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Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Diretoria da Águia Resources se reúne no Brasil para conhecer locais de futuros investimentos

Durante uma semana a diretoria da Águia Fertilizantes recebeu no Brasil uma comitiva de investidores da Águia Resources. O grupo que veio da Austrália chegou no dia 22 de julho e esteve no país para conhecer de perto os futuros empreendimentos em mineração que a empresa está investindo no Rio Grande do Sul.

Como primeiro compromisso os representantes da Águia Fertilizantes S.A. e da Águia Resources, estiveram reunidos com o governador do Estado, Eduardo Leite, para apresentar o Projeto Fosfato Três Estradas e manifestar a intenção de investir em mais projetos no Rio Grande do Sul. O governador se mostrou bastante entusiasmado com o projeto e os benefícios que este trará para a economia gaúcha.


Além de reuniões internas da equipe, os visitantes estiveram em Rio Grande para conhecer a logística da produção de fertilizantes, produto que futuramente deverá ser comercializado a partir da mineração realizada pela empresa.


Nos últimos dias da viagem pelo Brasil o grupo esteve na região da campanha gaúcha, onde conheceram Caçapava do Sul, local em que a Águia atualmente faz pesquisa e Lavras do Sul, município que aguarda a liberação da Licença Prévia do Projeto Fosfato Três Estradas.


Em ambas as cidades a comitiva teve reuniões com o executivo local. Em Caçapava do Sul com o vice-prefeito Luiz Guglielmin, e em Lavras do Sul com o prefeito Sávio Prestes, ocasiões em que puderam reafirmar as intenções de investir na região.


Encantados com a hospitalidade dos moradores da metade sul, os australianos ficaram impressionados com o potencial mineral da região, e saíram muito otimistas com a possibilidade de trazer ainda mais investimentos para o local.


Fizeram parte da comitiva o diretor técnico da Águia Fertilizantes S.A., Fernando Tallarico, Christiane McGrath, advogada e Presidente do Conselho Administrativo da Águia Resources, Richard McGrath, sócio majoritário da Kemosabe Capital (fundo de investimentos de Sydney) e representante de acionistas da Águia Resources, David Shearwood, engenheiro de minas, diretor e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Jonathan Guinness, geólogo, diretor de contratos e membro do Conselho Administrativo da Águia Resources, Peter Curtis, responsável pela relação com os investidores e gerenciamento e captação de fundos e Michael Duligal, químico e analista de negócios.

Governador recebe representantes da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas

Governador recebe representantes da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas

A tarde desta terça-feira (23) foi de boas notícias para Lavras do Sul. Em uma reunião realizada no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite recebeu representantes e diretores da Águia Fertilizantes S.A e da Águia Resources para conhecer o Projeto Fosfato Três Estradas e manifestar o interesse do Estado no empreendimento.

De acordo com Leite, a superação da crise nas finanças do Rio Grande do Sul depende de investimentos no setor privado, e por isso o governo deseja estimular projetos como o de mineração de fosfato. O governador ressaltou, entretanto, que é importante estar sempre atento à correta exploração de recursos naturais, mantendo um cuidado constante com o meio ambiente. Após assistir a um vídeo sobre o empreendimento, Leite se disse satisfeito com os detalhes apresentados.

Os secretários de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, e de Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos, acompanharam a reunião, assim como os deputados Luís Augusto Lara, presidente da Assembleia, e Luiz Marenco. De acordo com Lemos, o projeto é prioridade para o Estado.

Ao final do encontro, o diretor técnico da Águia Ferilizantes S.A., Fernando Tallarico, apresentou os representantes da Águia Resources para o governador, que agradeceu a presença do grupo. Estiveram presentes Christiane McGrath, Jonathon Guinness e David Shearwood, membros do Conselho Administrativo da Aguia Resources.

A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

A importância dos insumos agrícolas para o rentável setor da agricultura brasileira

Como em qualquer outro segmento, a agricultura necessita produzir, armazenar e comercializar corretamente para que no final a produção alcance seus objetivos e gere o lucro esperado. Os insumos agrícolas são parte essencial neste planejamento, porque compreendem os mecânicos (equipamentos e máquinas), os biológicos (elementos de origem vegetal ou animal, restos de culturas, estercos, sementes e mudas, microrganismos, algas, etc.) e por fim os minerais ou químicos (fertilizantes, pós de rocha, defensivos agrícolas).

Segundo o Engenheiro Agrônomo Carlos Renato Barbosa da Silva, sem estes insumos não conseguiríamos alimentar a população existente no planeta. “A produção mundial de alimentos só se sustenta com o uso deles, pois aumentam a produtividade das culturas. Sabemos que ainda há muitas pessoas com fome, mas o problema está na má distribuição, na logística e no desperdício” explica.

Um estudo intitulado “Crescimento e produtividade da agricultura brasileira de 1975 a 2016” e publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontou que o produto agropecuário brasileiro cresceu mais de quatro vezes no período pesquisado e que a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 187 milhões de toneladas, enquanto a pecuária aumentou de 1,8 milhão para 7,4 milhões de toneladas. Segundo o autor da pesquisa, José Garcia Gasques, que é coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério, estes resultados elevaram o Brasil ao nível de grande produtores de alimentos e um dos maiores produtores e exportadores de carnes do mundo. “O salto da produção deu-se principalmente pela melhor utilização de insumos, com efeitos diretos sobre a produtividade” comentou.

O papel estratégico dos insumos minerais para fins agrícolas no país também é evidenciado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que afirma que o setor do agronegócio apresentou um salto comercial de US$ 73,1 bilhões ao país em 2016, especialmente em função das características do solo e do elevado percentual da participação do agronegócio na economia brasileira.

Na indústria gaúcha o cenário não é diferente. Desde a década de 60 a agricultura do Rio Grande do Sul tem se desenvolvido de forma significativa e, como os solos tropicais geralmente são solos muito intemperizados e apresentam baixos teores de fósforo e de bases trocáveis, elevada saturação por alumínio, baixos valores de PH e elevada capacidade de fixação de fósforo, é usual a aplicação de fertilizantes fosfatados.

As principais substâncias minerais de interesse como insumos agrícolas no RS são o calcário, para calagem dos solos e o fosfato para fertilizantes. A calagem é uma técnica de correção do solo que segundo estudos pode até mesmo dobrar a produtividade de determinada área, em poucos anos.

Como a oferta interna de fertilizantes não é suficiente para atender a demanda do país, o valor de se produzir insumos no Brasil é alto. Mas para Carlos Renato Barbosa da Silva, este cenário pode mudar em curto prazo, já que surgem novas possibilidades que trazem excelentes perspectivas para a produção. “A ocorrência de rocha fosfática na região da Campanha gaúcha, será muito benéfica e de real importância econômica e social para o RS. Nossos campos nativos estão degradados: pobres e ácidos, o que é consequência de duzentos anos de pecuária mal administrada, já que não repomos o que tiramos do solo.”

O uso da tecnologia para planejar a produção agrícola, reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir os impactos ambientais é destacado por especialistas como um dos pilares da agropecuária do futuro. Em termos de impactos ao meio ambiente, um aspecto importante é o incremento da eficiência energética das etapas e equipamentos utilizados.

O uso deliberado de defensivos agrícolas também é uma preocupação mundial. Para o engenheiro agrônomo “o uso de defensivos agrícolas de modo inadequado é o que mais causa mal ao meio ambiente e a saúde humana, e também no caso do Brasil, uma legislação errada e por vezes mal intencionada”.

Para Carlos Renato há diversas melhorias que podem ser feitas. “Há defensivos seletivos que atacam uma praga e não fazem mal a outra, como os piretroides (composto químico sintético similar às substãncias naturais piretrinas produzidas pelas glores) que não prejudicam as abelhas. Entretanto, os principais problemas são o uso de doses muito altas, repetições desnecessárias e a não observação dos prazos de carência para consumo.”

A preocupação com o meio ambiente é uma pauta muito atual e estudos para uma utilização correta dos insumos já ganhou espaço na agenda dos pesquisadores. É possível realizar a utilização destas ferramentas, que comprovadamente aumentam a lucratividade do produtor, e ainda sim ter o cuidado de reduzir os impactos ambientais.

Mining Tech & Biz Talks

Mining Tech & Biz Talks

O Projeto Fosfato Três Estradas foi um dos temas abordados, na noite de terça-feira (25), durante o Mining Tech & Biz Talks, evento realizado na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre, que debateu temas como o futuro energético do país e as novas tecnologias na mineração. Durante mais de três horas, acadêmicos, empresários e especialistas de diferentes setores conversaram sobre o futuro energético do Rio Grande do Sul e o papel fundamental da mineração para o crescimento econômico do Estado.

Professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o engenheiro Jorge Dariano Gavronski foi um dos palestrantes do evento e destacou o interesse nas jazidas de fosfato do Estado pela alta demanda de fertilizantes para o agronegócio.

“A mineração é o elo inicial de todos os insumos para construção civil, infraestrutura, construção pesada e indústria de transformação. No caso da jazida de Lavras do Sul, esta não apenas reduziria a necessidade do Estado de importar fertilizantes, como abriria a possibilidade de o RS se tornar um exportador”, destacou.

O especialista ressaltou, ainda, que o setor de mineração conta com grandes avanços tecnológicos que garantem uma redução significativa nos impactos ambientais, sendo um dos grandes focos de desenvolvimento, de atração de empregos e investimentos.

 Participando como ouvinte, o prefeito de Lavras do Sul, Sávio Prestes, aproveitou o momento de bate-papo para comentar que, desde eleito, há dois anos, passou a aprender sobre a mineração e a reconhecer o papel fundamental do setor.

“Acompanhando o projeto da Águia Fertilizantes a partir do trabalho de comunicação feito pela empresa Nano BizTools, compreendi que é preciso enxergar este setor como algo fundamental para o desenvolvimento social e econômico, ainda mais em uma cidade como Lavras do Sul, que se originou a partir da mineração. Cimento é feito de mineração, areia é feita de mineração, quem anda de automóvel depende da mineração. Há uma distorção total sobre o tema, que hoje em dia está ideologizado. É preciso cada vez mais levantar a voz e mostrar o real papel da mineração no Brasil e no mundo”, finalizou. 

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Gerente da Águia Fertilizantes participa de Feira de Ciências em Lavras do Sul

Na manhã desta terça-feira, o gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, foi jurado na Mostra Interdisciplinar da Escola Municipal Dr. Crispim Raymundo de Souza. Ao lado da bióloga Marina Cabral e da representante da Associação Universitária Lavrense (ASSUL), Thayza Leivas de Medeiros, avaliou os trabalhos realizados por alunos das turmas de 6° e 7° ano.


Os vencedores foram os seguintes:

  • Sabão caseiro com óleo usado e soda (7°)
  • Permeabilidade do solo (6° ano)

A equipe da Águia Fertilizantes parabeniza os vencedores e os demais participantes.

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

Águia apresenta Projeto Fosfato para alunos do curso de Geologia da Unisinos

A sede do Projeto Fosfato Três Estradas abriu suas portas, na última sexta-feira, para alunos do penúltimo ano do curso de Geologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Recebidos pelo geólogo Lucas Galinari os estudantes realizaram a visita para entender a geologia e o histórico do projeto. “É importante para a empresa e, particularmente para mim, que já fui aluno, apresentar o Projeto Fosfato. Fico muito feliz em ajudar e apoiar esse tipo de iniciativa, dialogando e realizando discussões técnicas e acadêmicas que enriquecem tanto eles quanto nós” comenta Lucas.

A pesquisa de campo faz parte da disciplina de Geologia Econômica, que sob a coordenação do professor Rodrigo Wink Lopes, estuda o modo de ocorrência em ambientes geológicos propícios para depósitos minerais. “A importância desta visita é o contato do aluno com o lado profissional e prático, uma vez que, durante a graduação, muitos alunos ainda estão escolhendo em que ramo da geologia desejam trabalhar. E também é interessante visualizar e descrever os testemunhos de sondagens realizados pela Águia, além de entender o processo de mineralização do fosfato.”

O gerente de geologia do Projeto Fosfato Três Estradas, José Fanton, salienta: “mais uma vez, nota-se o interesse da comunidade geológica frente à importância da descoberta desse depósito que alia fosfato e carbonato para o uso em fertilizantes e corretivos de solo”.

Para o professor Rodrigo “a saída de campo auxilia o conhecimento teórico que foi discutido em sala de aula, além da importância de se conhecer um empreendimento sério, que faz um trabalho correto e de maneira competente”.

Mineração e a importância do fosfato.

Mineração e a importância do fosfato.

A economia do Brasil sempre teve uma relação estreita com a extração mineral, e no Rio Grande do Sul não foi diferente. Um dos principais exemplos é o surgimento de Lavras do Sul, cidade conhecida por nascer a partir da descoberta de depósitos minerais oriundos de formações ígneas e sedimentares. Foi no final do século XVIII que ricas jazidas de ouro foram identificadas na região, o que fez com que Lavras do Sul recebesse a fama de “Terra do Ouro”. Desde então, ocorreram diversos ciclos de mineração, que durante décadas estiveram focados neste tipo de minério.

O cenário começou a mudar a partir de 2007, quando a antiga crença de que o Estado do RS não tinha vocação geológica para ocorrências de fosfato, foi derrubada após a realização de pesquisas geológicas em Lavras do Sul.

Descobriu-se, através de pesquisa de ouro da Mineração Santa Elina (2008), que na região, além de ocorrer diversas concentrações de minerais do Estado (segundo estudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM), a região possui jazidas de fosfato com viabilidade técnica e econômica para extração, comprovada pelo intenso trabalho de pesquisa efetuado pela Águia Fertilizantes nos últimos oito anos.

O fósforo, componente natural de animais e vegetais, é o grande responsável pela geração de energia para produção vegetal, já que é crucial na fotossíntese e para a reprodução, além de participar ativamente do processo de crescimento e sustentação dos vegetais. Em animais ruminantes, este sal é requerido para digestão da celulose e síntese de proteína microbiana, sendo essencial para garantir um bom desenvolvimento corporal e maior ganho de peso. Por isso, junto com o nitrogênio e o potássio, é um dos principais nutrientes encontrados em fertilizantes inorgânicos, insumo insubstituível e cada vez mais necessário na agricultura e na suplementação animal.

Na produção agrícola, os fertilizantes são responsáveis por 30% do custo dos agricultores, devido principalmente ao grande aumento nos preços de seus principais componentes. Atualmente, o mercado brasileiro possui uma forte dependência externa de fosfato, importando cerca de 59% para atendimento do consumo interno. Deste total, 28% do consumo está na região sul do Brasil, sendo 13% exclusivamente do RS. Dentro deste contexto, o governo do Rio Grande do Sul considera alguns projetos, como o de extração de fosfato em Lavras do Sul, estratégicos para alavancar a geração de emprego e consequentemente a economia.

Reconhecida por ser a única cidade no Estado com remates de gado geral em todos os finais de semana, Lavras do Sul hoje também mostra seu potencial para a agricultura. Isto demonstra a importância da descoberta de uma jazida de fosfato em suas terras, já que segundo estudos, reduzirá em 80% a dependência da matéria prima hoje importada. Um ciclo econômico que beneficiará não só a região, mas todo o Estado do Rio Grande do Sul.

Águia Fertilizantes recebe visitantes da Universidade Federal do Pará

Águia Fertilizantes recebe visitantes da Universidade Federal do Pará

Interessados em conhecer a história sobre a descoberta da grande jazida de
carbonatito no Rio Grande do Sul, engenheiros, geólogos, agrônomos e professores das Universidades Federal do Pará, Federal Rural da Amazônia e Unilasalle visitaram, na última semana, a sede do Projeto Fosfato Três Estradas.


De acordo com José Fanton, gerente de geologia do Projeto, a iminência da
construção e início da produção de fosfato na cidade de Lavras do Sul gerou a curiosidade dos pesquisadores da área.


“A visita superou as expectativas de conhecimento geológico, e achamos
muito interessante a proposta do projeto” comentou Rubens Müller Kautzmann, engenheiro de minas e professor da Unilasalle.

Quadras e palco: o poder da felicidade

Quadras e palco: o poder da felicidade

Quando me recebeu na sede da Escolinha Movimento Livre, a professora Luciana Pergher disse estar cansada. Em poucos instantes, no entanto, já não existia mais aquele aspecto de quem tem trabalhado arduamente.

Ela deve ter repetido algumas vezes, durante nossa conversa, que “quem corre porque gosta não cansa”. E é nítido: o trabalho de professora desta lavrense de 33 anos foi a realização pessoal de uma menina que, no final dos anos 80, saía de casa com um coque bem puxado, meia-calça, saiote e malha cor-de-rosa. A pequena bailarina da tia Dolores não poderia imaginar que seus sonhos se tornariam realidade exatamente nos palcos.

Luciana faz parte, desde 2016, da Escola Movimento Livre, uma instituição privada que oferece além de reforço escolar, aulas de dança e futebol. Na época, convidada pela proprietária da escola, Marina Tunholi, juntaram uma turma de seis meninas para concorrer no festival lavrense Ourodança. Hoje, passados três anos, a escola já virou uma referência: “Atualmente temos 130 alunos, divididos entre as atividades que ofertamos. A Marina é uma excelente chefe, trouxe toda experiência que possui do setor público e supervisiona-nos, cobra-nos, dando toda a liberdade que um professor sonha em ter”.

Bastam ter dois dedos de prosa para sabermos: tudo o que essa libriana quer é trabalhar. Professora de Educação Física da rede estadual, a “sora Lu”, como os alunos carinhosamente a chamam, dá aulas para turmas do ensino fundamental e médio, em todos os turnos do Instituto Estadual de Educação Dr. Bulcão, também desde 2016. Mas não foi fácil chegar até aqui. “Eu me formei em 2007 pela Urcamp em Bagé, passei um ano com um contrato na Prefeitura de Lavras e logo já fui embora para trabalhar em Caçapava. Fiquei longos seis anos esperando para conseguir a remoção de volta à minha terra Natal.”

Apesar de ter se ausentado por esse período, Luciana admite que nunca passou por sua cabeça viver fora de Lavras. “Meu sonho sempre foi vir para cá e quando tive a oportunidade, vim com tudo. Construí minha casa aqui e hoje não me vejo morando em outro lugar.” Com a fala rápida, e um sorriso no rosto, que é uma de suas maiores características, ela conta que, apesar de ter sua casa, não fica um dia sequer sem visitar os pais, Elisa e Ladi. “Eles são minha base, meu suporte. Quero ser para eles o que eles foram para os meus avós. Minha mãe é minha referência como profissional e como pessoa. Virei professora por causa dela.”

Também foi da família que veio a inspiração para a educação física, quando o irmão, Alessandro, cursava esta faculdade. “Ele e a Josi também me deram as duas maiores alegrias da vida. Meus sobrinhos, Isadora e Caetano são tudo para mim. A Isadora convivo diariamente, estamos juntas na escola e também no Movimento Livre. Ela está com 12 anos então além de minha aluna é minha companheira em tudo. O Caetano, por ser menor, ele está com 3 anos, ainda fica menos comigo mas procuro estar todos os finais de semana com ele.”

Luciana conta que ao retornar para Lavras não abria mão de seus sábados entre amigos, ou de um mate no final da tarde. Hoje gerencia a vida de forma que não se afaste dos amigos mas o prazer pelo trabalho toma conta de uma parcela grande do seu tempo. “É muito bom olhar para trás e ver o amadurecimento que tivemos. Pode parecer conversa, mas o financeiro, apesar de importante, não é o que mais me motiva. Meu trabalho me enriquece, me enlouquece e me faz vibrar”.

Luciana conta orgulhosa que tem, junto com os colegas, um cuidado enorme no planejamento. “No início do ano, montamos todo o esquema para as atividades que queremos realizar e nos dedicamos a cada novo aluno que chega. Observamos a particularidade de cada um, preocupamo-nos quando algum falta, procuramos acompanhá-lo nas atividades escolares. Enfim, nossos alunos são como parte da família”.

Essa preocupação faz com que Luciana esteja sempre em busca de aprender algo novo. “A Marina me ensinou muito isso, de não estar parada, de procurar me aprimorar em tudo o que eu quiser melhorar. Me espelho muito nessa vontade que ela tem de crescer. Meu foco no momento é conhecer mais sobre o autismo, porque temos alunos com esse transtorno e quero dar a atenção que eles necessitam”.

Para a professora Lu, criar um vínculo com os membros das famílias de cada aluno é essencial. Atualmente a faixa etária do Movimento Livre vai de dois a 15 anos. “Pegamos muitas faixas de idade, então é importante que os pais estejam envolvidos no processo. Procuramos trazê-los sempre para dentro da escolinha, e os alunos se sentem mais valorizados quando enxergam os pais nas arquibancadas ou plateias assistindo aos feitos deles.”

Apesar de dizer que nunca pensara em trabalhar com dança, ela hoje fica bem confortável no papel de coreógrafa. Já são muitos prêmios ao longo dos últimos anos, e o olho da Luciana brilha ao contar que é empolgante aplicar tudo o que aprendeu teoricamente na Universidade. “Ver o desenvolvimento dessas crianças é uma motivação. Algumas delas chegam aqui pequeninhas, e vamos acompanhando o crescimento. Sempre digo a elas que a palavra de ordem é “empoderamento”. Eu quero que elas acreditem nelas mesmas e que tenham humildade na hora das conquistas, subindo cada degrau de uma vez”.

Questionada sobre a relação da cidade com a dança, Luciana destaca:  “ficou uma lacuna muito grande desde que a nossa geração era criança. A Ane Rose é uma pessoa muito importante para a dança aqui na cidade, porque ela criou um festival e motivou as professoras das escolas a se movimentarem. A partir disso, surgiram muitos grupos.” Para Luciana, a ideia é que os pais não precisem sair daqui em busca de opções para seus filhos. “A cidade passou anos sem muitas opções de atividades. Então hoje queremos contribuir. A gente busca inovar, mas sempre exaltando o trabalho de outros profissionais que estão se dedicando há anos à educação paralela: o Ricardo, com o Independente, a Helena com as línguas, e tantos outros. Queremos agregar; não queremos competir.”

A profissional afirma que visualiza um futuro promissor para a cidade e que acredita que as novas gerações já não precisarão se deslocar daqui para realizarem suas metas. “Essa função da mineração nos trouxe muita esperança, pois sabemos que virão mais pessoas, consequentemente mais renda, e que os cidadãos irão procurar mais atividades. Então vejo o Movimento Livre crescendo nesse ambiente favorável”.

A Luciana é uma mulher formada pelos valores que recebeu na vida. Em praticamente todas as frases que fala, alguém em quem se espelhou, ou alguém que a ajuda, é citado. As companheiras do Movimento Livre, Talita, Cacá e Mariana; o namorado Édipo; as colegas da escola e os amigos pessoais. “Não precisamos ir longe para conseguir a realização que buscamos. Aqui em Lavras, além de tudo, ainda tenho qualidade de vida. Vivi e respirei a escola Dr. Bulcão desde pequena. Trabalhar lá hoje é um sonho concretizado, e o Movimento Livre foi um “up” na minha vida”.

Essa vontade de crescer também explica outra paixão: a política. Luciana é muito ativa como cidadã e é daquelas que não deixa de lutar quando acredita em um ideal. “Faço greve quando necessário; não entendo as pessoas não lutarem por melhores condições de trabalho. É um direito nosso, e vou atrás não só por mim, mas por aqueles que virão depois.”

É possível definir nossa entrevistada em uma única palavra: parceira. A Luciana Pergher tia, namorada, amiga, professora, filha e coreógrafa é uma competidora nata e não deixa de estar junto de quem ama e de estender a mão a quem precisa. “Adoro sair com meus alunos para competir. Não só pela competição, mas por poder mostrar a eles outras realidades. Eu quero as crianças vendo que são capazes de alcançar seus ideais. Amo poder oferecer alternativas para tantas pessoas. Quando dizemos a nós mesmos que “podemos”, conseguimos qualquer coisa”.

SEGURANÇA E TECNOLOGIA: O futuro da mineração.

SEGURANÇA E TECNOLOGIA: O futuro da mineração.

É provável que neste momento você esteja lendo este texto ou de um computador ou de um aparelho celular. Já parou para pensar quantos minerais precisam ser extraídos para fabricar cada um destes objetos? Agora tire os olhos da tela e observe o que está ao seu redor. Cadeiras, mesas, iluminação, janelas, prédios, carros, alimentos, entre tantos outros elementos que compõe o nosso dia-a-dia. Todos eles compartilham algo em comum: são fruto da mineração, a indústria mais elementar da civilização humana e também conhecida por ser a mãe das indústrias. É por meio dela que se obtém, por exemplo, o calcário, um destaque na construção e acabamento de uma casa: ele aparece na composição do concreto, dos tijolos, dos vidros, das louças sanitárias, dos azulejos, cerâmicas e porcelanatos, nas tintas, em alguns modelos de caixas d’água, nos encanamentos e no telhado.

Os últimos acontecimentos envolvendo acidentes na mineração mobilizaram atenção da imprensa e da comunidade mundial, colocando em voga não somente as consequências de uma fiscalização deficitária, mas principalmente a necessidade cada vez maior de estudos que relacionam inovação, segurança, tecnologia e mineração. Afinal, já que viver sem esta indústria é impossível, a melhor saída é usar a tecnologia a nosso favor, para promover uma mineração cada vez mais eficaz, segura e respeitosa com o meio ambiente.

No Brasil apesar da carência de recursos para o setor de pesquisa e da falta de integração entre as instituições científicas públicas e a iniciativa privada, existem setores que incentivam o desenvolvimento de uma nova fase da mineração, usando como exemplo diversos benefícios que tecnologias como a biomineração, nanotecnologia, a inteligência artificial e a IoT[1] têm trazido para a indústria.

Esses novos recursos tecnológicos viabilizam, além da mineração para usos tradicionais, sua aplicação em estratégias para um futuro sustentável, como a expansão da energia eólica e  solar. No caso da energia vinda dos ventos, para a construção e manutenção de um parque torna-se necessário um variado número de minérios como: bauxita (minério de alumínio), agregados da construção civil, cobalto e terras raras (para ímãs e baterias), cobre e zinco (fiação), minério de ferro (aço) e molibdênio usado nas ligas especiais.

Já quando o assunto é energia solar, é preciso ter em conta que, para a fabricação das placas fotovoltaicas, utiliza-se o silício, segundo elemento químico mais abundante na natureza. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais do minério de grau metalúrgico. Nas placas também é usado vidro e alumínio e ambos necessitam do setor mineral.

A mineração precisa estar atrelada à preservação ambiental e a um futuro mais sustentável. Mudanças e evoluções no segmento apontam para caminhos novos ao empreender: mais envolvimento social, tecnologia e inovação investidas na proteção ambiental e na conservação da biodiversidade. A Flonaca (Floresta Nacional de Carajás) é apenas um exemplo de que preservação e mineração podem e devem andar juntas.


[1]  A Internet das Coisas (do Inglês, Internet of Thing: IoT) é uma rede de objetos físicos, veículos, prédios e outros que possuem tecnologia embarcada, sensores e conexão com rede capaz de coletar e transmitir dados.