra: parceira. A Luciana Pergher tia, namorada, amiga, professora, filha e coreógrafa é uma competidora nata e não deixa de estar junto de quem ama e de estender a mão a quem precisa. “Adoro sair com meus alunos para competir. Não só pela competição, mas por poder mostrar a eles outras realidades. Eu quero as crianças vendo que são capazes de alcançar seus ideais. Amo poder oferecer alternativas para tantas pessoas. Quando dizemos a nós mesmos que “podemos”, conseguimos qualquer coisa”.

SEGURANÇA E TECNOLOGIA: O futuro da mineração.

SEGURANÇA E TECNOLOGIA: O futuro da mineração.

É provável que neste momento você esteja lendo este texto ou de um computador ou de um aparelho celular. Já parou para pensar quantos minerais precisam ser extraídos para fabricar cada um destes objetos? Agora tire os olhos da tela e observe o que está ao seu redor. Cadeiras, mesas, iluminação, janelas, prédios, carros, alimentos, entre tantos outros elementos que compõe o nosso dia-a-dia. Todos eles compartilham algo em comum: são fruto da mineração, a indústria mais elementar da civilização humana e também conhecida por ser a mãe das indústrias. É por meio dela que se obtém, por exemplo, o calcário, um destaque na construção e acabamento de uma casa: ele aparece na composição do concreto, dos tijolos, dos vidros, das louças sanitárias, dos azulejos, cerâmicas e porcelanatos, nas tintas, em alguns modelos de caixas d’água, nos encanamentos e no telhado.

Os últimos acontecimentos envolvendo acidentes na mineração mobilizaram atenção da imprensa e da comunidade mundial, colocando em voga não somente as consequências de uma fiscalização deficitária, mas principalmente a necessidade cada vez maior de estudos que relacionam inovação, segurança, tecnologia e mineração. Afinal, já que viver sem esta indústria é impossível, a melhor saída é usar a tecnologia a nosso favor, para promover uma mineração cada vez mais eficaz, segura e respeitosa com o meio ambiente.

No Brasil apesar da carência de recursos para o setor de pesquisa e da falta de integração entre as instituições científicas públicas e a iniciativa privada, existem setores que incentivam o desenvolvimento de uma nova fase da mineração, usando como exemplo diversos benefícios que tecnologias como a biomineração, nanotecnologia, a inteligência artificial e a IoT[1] têm trazido para a indústria.

Esses novos recursos tecnológicos viabilizam, além da mineração para usos tradicionais, sua aplicação em estratégias para um futuro sustentável, como a expansão da energia eólica e  solar. No caso da energia vinda dos ventos, para a construção e manutenção de um parque torna-se necessário um variado número de minérios como: bauxita (minério de alumínio), agregados da construção civil, cobalto e terras raras (para ímãs e baterias), cobre e zinco (fiação), minério de ferro (aço) e molibdênio usado nas ligas especiais.

Já quando o assunto é energia solar, é preciso ter em conta que, para a fabricação das placas fotovoltaicas, utiliza-se o silício, segundo elemento químico mais abundante na natureza. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais do minério de grau metalúrgico. Nas placas também é usado vidro e alumínio e ambos necessitam do setor mineral.

A mineração precisa estar atrelada à preservação ambiental e a um futuro mais sustentável. Mudanças e evoluções no segmento apontam para caminhos novos ao empreender: mais envolvimento social, tecnologia e inovação investidas na proteção ambiental e na conservação da biodiversidade. A Flonaca (Floresta Nacional de Carajás) é apenas um exemplo de que preservação e mineração podem e devem andar juntas.


[1]  A Internet das Coisas (do Inglês, Internet of Thing: IoT) é uma rede de objetos físicos, veículos, prédios e outros que possuem tecnologia embarcada, sensores e conexão com rede capaz de coletar e transmitir dados.

Moradores das Três Estradas falam sobre relação com a Águia Fertilizantes

Moradores das Três Estradas falam sobre relação com a Águia Fertilizantes

Estar em harmonia com a comunidade é condição básica para o sucesso de qualquer empreendimento, e a Águia Fertilizantes sabe disso. Estabelecida em Lavras do Sul desde 2011, a empresa vem mantendo um diálogo aberto e transparente com a população local informando sobre o tipo de pesquisa mineral que é feita na região, cumprindo com as normas estabelecidas em lei e recolhendo os impostos pertinentes ao setor da mineração.

Após o lançamento do Projeto Fosfato Três Estradas, em agosto de 2017, que pretende extrair, beneficiar e comercializar o minério de fosfato para produção de matéria prima voltada à indústrias de fertilizantes,  a empresa vem trabalhando para manter a população informada sobre todos os passos do empreendimento por meio de um diálogo aberto e constante com a comunidade local. Muitos já sentem o efeito disso.

Filho da Dona Giselda, uma das moradoras mais antigas de Três Estradas, uma parteira que fez vir ao mundo mais de mil pessoas, o Sr. Wainer da Silva Parodes confirmou a boa relação que tem com os funcionários da Águia Fertilizantes: “Nunca invadiram o que é meu, sempre fui informado como iria funcionar o Projeto e nunca nos negaram qualquer coisa”.

Além dele, centenas de outros moradores das Três Estradas tiveram, em mais de uma ocasião, oportunidade para conhecer os detalhes do Projeto, em rodas de conversa e debates com os responsáveis pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA/RIMA). “Sempre que me pediram disponibilizei o salão daqui da minha propriedade para que eu e nossos vizinhos tivéssemos a oportunidade de ter os esclarecimentos que precisávamos” completa Wainer.

A grande maioria dos moradores que serão atingidos pelo empreendimento já sinalizaram, inclusive, que venderão suas terras caso seja necessário: “Não tive nenhum problema com a empresa, quando eu manifestei alguma contrariedade nós conversamos e houve acerto”, comenta o produtor rural da região Evandro Camera. Ele conta que sempre teve todo tipo de explicação que foi solicitada: “A gente não compreendia tudo, e sempre tiveram paciência para explicar”.

Antônio David Farina, um dos proprietários com os melhores índices de produtividade da região e que está estabelecido em Lavras do Sul há 14 anos, diz que ninguém deseja ter que mudar seus planos, mas entende que um empreendimento desse porte é capaz de trazer benefício para um Estado inteiro, deve receber o aval de todos. “Nunca tive problemas, nem com a Águia e nem com o pessoal que veio fazer os estudos de impacto ambiental. No início não queria que entrassem aqui nos meus campos e sempre fui respeitado. Aos poucos fui recebendo informações e conversando e hoje tenho uma boa relação” comenta.

Para o gerente do Projeto da Águia Fertilizantes, José Fanton, sempre foi interesse da empresa proporcionar aos moradores de Lavras do Sul e de toda a região o máximo de informações. “Procuramos mostrar com transparência o que se prevê com a implantação do empreendimento, suas vantagens e as implicações” comentou. Àqueles que ainda se posicionam contra o projeto, a empresa segue com as portas abertas para um diálogo construtivo.

 Referindo-se aos boatos pejorativos que eventualmente circulam sobre o empreendimento, o produtor rural e morador da região das Três Estradas, Elvis Reni Camargo, destaca que as pessoas não deveriam falar inverdades: “Nunca deixaram uma porteira aberta e tudo o que foi tratado sempre foi cumprido. Andamos lendo algumas coisas e parece que nós também devemos falar, as minhas reivindicações sempre foram atendidas. Meu irmão e minha irmã que não moram aqui na área como eu, estão mais felizes com a possibilidade de negociar seus campos. Para mim foi um pouco mais difícil. Se me perguntar eu não escolheria sair daqui, mas é por um bem maior, então eu não me importo de comprar campo e seguir trabalhando em outro lugar”.

Assessoria de Comunicação Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

6 coisas que você precisa saber sobre o Projeto Fosfato

Incentivar a economia do Rio Grande do Sul e reduzir a dependência de matéria-prima para as indústrias gaúchas produtoras de fertilizantes são alguns dos principais objetivos do Projeto Fosfato. A seguir, você conhecerá um pouco mais sobre este empreendimento que prevê um investimento superior aos 100 milhões de dólares na região.

1- A região das Três Estradas não é rica em terras-raras

Terras-raras são um grupo de 17 metais encontrados em diferentes camadas do solo que servem de matéria-prima essencial para itens de alta tecnologia. Conhecido como o “ouro do século XXI”, por sua raridade e alto valor econômico, recebem este nome porque localizá-los com o grau de pureza e concentração necessárias é bastante incomum. A região das Três Estradas, onde irá ocorrer a mineração de Fosfato, não é rica nestes metais e por isso não é economicamente viável a atividade de extração de terras-raras neste local. O Projeto Fosfato Três Estradas, localizado em Lavras do Sul, tem como único objetivo de extrair, beneficiar e comercializar o minério de fosfato e o calcário calcítico, para produção de matéria prima para a indústria de fertilizantes e de corretivo agrícola, respectivamente.

2- O projeto suprirá a demanda de fosfato o Estado por mais de duas décadas

O Brasil responde hoje por 80% do consumo de fosfato da América Latina e importa quase metade da rocha fosfática que necessita. No caso do Rio Grande do Sul, grande consumidor de fertilizantes em razão de sua vocação agrícola, todo o fósforo que alimenta a indústria de fertilizantes é importado de países do norte da África. O Projeto Fosfato tem como objetivo realizar o aproveitamento econômico de uma jazida que poderá suprir, por mais de 20 anos, boa parte da necessidade de fosfato no Estado.

3- A mineração de fosfato não está associada à contaminação radioativa

Quase a totalidade do fosfato produzido no Brasil é proveniente de carbonatitos (rochas que contém mais de 50% de minerais). Apesar de possuírem notável vocação para conterem depósitos de Urânio e Tório (dois materiais radioativos), existem centenas de carbonatitos que não possuem esses elementos. Este é o caso do material encontrado nas Três Estradas. Os resultados das análises radiométricas efetuadas nos testemunhos de sondagem não revelaram nenhum tipo de radiação no carbonatito da região, o que garante que este não é um foco de contaminação radioativa.

4- O projeto terá um impacto positivo na pecuária do Rio Grande do Sul

A mineração de fosfato não irá produzir qualquer efeito ou provocar qualquer contaminação que possa prejudicar a agricultura ou pecurária da região. Pelo contrário! O fosfato é um ingrediente mineral utilizado na produção de rações e suplementos.  A suplementação na alimentação de bovinos, aves e suínos garante melhor desenvolvimento corporal, maior ganho de peso e, consequentemente, maior produtividade. Mais de 80% do fosfato produzido globalmente é aplicado como fertilizante para ajudar na produção de alimentos para a crescente população mundial. Estudos do IFA (The International Fertilizer Industry Association) sobre a demanda mundial de fertilizantes situam o Brasil entre os principais consumidores mundiais. A demanda crescente por alimentos aliada à necessidade de redução do desmatamento exige que as terras produtivas sejam usadas de forma mais eficientes e sustentáveis. Nessa perspectiva, empreendimentos como o Projeto Fosfato são fundamentais para reduzir nossa dependência externa de fertilizantes e enriquecer a pecuária do Estado.

5- As águas no entorno do Projeto Fosfato não terão problemas de eutrofização

A eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas para níveis que afetem a utilização normal e desejável da água. O fator substancial para este aumento é a maior concentração de nutrientes, essencialmente o nitrogênio e o fósforo. O projeto da Águia nas Três Estradas não trará este problema, uma vez que o fósforo que será retirado na região é do tipo P2O5 (complexado com o oxigênio), diferente da forma iônica PO4 que traz o problema da eutrofização para a água.

6- A região minerada é devolvida recuperada ambientalmente para a comunidade

A Águia é uma empresa que se preocupa com o meio ambiente, seguindo rigorosamente as recomendações legais do país. Toda atividade de mineração tem plano de instalação e também plano para fechamento da mina. Passados os anos previstos de atividade, a área será devolvida recuperada do ponto de vista estrutural e ambiental. A maneira como isso ocorrerá dependerá do projeto final das instalações (tamanhos das estruturas, atividades públicas e privadas desenvolvidas no entorno, por exemplo). Além disso, o plano pode ser desenvolvido em conjunto com a comunidade, atendendo demandas da região.